Fica cada dia mais cristalino que a família Bolsonaro tem atuado como patrocinadora, dentro e fora do Brasil, de medidas que prejudicam a economia brasileira. Desta vez, o anúncio de novas tarifas ocorre no mesmo dia em que Trump publicou a foto do encontro que teve, na semana passada, com Flávio Bolsonaro nos EUA.
Some-se a isso a pretensão norte-americana de enquadrar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas e percebe-se uma escalada de interferência em assuntos que dizem respeito ao Brasil. A ameaça tarifária e a pressão sobre temas de segurança pública apontam para algo maior do que simples divergências diplomáticas.
Esses episódios convergem para numa mesma lógica: utilizar instrumentos de pressão externa para interferir no cenário político nacional e favorecer interesses eleitorais e econômicos.
O cardápio de interesses é vasto. Vai da disputa em torno dos meios de pagamento atacando o no Pix à corrida global por minerais críticos, terras raras e recursos energéticos estratégicos. Em um mundo cada vez mais marcado pela competição geopolítica em torno desses itens, países com as riquezas do Brasil tornam-se alvos permanentes de pressão e ataques.
Não é segredo que setores da atual administração norte-americana demonstram preferência por governos latino-americanos subalternos às diretrizes de Washington. E também não é segredo que, dentro do Brasil, há quem esteja disposto a colaborar com esse projeto, mesmo que isso signifique enfraquecer a própria soberania nacional.
Lula já demonstrou que não topa esse papel. Talvez seja justamente esse o problema. Quando não encontram um governo disposto a se curvar, passam a testar até onde conseguem dobrá-lo. Mas, desta vez, existe uma barreira de contenção. E ela tem nome e sobrenome: Luiz Inácio Lula da Silva.
A campanha começou de vez. E Flávio vem com o que lhe resta: uma agenda anti-Brasil descarada, porque ele não tem nada além do apoio de Trump, que não é pouca coisa - mas também é só isso. Flávio Bolsonaro vai acabar de vez com o Brasil e ou se encara isso a sério, ou é a morte.
@AcervoCharts ele não voltou assim do nada né? Veio após uma intervenção do Governo do Brasil para resgatar esse artefato sagrado que sequer deveria ter saído do Brasil https://t.co/c9K8BiYjyx