Lisboa, 24 de aOutubro de 2026, Avenida da Liberdade.
Deputada em várias legislaturas, presidiu à Câmara de Cascais, foi vereadora da Habitação em Lisboa e, em 2019, fez a Lei de Bases da Habitação.
Quem não tem vergonha todo o mundo é seu.
@Deus_outro Com o Santo António ao lado da Praça D. João I, atravessaram a cidade para ser assistidos no São João.
Nem têm o cuidado de verificar as aldrabices que contam…
Churchill could have shortened WW2 by years if he had just “done a deal” with Hitler. George Washington could have done a deal to end the American Revolution. Zelenskyy is in good company.
A ideia de que grandes proprietários não devem participar no debate sobre habitação na Assembleia da República é profundamente antidemocrática. Apesar de todas as nossas diferenças, acho que o PCP tem todo o direito a apresentar as suas propostas.
Parabéns ao PÚBLICO pela extraordinária investigação: descobriu que há deputados que têm casa e que alguns até as arrendam. Escândalo.
Sobre o panfleto que hoje fez capa:
1. O PÚBLICO tem toda a legitimidade para escrutinar o património dos deputados. Mas o escrutínio exige mais do que colocar dois factos verdadeiros lado a lado, em alguns casos incompletos (eu e tantos outros somos também inquilinos), e deixar que a insinuação faça o resto.
2. Só olhou para os deputados do PSD, CDS, CH e IL. Se tivesse incluído os outros não teria encontrado nada muito diferente: em Portugal, 70% da população é proprietária, portanto o Parlamento não haveria de ser muito diferente. Os partidos de esquerda também têm deputados proprietários. E não esquecer Ricardo Robles, claro, o mago imobiliário.
3. Como têm casa, insinua-se que legislam em causa própria quando votam leis da habitação. A prova do conflito de interesses? A parte a que poderíamos chamar jornalismo? Despejada.
4. Pelo mesmo brilhante critério, deputados com filhos não podem votar o abono de família, deputados que recebem salários não podem votar o IRS e deputados que têm carro não podem votar o IUC.
5. Aliás, ainda há dias votámos o alargamento da licença parental. E, pasme-se, os deputados da IL podem vir a ter mais filhos no futuro e a beneficiar com isso! Mais uma capa de jornal.
6. Explicámos tudo isto ao PÚBLICO, mas o jornal preferiu publicar apenas o primeiro parágrafo da nossa resposta. Os restantes, que expunham o ridículo da premissa, ficaram de fora.
7. No meio de tantos números, gráficos e imóveis contabilizados, faltou um pequeno pormenor: identificar uma única norma feita à medida de um deputado, um único favorecimento particular, um único conflito de interesses efetivamente demonstrado.
8. Talvez seja essa a verdadeira notícia: o PÚBLICO descobriu que os deputados têm casas, mas parece ter-se esquecido de que o jornalismo também deve ter princípios.
9. Como é bom de se ver, o activismo não se circunscreve à praça D. João I ou ao Rossio. Está vivo na Doca de Alcântara.