“The fact that so many successful politicians are such shameless liars is not only a reflection on them, it is also a reflection on us. When the people want the impossible, only liars can satisfy them.”
—Thomas Sowell
lembrei do nada que uma colega na graduação comentou que tinha um gato tricolor macho e fértil e eu falei nossa isso é extremamente raro vc podia verificar se não é Klinefelter e se pa relatar. ai ela mostrou foto do gato e as cores eram cinza preto e branco
Hoje à noite comemoramos a festa de Shavuot. Costumamos passar a noite acordado estudando Torá na sinagoga e comer comida de leite.
Shavuot celebra a convertida por excelência: Ruth, retratada acima em uma pintura do século XVII de Jan Victors. Mas o que as Escrituras destacam sobre sua conversão? Não é sua aceitação de dogmas ou da halachá. É o compromisso com o Povo Judeu:
“Para onde fores, irei; onde repousares, repousarei; o teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus.”
Notem: antes de aceitar a religião (Deus), Rut aceitou fazer parte do Povo.
Da mesma forma, quando o Talmud fala sobre o processo de conversão, não menciona crenças — e até mesmo a halach�� aparece em segundo plano diante de algo mais essencial:
“Ensinaram os Rabinos: Se alguém vem para se converter, dizemos a ele: ‘Por que desejas converter-se? Não sabes que hoje o povo judeu está aflito, oprimido, humilhado, perseguido e frequentemente sujeito a sofrimentos?’ Se ele responde: ‘Sei, e mesmo assim sou indigno’, então o aceitamos imediatamente. Informamos a ele algumas mitzvot leves e algumas mitzvot severas… não o sobrecarregamos, nem somos rigorosos com ele…”
(Yevamot 47a)
O ponto central da conversão não está em certas crenças ou na observância minuciosa da halachá. Está no compromisso de pertencer ao povo judeu, mesmo diante das dificuldades.
Essa ideia atravessa gerações. Em cada época, existiram formas diferentes de se afastar do coletivo judaico.
Na Idade Média, isso ocorria com judeus que se convertiam a outras religiões para escapar da perseguição.
No século XIX e XX, durante o Iluminismo, muitos tentaram escapar da identidade coletiva se tornando “alemães de fé mosaica” ou “franceses israelitas” — adotando uma identidade judaica puramente religiosa, privada e descolada do povo.
E no século XXI, a nova forma de negação é o judeu antissionista — aquele que se diz judeu, mas rejeita o direito do povo judeu à autodeterminação nacional.
Hoje, esse tipo de judeu já não nega Deus nem a halachá, mas nega o povo.
É o judeu que no dia 8 de outubro já estava pedindo cessar-fogo, antes mesmo de pedir a devolução dos reféns.
O judeu que “condena a violência de ambos os lados” , mas só se preocupa em destruir Israel em nome de uma falsa moralidade, enquanto foge da dor de seu próprio povo.
O que Rut aceitou fazer parte, eles rejeitam.
Na mesma linha, vemos na Hagadá de Pessach a figura do filho perverso — aquele que não se vê como parte do coletivo judaico. E a Hagadá afirma:
“Porque excluiu a si mesmo da comunidade, negou o princípio fundamental.”
Mas em que exatamente ele se revelou um kofer ba’ikkar (negador do princípio fundamental)?
Não foi em um dos 13 Princípios da Fé do Rambam.
Ele não negou Deus nem a Torá, não negou milagres nem a criação do mundo.
Ele negou o princípio de que o Povo Judeu deve ser uma só nação.
O judeu perverso é aquele que não se sente parte do povo.
O próprio Rambam declara que essa rejeição fundamental do judaísmo pode ocorrer mesmo com alguém que observa toda a halachá com rigor:
“Aquele que se separa da comunidade, mesmo que não tenha cometido nenhum pecado, mas se isola da congregação de Israel, não cumpre mitzvot junto com ela, não compartilha de seus sofrimentos nem participa de seus jejuns, mas segue seu próprio caminho como se fosse de outra nação e não da nossa — este não tem parte no Mundo Vindouro.”
(Hilchot Teshuvá 3:11)
Você pode cumprir todas as mitzvot, estudar Torá o dia inteiro, seguir todas as halachot — mas se você não faz parte da nação, se não se importa com os sofrimentos do povo, ou não compartilha das suas responsabilidades coletivas, então falhou como judeu.