Uma camisa oficial do time chega a custar quase 1/3 do salário mínimo do país. O clube ainda cobra uma mensalidade pra você ter o privilégio de comprar ingresso e, se você ficar doente um dia e perder a janela de compra, fica pra trás no sistema.
Ir ao estádio tá cada vez mais caro e difícil, com estacionamento custando uma fortuna, comida cara e fria e uma porrada de outras despesas. Se for acompanhar de casa, tem que pagar PPV e streaming pra não perder os jogos do time.
Aí, o torcedor, que ganha pouco, faz todo um esforço pra acompanhar o clube e trabalha a semana inteira para ter no futebol um momento de entretenimento, uma válvula de escape, não pode cobrar um desempenho melhor do time, comandado por um dos técnicos mais bem pagos do mundo. Futebol tá doente mesmo.
Pior que você vê a declaração do Abel, e parece que ele ganha R$ 1.621,00 por mês, pra ser repositor no atacadão.
O camarada dirige uma das maiores instituições de futebol do Planeta, recebendo o maior salário da América do Sul.
E acha “doentio” que o cobrem bons resultados.