Novos diálogos de Vorcaro envolvem Fux, Nunes Marques e Mendonça e, olha só que curioso, por coincidência, são exatamente os que votaram rapidamente pelo afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. A direita religiosa está envolvida até o pescoço na lama.
O ministro que troca mensagem com Vorcaro é de direita.
O candidato que recebeu dinheiro do Vorcaro é de direita.
O ministro que tá protegendo o candidato é de direita.
O pastor que tá envolvido com Vorcaro é de direita.
E querem vincular o Lula nesse escândalo da direita???
“O Flávio Bolsonaro nem conhece o Vorcaro.”
Conhecia.
“O Flávio Bolsonaro nunca pediu dinheiro pro Vorcaro.”
Pediu.
“O Flávio Bolsonaro não sabia que o Vorcaro era bandido.”
Sabia.
“O Flávio Bolsonaro não tinha certeza se o dinheiro do Vorcaro era público.”
Tinha.
Ele está fazendo do gabinete um comitê eleitoral para blindar o Flávio.
Hoje começa a delação do Mineiro, por isso ele afastou o Andrei.
@jorgemessiasagu vc vai ficar com seu rabo na cadeira e não vai fazer o recurso?
Essa merda nem tem precedente.
MENDONÇA GOLPISTA
REAGE FACCHIN
Então o delegado-geral que PRENDEU Daniel Vorcaro agora é afastado do seu cargo por uma decisão do ministro Mendonça, o indicado por Bolsonaro?
Que cheirinho de golpe de estado no ar.
Flávio Bolsonaro não está “combatendo o crime”; ele está tentando importar para o Brasil a lógica da guerra ao terror dos EUA. E quem pode pagar a conta é o país inteiro. O filho do Jair Bolsonaro foi aos Estados Unidos pedir a Trump que trate PCC e CV como organizações terroristas.
O problema são as consequências. Parece discurso duro contra o crime. Mas, na prática, é uma irresponsabilidade gigantesca com o Brasil.
O risco político é enorme: os EUA passam a ter argumento para aplicar sanções, impor pressão diplomática e interferir no modo como o Brasil conduz sua própria política de segurança. A Reuters já havia registrado que o governo brasileiro rejeitou esse caminho porque, pela lei brasileira, PCC e CV são organizações criminosas, não organizações terroristas.
Quando uma facção brasileira entra na lógica americana da “guerra ao terror”, o problema deixa de ser apenas de segurança pública e passa a envolver sanções internacionais, pressão sobre bancos, empresas, fintechs, comércio, investimentos e até risco de interferência estrangeira sobre decisões do Estado brasileiro.
Quem pode sofrer com isso não é o criminoso do alto escalão apenas. É o país inteiro.
Empresas brasileiras podem virar alvo de bloqueios. Bancos podem ser pressionados. Cadeias produtivas inteiras podem ser colocadas sob suspeita. Qualquer setor infiltrado por dinheiro do crime pode gerar consequência para gente que nem sabia que estava perto dessa rede.
O Brasil precisa combater PCC e CV com força, sim. Mas com inteligência financeira, investigação, bloqueio de bens, combate à lavagem de dinheiro, controle de armas, fronteiras protegidas e Estado presente.
O que Flávio fez foi outra coisa: tentou terceirizar a segurança do Brasil para Trump, usando um problema gravíssimo do povo brasileiro como peça de campanha eleitoral. Isso não é patriotismo. É submissão, sabotagem...
E é assim que a extrema direita funciona: cria caos, vende medo e depois entrega a soberania do país como se fosse solução. O crime organizado precisa ser enfrentado. Mas o Brasil, o povo, não pode ser prejudicado, colocado de joelhos diante dos Estados Unidos por ambição eleitoral de um Bolsonaro.
Ninguém está passando pano para facção. O que se está denunciando é outra coisa: Flávio Bolsonaro usou a segurança pública como palanque eleitoral e colocou o Brasil numa rota perigosa de sanções, interferência externa e insegurança econômica.