Já não há mais pipocas, a comédia está a deixar de ter piada e as cadeiras já não têm estofo.
"É menos perigoso que o vírus da gripe!" - Quote of the Year 2020
escrevi aqui sobre cons de urg com seguro q no hosp da luz passaram de 30 para 55 eur.
Outra: o meu irmão tinha cons de especialidade marc em Abril para Nov. Medis: 20 eur. Ligaram a dizer q 1a. consultas são agora privadas 155 eur.
Obrigada Luís. O teu trabalho encanta
MONUMENTAL ALDRABICE
O Governo acabou de anunciar a "execução completa do PRR".
O que realmente aconteceu:
O Governo RETIROU do PRR as obras que NÃO conseguiu fazer!
@carlos_jb_paz Smart TV's, smartwatches, banca digital, câmaras de segurança em rede, telemóveis, hotspots, laptops, tabs. A tecnologia foi adotada globalmente porque nos traz imensas vantagens. Os riscos existem, são reais, e a muitos níveis, já se materializaram.
Debater mitigação é urgente.
@psantacl A estagnação japonesa prolongou-se por mais de 30 anos. A da década de 70 por mais de uma década, com a duração média de vida/recipiente nos 14 anos. Se aplica o glide Path, consolida as perdas, ou agrava se tiver em paralelo uma depreciação de ativos acionistas e obrigacionistas
Ou seja, o trabalhador perderia qualquer garantia de rendimento-pensão, a gestão passaria para a esfera do setor privado (que ganha via comissões de gestão com risco zero), e o risco da volatilidade e complexidade ficaria integralmente do lado do mexilhão, perdão, do trabalhador
Este é o argumento mais forte que vi a favor da minha proposta: https://t.co/Vs7WnX8nPD. Repare-se na coluna "Tipo de plano", linha a linha: multiemployer DB, occupational DB, corporate DB, DB, DB. DB quer dizer Defined Benefit que descreve a Segurança Social Portuguesa. Todos os casos de insolvência são planos de benefício definido — promessas feitas por um patrocinador (uma empresa, um setor) de pagar pensões futuras, que faliram quando o patrocinador falhou. E as duas linhas que não são insolvências, a Alecta sueca e a Qantas australiana, estão classificadas assim pela sua própria tabela: "sem insolvência". O quadro que é um catálogo de promessas quebradas.
Ora, o que eu proponho não contém uma única promessa desse tipo. Contas individuais de contribuição definida (DC no quadro), investidas em fundos de índice mundiais, registadas em nome de cada trabalhador e segregadas por lei do balanço de quem as gere. Um fundo de índice pode cair: risco de mercado, diversificado por milhares de empresas em dezenas de países, amortecido por horizontes de quarenta anos. O que ele não pode é falir no sentido desta tabela, porque não há promessa para quebrar nem patrocinador para desaparecer: os títulos são do titular, e a falência do gestor não lhes toca.
E agora a parte incómoda: sabem qual é o maior plano de benefício definido de cada país? O sistema público de pensões — uma promessa de benefícios futuros feita por uma entidade que pode não ter com que pagar. A diferença é processual: quando o plano privado falha, entra em insolvência e aparece em tabelas coloridas como esta; quando o público falha, legisla o corte — fator de sustentabilidade, contribuição extraordinária, pensão média a caminho de 34% do salário médio em 2070 nas projeções que o Estado entregou a Bruxelas — e chama-lhe reforma paramétrica. A falência pública não vai a tribunal; vai a Diário da República.
Por fim, a minha proposta mantém a repartição como primeiro pilar, exatamente para que a dignidade de ninguém dependa do mercado — e acrescenta o segundo pilar para que a velhice de ninguém dependa de uma única pirâmide demográfica. Dois riscos diferentes, diversificados um contra o outro. Esta tabela documenta o perigo de depender de promessas. A minha proposta é precisamente essa: depender menos delas.
@psantacl Em PT, a política fiscal sobre mais-valias sofreu um agravamento substancial nos últimos anos. Voltamos ao que já referi - nada impede a aplicação de incidências fiscais específicas para o segmento. E tendo em conta a expansão de dívida pública das grandes economias ocidentais...
@psantacl A sua premissa é também uma espécie de benefício garantido, mas em que substitui o risco demográfico nacional pelo risco macroeconómico global. Minimiza casos como as +3 décadas de estagnação nipónica como um outlier e ignora o potencial fim de ciclo expansivo histórico global
@psantacl A "contribuição voluntária" mais não é do que uma decisão de poupança independentemente do modelo de gestão
Que razões haveria para o fazer para um fundo de reforma, que limita fortemente a mobilização antecipada? Já não falando na ilusão sobre capacidade de poupança a esse nivel
@psantacl Meu caro, foi muito cuidadoso em esquecer-se do glide Path. É que na sua proposta, essa gestão equivaleria a consolidar em obrigações as perdas acumuladas por anos sub-par.
Já para não falar do "dom do adivinho" que pressupõe essa gestão em retrospectiva...
@Nuno_Nabais_ Objetivos legislativos? Really? Que "objetivo legislativo europeu" determinou esta decisão empresarial?...
Deve ter sido o mesmo que levou um conjunto de eminências pardas a elaborar o Manifesto dos 40, para depois participarem na venda de empresas-core para os CDN...
🚨do you understand what Porsche just did..
they sold their entire IT division to India's TCS for €320 million.. then handed them €1.25 billion to do the thinking for them..
TCS is a Tata company.. the same Tata that bought Jaguar Land Rover from Ford in 2008 when Ford couldn't afford to keep it.. now they're buying Porsche's tech brain too..
the West spent decades sending IT work to India and calling it "outsourcing".. trained an entire country to do their thinking on the cheap.. now that country is buying the divisions.. not servicing them.. buying them..
you spent decades paying them to think for you.. now they own the brain and you're renting it back
A deslocalização produtiva foi um efeito da Globalização e do mercado, não de um pseudo-virtuismo ecológico.
Então porquê este discurso? Porque os liberais são incapazes de lidar com as consequências das políticas que propõem, logo, dá jeito sacudir água do capote.
Destruímos a competitividade europeia no altar do virtuismo ecológico, convencidos de que estávamos a salvar o planeta, quando na verdade apenas transferimos a produção, os empregos e a riqueza para quem polui sem escrúpulos. A Europa não salvou o clima... cometeu apenas um hara-kiri industrial.
@psantacl Nenhum Governo ganhou. PT foi a socialização dos custos de privatização, para benefício de agentes privados.
Banca e CGD, socialização do subfinanciamento do fundo de pensões, que ameaçou a solvabilidade da própria banca, em 2008.
Foi uma operação de limpeza de imparidades
@psantacl Dei 2008 como exemplo, mas temos outros tão pertinentes: anos 70 ou Japão desde os 90.
Some-se a isto a questão dos ativos e da gestão privada PT: não temos ativos PT de qualidade em volume suficiente e os custos de intermediação em PT são mais elevados.
@psantacl Num país como o nosso, é absolutamente irrealista desenhar cenários em que a esmagadora maioria dos trabalhadores têm margem de poupança para alocar num fundo com um perfil obrigatoriamente de longo prazo.
E está a desvalorizar profundamente o impacto da incerteza fiscal.
@psantacl 4- refere-se às transferências dos Fundos da Banca, CGD, PT como "lucros do Governo". Para além do descabido, e porque o assunto é trabalhadores/pensionistas, quer comentar o impacto das responsabilidades financeiras que esses negócios implicaram e implicam?
Delicioso ver liberais a proclamar o seu amor pelos Isaiah Berlins, e depois criticarem os efeitos da promoção da Globalização e da liberdade de mercado.
Esta malta é caso de estudo 😏