Esse bundão adora fazer bravata pra cumpanherada e o pior é ver Militar com olhos cheios de lágrima jurando que o pusilânime vai investir mais em defesa, mesma promessa de 2022, aliás!
Presidente Lula autoriza devolução do canhão "El Cristiano" ao Paraguai. Objeto foi apreendido durante a Guerra da Tríplica Aliança, quando o Paraguai invadiu o Brasil e teve seu exército dizimado. O objeto foi apreendido em 1870, pelas forças da época. A decisão ainda passará pelos trâmites do Itamaraty, de acordo com O Globo.
Imagina pensar pagar alguns bilhões de reais atrás de uma viatura como Tulpar — vale pra qualquer IFV gambiarrado como MBT — pra fingir ser um MBT que, no final, se um desse engajá-lo a 1,5-2 km de distância vai ser pulverizado.
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@31_nektar Pior é ver o EB caindo nessa pilha, deviam saber mais do que ninguém o quão inefetivo são essas viaturas para papel de MBT. Nem chega a ser questão de opinião, é algo muito bem fundamentado e documentado.
O Brasil tem, parado à sua frente, boa parte das peças para uma capacidade de ataque de baixo custo que quase não explora, e uma delas atende pelo nome de Anshar. A MacJee pegou o alvo aéreo DIANA, que já produz, e o transformou no conceito de uma munição merodeadora, um drone kamikaze de baixo custo, apresentado como Anshar já em 2023. A ideia, portanto, não é nova nem estrangeira. O que falta é tirá-la do estande de feira e colocá-la em prática.
O raciocínio é simples, reaproveitar a célula de um alvo aéreo, algo projetado desde o início para ser barato, produzido em série e descartável, é justamente a lógica que fez do Shahed-136 iraniano um problema estratégico tão grande para quem o enfrenta. Não se trata de criar uma arma sofisticada, e sim de entregar volume de fogo a um custo por disparo que permita empregá-la em massa, saturando defesas e atingindo alvos de valor sem arriscar aeronaves tripuladas ou gastar mísseis de cruzeiro caríssimos.
E o salto de capacidade viria se essa munição pudesse ser lançada a partir de um KC-390. Um cargueiro capaz de dispensar dezenas dessas munições de uma vez, à distância, no conceito de lançamento paletizado que os americanos vêm amadurecendo, daria ao Brasil algo que hoje não tem, uma capacidade de ataque em profundidade, de baixo custo e em larga escala, projetável para qualquer ponto do nosso território continental. É a diferença entre ter poucos vetores caros e ter muitos vetores baratos, e as guerras recentes deixaram claro qual dos dois modelos vem decidindo campanhas.
O ponto que quero reforçar é que precisamos investir em capacidade de ataque de baixo custo, um mercado ainda pouco explorado e que costuma ser tratado como secundário diante dos grandes programas. E há uma armadilha nesse caminho que convém enxergar desde já, porque muitas das soluções vendidas como sendo de baixo custo não são assim tão baratas. O próprio FLM-136 LUCAS americano, apresentado como um equivalente ocidental do Shahed, ilustra bem como esses projetos tendem a subir de preço e de complexidade até se distanciarem do parâmetro que os justificava. O verdadeiro baixo custo, aquele que permite empregar a arma sem contar cada unidade, é mais difícil de alcançar do que parece, e é exatamente aí que uma solução nacional, simples e produzida em escala, poderia fazer a diferença.
No fim, temos a célula, temos a plataforma de lançamento e temos a base industrial. O que falta é a decisão de investir num nicho que ainda vemos como acessório, mas que a realidade do campo de batalha moderno já promoveu a essencial. O Anshar não precisa ser perfeito, precisa ser barato, numeroso e existir de fato, e não apenas como conceito de feira.
Sempre esbarramos nesse problema. O timming de todo o programa foi errado, por isso que sou muito saudosista quanto ao AMV durante sua apresentação em proposta no início do século.
Porém, é necessário otimizar o uso dos recursos, como a tragédia de custos que é o programa EE-9 na mão da Akaer.
Poucos temas da nossa modernização blindada rendem uma discussão tão boa, e tão pouco explorada, quanto o papel do Guarani armado com a torre de canhão de 30 mm dentro da Infantaria Mecanizada. É uma pergunta genuinamente em aberto, que vários exércitos enfrentam ao colocar um canhão médio sobre um transporte de tropa, e cuja resposta brasileira ainda está sendo escrita. Vale percorrer as possibilidades, mas antes é preciso entender o que essa torre realmente traz para a mesa.
A torre em questão é a UT-30BR, uma estação de armas não tripulada e totalmente estabilizada, fabricado pela ARES no Brasil, subsidiária da israelense Elbit, que combina um canhão automático de 30 mm da família Mk44 Bushmaster, uma metralhadora coaxial 7,62 mm, lançadores de fumígenos, sistema de alerta laser, mira panorâmica do comandante e acompanhamento automático de alvos, tudo operado de dentro do casco protegido, sem que o atirador precise se expor. Por ser montada externamente ao Guarani 6x6, sem penetrar o compartimento interno, ela preserva integralmente a capacidade de transporte de tropa, e é justamente isso que torna a discussão doutrinária tão rica, já que um canhão de 30 mm muda profundamente o que a viatura pode fazer sem necessariamente mudar aquilo que ela é.
Convém acrescentar que a versão mais recente, a UT-30BR2, testada em fogo real em 2025, dá um salto considerável de capacidade. Seu principal avanço é a incorporação do módulo de visão panorâmica estabilizada COAPS-L, da Elbit, que reúne sensores de alta definição, detecção, reconhecimento e identificação de alvos de dia e de noite, entre outros. A UT-30BR2 já vem preparada para integrar mísseis anticarro e conta, em desenvolvimento, com um kit antidrone dotado de radares de banda S e munição airburst, uma resposta direta às ameaças assimétricas que dominam o campo de batalha atual. Ou seja, não se trata de uma torre qualquer, mas de um sistema que cresce em capacidade justamente enquanto seu papel doutrinário permanece em aberto.
Vale primeiro dimensionar o salto de capacidade que esse calibre representa. Uma estação remota de 12,7 mm, padrão na maioria dos Guarani, resolve bem alvos leves e tropa a pé, mas encontra seu limite diante de blindados e posições de cobertura. Um canhão de 30 mm muda o jogo em duas frentes. Na primeira, a munição perfurante de energia cinética permite bater viaturas blindadas leves e médias, transportes de pessoal e viaturas de combate de infantaria a distâncias em que a metralhadora pesada nada faria. Na segunda, a munição explosiva, hoje muitas vezes com espoleta programável, entrega um apoio de fogo devastador contra ninhos de metralhadora, posições fortificadas e infantaria abrigada em trincheira ou defilada, exatamente os alvos que mais atormentam uma tropa no assalto. É esse duplo papel, anticarro leve e apoio de fogo de precisão, que define a lógica do 30 mm.
E aqui o cenário sul-americano deixa a discussão bem concreta. Diferentemente de teatros em que a infantaria enfrenta sobretudo tropa a pé e viaturas leves, uma Companhia de Fuzileiros Mecanizada brasileira poderia, num conflito regional, se deparar com um volume considerável de blindados de médio porte. Só a Venezuela opera algo em torno de 123 viaturas de combate de infantaria BMP-3 e mais de uma centena de transportes BTR-80A, ambos armados com o mesmo canhão de 30 mm, além de carros leves como o Scorpion-90 e o AMX-13. Contra esse tipo de ameaça, um Guarani com apenas uma 12,7 mm estaria em franca desvantagem, enquanto um Guarani com UT-30BR troca golpes de igual para igual com uma BTR ou uma BMP inimiga. O 30 mm deixa de ser um luxo e passa a ser a diferença entre poder responder ou apenas apanhar.
O apoio de fogo de um canhão desses para a Companhia de Fuzileiros Mecanizada, aliás, é uma das lições mais nítidas das guerras recentes. Na Ucrânia, viaturas de canhão automático, do Bradley de 25 mm às BMP e BTR de 30 mm, se firmaram como um dos meios de apoio de fogo direto mais valiosos do campo de batalha, suprimindo trincheiras, destruindo posições, batendo blindados leves e, com a munição de estilhaçamento aéreo, alcançando a infantaria entrincheirada que a trajetória tensa de outras armas não atinge. O canhão de 30 mm ocupa um degrau precioso entre a metralhadora pesada e o míssil anticarro, entregando volume de fogo, precisão e alcance a um custo por tiro muito menor. É um apoio orgânico, imediato, que acompanha o ritmo do assalto sem depender de pedidos a escalões superiores.
Definido o valor do canhão, volta a pergunta de onde alocá-lo, e é aí que reside a indecisão brasileira. Hoje, na prática, o Guarani com UT-30BR está no Pelotão de Apoio, empregado como um meio de apoio de fogo no nível da subunidade, oferecendo fogo direto e supressão para habilitar a manobra dos pelotões de fuzileiros. Nessa configuração, o Guarani segue essencialmente um VBTP e o canhão funciona como um multiplicador de poder de fogo à disposição do comandante de companhia. É um papel coerente e imediato, muito próximo, aliás, da forma como o Exército americano definiu o emprego do seu Stryker de 30 mm.
Mas essa não é a única alocação já ventilada, e cada alternativa carrega uma identidade doutrinária diferente. Uma das possibilidades discutidas é o emprego no Pelotão Anticarro, aproveitando a munição perfurante do 30 mm para bater as viaturas blindadas leves e médias mencionadas há pouco, dando à força mecanizada uma capacidade anticarro orgânica, móvel e de alto volume de fogo, que complementaria os mísseis anticarro contra alvos que não exigem um míssil. Há ainda o caminho de distribuir a viatura diretamente aos pelotões de fuzileiros, aproximando-a do conceito de VBCI, a viatura blindada de combate de infantaria que combate ao lado da tropa que transporta e desembarca, no modelo que mais integra fogo e manobra, ainda que também o mais exigente em número de viaturas e torres. E existe o emprego em reconhecimento e segurança, onde a combinação de sensores e canhão faz da viatura um excelente meio de exploração e de proteção de flancos, aproximando-a da vocação da cavalaria mecanizada.
Para efeito de referência, vale observar como outro exército resolveu a mesma pergunta com a mesma classe de arma. Diante da ameaça blindada na Europa, o Exército dos Estados Unidos montou o canhão de 30 mm XM813 sobre o Stryker, primeiro na versão de urgência conhecida como Dragoon, empregada pelo 2º Regimento de Cavalaria a partir de 2018, e depois no programa definitivo MCWS, que leva a mesma capacidade a três brigadas Stryker sobre um casco mais moderno e protegido. Em ambos os casos, o papel foi definido com clareza, o de prover fogo anticarro e de supressão concentrado nos pelotões de exploradores e de fuzileiros, precisamente por reconhecerem que a proliferação de viaturas de 30 mm no mundo tornou o velho armamento de 12,7 mm insuficiente para o combate de encontro. É a mesma lógica que torna o 30 mm tão relevante para nós.
No fundo, a escolha do papel do Guarani com UT-30BR depende menos da torre e mais de uma pergunta anterior, a de o que se espera da Infantaria Mecanizada brasileira nos próximos anos. Se a prioridade for o apoio de fogo à infantaria, o lugar no Pelotão de Apoio faz todo o sentido. Se for dar à brigada uma rede densa de capacidade anticarro leve contra os blindados que povoam a vizinhança, o Pelotão Anticarro ganha força. Se a ambição for aproximar a viatura de um verdadeiro VBCI, a distribuição aos pelotões de fuzileiros é o caminho. São identidades distintas, todas defensáveis, e a boa notícia é que a UT-30BR é capaz de servir bem a mais de uma delas.
Fica a pergunta que gosto de deixar em aberto: na opinião de vocês, onde o Guarani com UT-30BR renderia mais para a Infantaria Mecanizada, como meio de apoio de fogo no Pelotão de Apoio, como caçador de blindados leves no Pelotão Anticarro, ou como embrião de um VBCI distribuído aos pelotões de fuzileiros?
@gatnerd@HeebumHong Then you discover that engagement ranges in modern combat are often under 100 meters, and frequently less than 30 meters, where a steel-core projectile would already get the job done.
@talesvillela É o que penso, General, acho muito desperdício alocar as UT-30s no CCAp. Provavelmente isso ocorre por questões orçamentárias que bem conhecemos, porém o ganho que teria alocando-os dentro da Cia Fz Mec seria enorme, assim como o que comentei sobre o programa MCWS.
@hcsrs1986 Concordo plenamente, por isso que gostaria de vê-la nos Pel Ap das Cia Fuz Mec e não alocada no CCAp, que acredito que irá subutilizar, ainda mais considerado uma capacidade antidrone que possa vir a ajudar contra alvos de maior porte, já que descarto sua utilidade contra FPVs.
@EduJr86 Você tem razão nisso, eu queria dizer que gostaria de que a UT-30BR estivesse sendo empregada dentro dos Pel Ap dentro da Cia Fz Mec, não na CCAp. Provavelmente misturei isso no texto ao ponto de ficar errado.
@brainletbr Cara, na boa, tudo que é de pauta trans eu larguei faz tempo. Vai ver os comentários e é sempre uma porrada de mulher defendendo isso, trans em banheiro feminino e etc. Se elas mesmas, as principais interessadas, defendem, por que nós vamos nos importar? Deixa a bomba explodir.
@RemigiuszWilk They need to replace the launcher with a rotating multi-launcher, like the Swedish LEDS, and integrate an AI targeting system into an RWS.
@catholicbra Pessoas dos países Sulamericanos aqui em resumo:
> Nós somos superiores ao Brasil em tudo
> Alguém nos salve, o Brasil vai tomar nosso território