O que aconteceu em Ceuta deixou claro que Marrocos está a patrocinar ativamente a imigração ilegal para a Europa e a sua islamização. As acções devem ter consequências.
The American military presence in Iran is not being reduced.
🔻In the Arabian Sea, two carrier strike groups led by the USS George H.W. Bush and USS Abraham Lincoln remain active, with 16 combat and amphibious ships (down slightly from about 18 last month).
🔻In the Mediterranean, a group of two US guided-missile ships continues operations, while the destroyer USS Gonzalez is positioned in the Red Sea monitoring the Suez Canal area.
🔻The air component is largely unchanged: 12 B-1B strategic bombers are based at RAF Fairford, with reconnaissance carried out by RC-135, U-2S, P-8A, RQ-4B and MQ-4C aircraft. Over the past day these assets conducted 68 imaging sorties of 57 targets inside Iran.
🔻Tactical aviation activity has increased, with US and Israeli aircraft flying 38 sorties near the Iran-Iraq and Iran-Saudi borders.
The limited adjustments mainly reflect the need for greater Red Sea coverage after Houthi attacks. Overall the force posture shows little fundamental change and still appears geared toward possible further escalation.
A Filomena Cautela publicou um vídeo a lançar a ideia de existir uma salinha com jornalistas que comunicasse através do auricular com o apresentador para fazer fact check live nas entrevistas e debates, ou seja, cada vez que um comentador falasse eles verificavam a veracidade das informações.
Eu respondi com outra sugestão – uma salinha para comunicar com os comentadores e convidados para fazer o fack check aos próprios jornalistas já que são eles os que mais têm contribuído para a desinformação e esquecido o código deontológico que os obriga a serem imparciais, entre outros deveres. Mais, não só seria urgente implementar a salinha como também era bonito soar um apito no estúdio quando uma pergunta do jornalista escorresse a cor política do mesmo, uma corneta a cada argolada de propaganda transvestida de facto e uma sirene cada vez que não são imparciais.
Como quando em Outubro de 2023, dias após o ataque do 7 de Outubro, a imprensa difundiu sem qualquer fact check a notícia falsa lançada pelo Ministério da Saúde de Gaza (controlado pelo Hamas) que Israel tinha bombardeado o hospital Al-Ahli e morto cerca de 500 civis, na maioria mulheres e crianças. Veio a verificar-se que o míssil partiu de dentro do território de Gaza e não da IDF.
Ou em Julho de 2025, quando o The New York Times publicou na capa uma mãe palestiniana a segurar o filho supostamente a morrer de fome. No artigo, “Gazans Are Dying of Starvation”, a mãe afirmava que ele “tinha nascido saudável” mas tinha sido “recentemente diagnosticado com desnutrição grave”. Veio-se a comprovar que não só o bebé sofria de problemas de saúde pré-existentes — paralisia cerebral, hipoxemia e distúrbios genéticos —, como a fotografia foi manipulada de forma grosseira para não incluir na imagem o irmão com aspeto saudável e bem alimentado.
Já para não falar de quando a imprensa lançou as notícias falsas de que Israel estaria a matar os palestinianos por ‘fatocide’, qualquer coisa como ‘obesocídio’ em português. Exacto, fatocide, a matar por excesso de gordura pelos alimentos a explodirem de açúcar e calorias introduzidos massivamente no território, enquanto, ao mesmo tempo, também divulgavam a narrativa de que os israelitas impediam a entrada de qualquer alimento provocando um genocídio por fome. Sim, tudo isto em simultâneo.
Mas se o fatocide não fosse suficiente, depois dos golfinhos espiões, a imprensa também divulgou que a IDF tinha treinado cães para violar especificamente palestinianos. Um coisa nunca observada na humanidade, cães a violar humanos, mas eis que os israelitas, a start up nation, who else, conseguiu o impossível.
Não vou ‘adjetivar’, peço só uma salinha de fact check a próxima vez que me convidarem a comentar na tv.
🚨"ImBestigação da Cooperativa": o jornalismo da TVI para encher chouriços
O gráfico abaixo dá-nos a evolução do gasóleo refinado europeu, mercado grossista. Face a 2 de março, a data de referência da notícia da TVI sobre o Brent, subiu 36,6%. Na gasolina refinada, é muito igual.
A TVI comparou diretamente o preço dos combustíveis na bomba com a cotação do Brent, números verdadeiros (embora 2 de março já tenha incluída uma subida do preço do Brent, o conflito iniciou a-se a 28/2 se não me engano), mas dentro de uma comparação profundamente errada.
Ninguém abastece o carro com Brent.
O Brent é petróleo bruto. A gasolina e o gasóleo são produtos transformados, sujeitos a outro mercado, outra oferta, outra procura e, atualmente, a uma enorme pressão sobre a capacidade de refinação.
A própria ERSE já explicou que a referência mais relevante para os preços na bomba não é a cotação do barril de petróleo bruto, mas as cotações internacionais da gasolina e do gasóleo já refinados.
Depois entram ainda os fretes marítimos, a logística, os biocombustíveis, a comercialização e os impostos. Portanto, não é uma teoria obscura encontrada numa cave da extrema-direita petrolífera. É apenas a forma como o mercado funciona.
Comecemos pelos números que faltaram à televisão
Face ao início de março:
⛽ A gasolina refinada europeia subiu muito mais do que o Brent.
🚛 O gasóleo refinado europeu também subiu muito mais do que o Brent.
🛢️ A diferença entre a subida dos refinados e a subida da matéria-prima ronda os 36 pontos percentuais.
📈 O preço na bomba continua bastante acima dos valores de março, mas isso acompanha sobretudo o encarecimento dos produtos refinados.
Ou seja, o preço na bomba subiu bastante desde março, sim. Mas não se pode concluir que esteja artificialmente elevado apenas porque o Brent não subiu na mesma proporção.
A comparação séria seria:
preço na bomba ↔ preço internacional do produto refinado
e não preço na bomba ↔ barril de matéria-prima
Então porque descolaram os refinados do Brent?
🔥 O problema deixou de ser apenas haver petróleo. Passou a ser conseguir refiná-lo. Quando a capacidade das refinarias diminui ou é interrompida, pode continuar a existir petróleo bruto no mercado sem existir gasolina ou gasóleo suficientes.
🏭 Uma refinaria não é uma torradeira. Não basta aparecer petróleo bruto para sair imediatamente gasóleo do outro lado. É necessária capacidade industrial, instalações adequadas, energia, manutenção e tempo.
💥 Várias refinarias foram atacadas, encerradas ou condicionadas. Menos refinarias a funcionar significa menos produto final disponível, mesmo que continue a existir matéria-prima.
🚛 O gasóleo é especialmente vulnerável. É usado no transporte de mercadorias, na agricultura, na indústria, na construção e em maquinaria pesada. A procura é estrutural e difícil de substituir de um dia para o outro.
📈 A diferença tem um nome: margem de refinação, ou “crack spread”. É, de forma simplificada, a diferença entre o valor do petróleo bruto e o valor dos produtos que saem da refinaria. Quando existe escassez de capacidade de refinação, essa diferença aumenta.
🚢 Ainda faltam o transporte, o seguro e o armazenamento. O produto refinado tem de ser comprado, transportado, segurado, armazenado e distribuído. Uma crise junto das principais rotas petrolíferas não costuma trazer promoções nos fretes marítimos.
🌱 Existem ainda os custos dos biocombustíveis e das obrigações ambientais. A gasolina e o gasóleo vendidos na bomba já não correspondem apenas ao produto fóssil puro.
Portanto, aqueles 36 pontos percentuais de diferença entre a evolução dos refinados e a evolução do Brent não são um fenómeno paranormal.
São precisamente o sinal de que o estrangulamento não está apenas nos poços de petróleo. Está também nas refinarias, na logística e no mercado dos produtos acabados.
E estarão as gasolineiras portuguesas a aproveitar-se?
É uma pergunta legítima.
⚠️Pode existir aproveitamento pontual? Claro. Pode haver postos mais caros, margens excessivas ou atrasos na transmissão das descidas? Evidentemente.
Mas isso não pode ser demonstrado comparando o preço na bomba com o Brent.
Para perceber se há abuso, seria necessário comparar:
✅ o preço internacional da gasolina refinada;
✅ o preço internacional do gasóleo refinado;
✅ os custos de transporte e armazenamento;
✅ a incorporação de biocombustíveis;
✅ a fiscalidade;
✅ as margens da refinação;
✅ as margens da distribuição e da venda a retalho.
Só depois se poderia concluir se existe uma diferença anormal.
Comparar apenas com o petróleo bruto é saltar quase toda a cadeia de valor e apontar imediatamente para a bomba de gasolina, como se entre o poço e o depósito do automóvel existisse apenas um tubo comprido.
📺 O que faltou, então, à TVI?
Comparar o preço da gasolina com o Brent é como comparar o preço do pão com a cotação do trigo e concluir que o padeiro está a esconder alguma coisa porque o preço do trigo desceu ontem.
Pode existir abuso? Pode. Pode haver atrasos nas descidas? Também. Mas antes de convocar o tribunal popular do telejornal convém verificar quanto custa a farinha, o forno, a energia e a distribuição.
Neste caso, bastava comparar o preço na bomba com aquilo que realmente se coloca dentro do depósito, gasolina e gasóleo refinados.
Mas no fim a TVI deixava de ter notícia, porque na realidade, a subida nos mercados do gasóleo e gasolina refinada está ao mesmo nível da subida dos preços na bomba, quando comparada com 2 de março.
De nada camaradas.
o dono da cooperativa