I'm always afraid when a supposedly enlightened thinker like Thomas Piketty suggests he knows better and proposes to empower the state and its cadre of mission-driven experts to define and enforce what constitutes the collective interest over the messy, subjective choices of free individuals. This paternalistic hubris ignores the Hayekian knowledge problem: no central authority, no matter how credentialed or well-intentioned, can aggregate the dispersed, local information that markets and personal decisions reveal far more efficiently. History is littered with the corpses of such experiments. The Jacobins during the French Revolution proclaimed themselves guardians of the bien public, only for Robespierre’s Committee of Public Safety to unleash the Reign of Terror, executing tens of thousands in the name of virtue and equality. In the Soviet Union, Lenin and Stalin’s five-year plans dictated production “for the common good of the proletariat,” producing engineered famines like the Holodomor that starved millions while bureaucratic diktats crushed innovation. Mao’s Great Leap Forward in China similarly mobilized the masses under the banner of collective prosperity, resulting in the deadliest famine in human history because top-down edicts overrode farmers’ practical knowledge and incentives. Piketty’s vision, however cloaked in modern economic jargon, risks reviving the same fatal conceit: that an enlightened few can steer society toward utopia without repeating the authoritarian nightmares of the past.
La economía política del caso Leire va mucho más allá del epifenómeno de los pagos ilegales a la “fontanera” del PSOE.
La evidencia apunta a que se montó una estructura, casi con seguridad desde Moncloa, para subvertir los pilares del Estado de derecho y preservar el poder de Pedro Sánchez. Es, desde el caso GAL, el escándalo más grave de nuestra democracia.
Este socavamiento, sin embargo, forma parte de un patrón más amplio: el desmantelamiento del Estado en el que el PSOE se embarcó el 13 de noviembre de 2003, cuando Zapatero prometió en el Palau Sant Jordi que “Apoyaré la reforma del Estatuto que apruebe el Parlamento de Cataluña”.
La realidad electoral española, cada vez más clara, es que el PSOE solo puede gobernar con los votos del nacionalismo (o cuasinacionalismo) de Cataluña, País Vasco y Navarra. Sin los escaños de estas tres comunidades, la derecha nacional habría tenido mayoría absoluta en todas las elecciones desde 1996 hasta 2023, salvo en 2004.
Pero para lograr esos votos, el PSOE tiene que comprometerse con el desmantelamiento del Estado, ya sea de forma directa (la reforma de la financiación autonómica) o indirecta (el control partidista de las instituciones). De ahí a intentar destruir la UCO solo hay un paso, y se da a la primera tentación.
Por tanto, el PSOE solo elegirá como secretario general a alguien como Zapatero o Sánchez, a quienes el Estado trae al fresco. No son accidentes: son la respuesta estructural del sistema. No hay “PSOE bueno”, porque un “PSOE bueno” no puede gobernar y la mayoría de sus militantes no tienen vocación de suicidio político. Para suicidarse, es mucho más rápido apuntarse a Podemos.
Enfrente solo hay un PP sin la menor visión de futuro (la reciente visita de Feijóo a Cataluña demuestra, por enésima vez, que el PP no tiene plan para nada) y un Vox con un Santiago Abascal que no da más de sí (que Vox ronde el 18%-20% en las encuestas, dada la situación actual, debería leerse como un fracaso).
El problema es que no veo salida en el marco actual. Tras la crisis del euro surgieron dos proyectos de reforma: C’s y Podemos. Los votantes rechazaron ambos. Sí, los dos partidos cometieron errores tácticos y de liderazgo, pero, a fin de cuentas, el votante mediano prefirió lo malo conocido (PSOE y PP) a lo malo por conocer (C’s y Podemos). El votante mediano no quiere que nada cambie porque vive del Estado, de forma directa (pensiones, empleo público) o indirecta (transferencias varias, regulaciones).
Creo que todo esto saltará por los aires en algún momento hacia 2030, año arriba o año abajo. Pero no descarto que sigamos, en su lugar, un camino de declive irreversible. Con una fecundidad de 1,1 hijos por mujer y la inmigración que tenemos, quizá en 2080 la España que conocemos desde 1492 ya no exista.
Y si usted, lector, me pregunta qué se puede hacer: no solo no lo sé, sino que dudo que pudiera arreglar nada aunque yo fuera el que tomara las decisiones.
🇵🇹 Amanhã, dia 3 de junho, Portugal volta a ser chamado às ruas. Chamado à greve. Eu peço-vos para não aderirem.
Não o peço por mim. Eu tenho 50 no lombo. Estou orientado. Tenho o meu caminho feito, as minhas defesas montadas, o meu lugar mais ou menos arrumado neste pequeno condomínio que é o Tugão.
Camaradas, quanto mais proteção houver para quem já está dentro, quanto mais rígido for o sistema, quanto mais difícil for mudar, contratar, crescer, arriscar, despedir quando corre mal e voltar a contratar quando pode correr bem, mais eu próprio consigo levar água ao meu moinho, e acreditem, não estou mal.
O país velho e amarrado protege-me.
Mas eu tenho dois filhos. E é neles que penso.
Penso no país que lhes vou deixar. Também penso nos sonhos que terão de encolher para caberem na nossa realidade. Penso no talento deles, algum, na vontade deles, e depois olho para este país sentado em cima de si próprio, sempre a defender o que existe, sempre a desconfiar de quem quer construir, sempre a boicotar qualquer tentativa de mexer num sistema que já só protege verdadeiramente quem conseguiu apanhar o lugar ao sol e usa os desgraçados para fazerem de figurantes neste grande circo. Idiotas úteis.
E dói. Dói porque eu gostava que eles ficassem.
Gostava que pudessem estudar, trabalhar, amar, comprar casa, ter filhos, abrir empresas, mudar de vida, falhar, recomeçar e envelhecer aqui. Aqui. No país deles. No país dos seus avós. No país da língua em que aprenderam a dizer mamã, papá, e tudo o que se seguiu.
Mas começo a achar que não vai mesmo dar.
O que se está a proteger é o status quo.
⚠️Um status quo de salários baixos. De empresas pequenas, frágeis, sem capital e sem escala para poder competir. De patrões que têm medo de contratar porque contratar é casar e ter o Estado como sogro. De trabalhadores que ficam presos a empregos que já não os fazem crescer. Um status quo onde os protegidos protegem a sua proteção, os instalados protegem a sua instalação, e os que vêm a seguir que esperem, que se amanhem, que emigrem, que voltem para uma visita pelo Natal.
Não me venham dizer que este pacote laboral era uma revolução. Não era. Não ia transformar Portugal na Irlanda. Não ia duplicar salários. Não ia acabar com a precariedade, nem fazer chover a potes produtividade sobre a mona de um país que passou décadas a confundir compaixão com total e completo imobilismo.
Mas era um passo. E pequeno. Pequeno, imperfeito, discutível, incompleto. Sim. Mas um passo na direção certa.
E às vezes os países não morrem por falta de grandes revoluções, antes sim por recusarem todos os pequenos passos. Morrem aos bocados. Um entrave de cada vez. Uma cedência ao medo de cada vez. Uma greve em defesa dos direitos de cada vez. Continuaremos a defenhar. Devagar, que é como Portugal gosta de fazer as suas tragédias.
Eu não hesitarei. Se chegar o dia em que perceba que os meus filhos terão mais futuro longe daqui, compro-lhes o bilhete. De ida. Só de ida.
Com o coração esmagado, mas compro, porque eles não são meus. São do mundo. 💔
Claro que gostava que ficassem. Gostava que Portugal fosse deles também. Gostava que este país não fosse apenas bom para férias e viver a reforma, Gostava que fosse bom para começar. Para arriscar e trabalhar. Para ganhar e crescer. Mas isso exige coragem.
Exige perceber que defender tudo como está não é defender os trabalhadores. É defender os trabalhadores que já estão relativamente defendidos, à custa dos que ainda nem conseguiram entrar ou andam a patinar à espera que um dos mochos que dormem à sombra da bananeira se reforma, ou pior, que a empresa feche portas porque os mochos a boicotaram lentamente, anos e anos a fio.
Exige perceber que um país onde ninguém pode mexer em nada é um país onde nada melhora. Exige perceber que os direitos que não assentam numa economia forte acabam por ser apenas promessas que o vento leva.
Por isso, amanhã, quando vos pedirem para parar o país, pensem bem. Pensem se estão mesmo a defender o futuro. Ou se estão apenas a defender o conforto moral de dizer que defendem o futuro, enquanto o futuro se esgota amanhã.
A escolha é vossa. Mas a fatura, temo bem, será deles, dos nossos filhos.
o dono da cooperativa
This figure by Leandro Prados de la Escosura (@LdelaEscosura), from his new paper “Accounting for the Reversal of Fortune: Spain and Britain, 1501-1800,” is striking.
Something very fundamental broke in Spain around 1560. Having a GDP per capita slightly above Britain's around 1560, Spain fell to less than 50% of it by 1790/99. Part of this was a drop in absolute level: Spanish GDP per capita was around 10% lower in 1790/99. But most of it was due to Britain taking off while Spain did not. Leandro argues that the evidence points to low input efficiency in Spain (plus ça change, plus c’est la même chose).
Spain’s economic performance during the 19th century and the first half of the 20th century was not much better. You cannot understand Spanish history, or even current events, without appreciating its centuries of stagnation and decline.
The figure also shows the growing consensus among economic historians: modern economic growth started in Britain around 1650, much earlier than conventional accounts of the Industrial Revolution suggest.
Link to the paper: https://t.co/gtZPulzVPK
At the FT today, John Burn-Murdoch (@jburnmurdoch) has an excellent article describing how fertility is declining everywhere at the same time:
https://t.co/Ad0LpN25Dl
He quotes me and, even better, draws the reader’s attention to my work with Gustavo Ventura, @King_ofSweden, and Wen Yao on “The Wealth of Working Nations.”
If I may suggest, reading the article alongside the podcast I did with Derek Thompson, @DKThomp, will give you a good overview of the issue.
BTW, I have decided to write something longer about all this over the summer with Nezih Guner, @NezihGuner. Hopefully, the gods of productivity smile on us, and we can have a draft by early fall.
Une civilisation se tient debout sur trois piliers : la croyance qu'il existe une vérité accessible à la raison, la croyance qu'il existe un bien distinct du mal, la croyance qu'il existe un héritage à transmettre.
Je veux présenter mes excuses, au nom des Français, pour avoir enfanté la French Theory (qui a enfanté la pire des merdes idéologiques : le wokisme).
Nous avons donné au monde Descartes, Pascal, Tocqueville. Et puis, dans les ruines intellectuelles de l'après-68, nous avons donné Foucault, Derrida, Deleuze. Trois hommes brillants qui ont fabriqué, dans l'élégance de notre langue, l'arme idéologique qui paralyse aujourd'hui l'Occident.
Il faut comprendre ce qu'ils ont fait. Foucault a enseigné que la vérité n'existe pas, qu'il n'y a que des rapports de pouvoir déguisés en savoir. Que la science, la raison, la justice, l'institution médicale, l'école, la prison, la sexualité, tout n'est qu'une mise en scène de la domination. Derrida a enseigné que les textes n'ont pas de sens stable, que tout signifiant glisse, que toute lecture est une trahison, que l'auteur est mort et que le lecteur règne. Deleuze a enseigné qu'il fallait préférer le rhizome à l'arbre, le nomade au sédentaire, le désir à la loi, le devenir à l'être, la différence à l'identité.
Pris isolément, ce sont des thèses discutables. Combinées, exportées, vulgarisées, elles forment un système. Et ce système est un poison.
Car voici ce qui s'est passé. Ces textes, illisibles en France, ont traversé l'Atlantique. Les départements de Yale, de Berkeley, de Columbia les ont absorbés dans les années 80. Ils y ont trouvé un terreau qui n'existait pas chez nous : le puritanisme américain, sa culpabilité raciale, son obsession identitaire. La French Theory s'est mariée à ce substrat, et l'enfant de ce mariage s'appelle le wokisme.
Judith Butler lit Foucault et invente le genre performatif. Edward Said lit Foucault et invente le post-colonialisme académique. Kimberlé Crenshaw hérite du cadre et invente l'intersectionnalité. À chaque étape, la matrice est française : il n'y a pas de vérité, il n'y a que du pouvoir, donc toute hiérarchie est suspecte, toute institution est oppressive, toute norme est violence, toute identité est construite donc négociable, toute majorité est coupable.
Voilà comment trois philosophes parisiens, qui n'ont probablement jamais imaginé leurs conséquences pratiques, ont fourni le logiciel d'exploitation à une génération entière d'activistes, de bureaucrates universitaires, de DRH, de journalistes, de législateurs. Voilà comment on a obtenu une civilisation qui ne sait plus dire si une femme est une femme, si sa propre histoire mérite d'être défendue, si le mérite existe, si la vérité se distingue de l'opinion.
C'est de la merde pour une raison simple, et il faut la dire calmement. Une civilisation se tient debout sur trois piliers : la croyance qu'il existe une vérité accessible à la raison, la croyance qu'il existe un bien distinct du mal, la croyance qu'il existe un héritage à transmettre. La French Theory a entrepris de dynamiter les trois. Pas par méchanceté. Par jeu intellectuel, par fascination du soupçon, par haine de la bourgeoisie qui les avait nourris. Mais le résultat est là. Une génération entière a appris à déconstruire et n'a jamais appris à construire. Une génération entière sait soupçonner et ne sait plus admirer. Une génération entière voit le pouvoir partout et la beauté nulle part.
Je m'excuse parce que nous, Français, avons une responsabilité particulière. C'est notre langue, nos universités, nos éditeurs, notre prestige qui ont donné à ce nihilisme son emballage chic. Sans la légitimité de la Sorbonne et de Vincennes, ces idées n'auraient jamais traversé l'océan. Nous avons exporté le doute comme d'autres exportent des armes.
Ce qui se construit maintenant, en silicon valley, dans les labos d'IA, dans les startups, dans les ateliers, dans tous les lieux où des gens fabriquent encore des choses au lieu de les déconstruire, c'est la réponse. Une civilisation se reconstruit par les bâtisseurs, pas par les commentateurs. Par ceux qui croient que la vérité existe et qu'elle vaut qu'on s'y consacre. Par ceux qui assument une hiérarchie du beau, du vrai, du bon, et qui n'ont pas honte de la transmettre.
Alors pardon. Et au travail.
Voilà l'éléphant dans la pièce, que tout le monde fait semblant de ne pas voir.
Le ratio des productifs.
Quand 30 % de la population active du privé finance un pays où 67 % des habitants vivent directement ou indirectement de la dépense publique, le système finit mécaniquement par ralentir.
Ce n'est pas de l'idéologie, c'est de l'arithmétique.
L’histoire économique est très claire là-dessus.
La Rome impériale s’est effondrée quand la base productive n’a plus pu supporter le poids administratif, militaire et redistributif.
L’Espagne du XVIIe siècle a dilapidé l’or des Amériques dans l’État et les rentes au lieu de renforcer la production.
L’URSS avait un appareil bureaucratique gigantesque incapable de générer assez de richesse réelle pour maintenir son niveau de dépenses.
À l’inverse, les périodes de forte prospérité reposent toujours sur un ratio inverse.
États-Unis des années 1950-1960
Allemagne de l’Ouest après 1948
Corée du Sud après 1980
Singapour depuis les années 1970
Dans tous ces cas, la majorité des ressources allait vers la production, l’investissement, l’innovation et l’entreprise privée, pas vers le maintien d’un appareil administratif hypertrophié.
Chaque nouvelle taxe, norme ou redistribution supplémentaire réduit le nombre de gens capables de produire suffisamment pour porter l’ensemble.
Et quand les producteurs deviennent minoritaires, ils partent, investissent ailleurs ou cessent simplement de prendre des risques.
Un pays ne meurt pas quand il manque d’argent. Il meurt quand produire devient moins rentable que dépendre du système.
☢️Reflexão da Cooperativa: primeiro estragas, depois dizes que foram os outros.
O secretário geral da CGTP diz-nos que Portugal não pode viver só de pastéis de nata. Comovente. O camarada sindical conclui, ao fim de décadas de luta contra tudo o que cheira a empresa, investimento, flexibilidade, risco, mérito ou lucro, que afinal talvez desse jeito produzir qualquer coisinha com mais valor acrescentado do que a nossa belíssima massa folhada com creme, vulgo, pastel de nata.
Não deixa de ter graça camaradas. A CGTP passou anos a tratar o investidor por chulo, a empresa como um bordel, e agora, pronto, aparece aflita porque não há fábricas a produzir cenas de valor acrescentado, condenados aos famigerados pastéis de nata.
A explicação deste gajo. O trabalhador português não tem um chip defeituoso. E aqui, convenhamos, têm razão. O problema não está no chip do trabalhador. Está no sistema operativo que lhe metem à volta. Um sistema cheio de pop-ups sindicais, avisos de greve, legislação armadilhada que tens de aceitar sempre que entras no site, carreiras onde o competente ganha praticamente o mesmo que o encostado, empresas que têm de pensar 3x antes de contratar, investidores que olham para Portugal e perguntam-se legitimamente se amanhã não vem uma Mortágua desta vida nacionalizar a fábrica.
➡️➡️Camaradas, a produtividade não nasce de discursos inflamados em cima dos palcos. Nasce de capital, máquinas, tecnologia, organização, escala, gestão decente, concorrência, prémios para quem faz bem e consequências para quem faz mal. Nasce de um ambiente onde vale a pena arriscar, crescer, contratar, investir e pagar melhor porque há retorno. Não nasce de decretar dignidade nem de transformar cada reforma laboral num apocalipse dos coitadinhos.⬅️⬅️
Mérito. Essa obscenidade que a CGTP trata como se uma espécie de lepra. Meritocracia não é dizer que todos partem do mesmo sítio, porque não partem. É dizer que, depois de dadas condições mínimas, não pode ser tudo igual no fim. Quem produz mais, quem resolve melhor, quem aprende, quem se adapta, quem lidera, quem cria valor, tem de poder ser recompensado. E quem bloqueia, arrasta, empata e pede mais direitos para fazer menos, não pode continuar protegido por aqueles que querem nivelar sempre pela mediocridade.
⚠️A CGTP quer produtividade, mas detesta quase tudo o que a produz. Quer salários altos, mas odeia lucro. Quer indústria, mas desconfia de capital. Quer fábricas, mas ameaça quem as monta. Quer empresas fortes, desde que não mandem. Quer trabalhadores valorizados, desde que ninguém seja valorizado mais do que o vizinho.
Sim, o país teve a SOREFAME. Teve engenharia, metalomecânica, saber fazer, gente competente, capacidade instalada. Depois vieram anos de desindustrialização, más decisões públicas, integração em grupos internacionais, falta de encomendas, reestruturações, e claro, a habitual luta à tuga de gauche; greve, luta, exigência, bloqueio, direito adquirido, mais luta, mais plenário, mais uma barricada. No fim, a fábrica fechou. A Bombardier foi à vida dela, a produção seguiu para a Polónia onde havia escala, encomendas e condições, e nós ficámos com a indignação e o pastel de nata.
⚠️Em suma, os gajos que f@deram a SOREFAME são os mesmos que hoje perguntam porque é que temos de comprar comboios à Espanha, à França.
Camaradas, Portugal não precisa de um novo chip. Precisa de desinstalar meio século de software contra o capital, contra o investimento e contra o mérito. Por isso, a pergunta não é quantos pastéis de nata temos de vender para comprar um comboio à Suíça. A pergunta é quantas greves gerais, quantos comunicados, quantos plenários, quantas ameaças aos investidores e quantos sermões contra o lucro são precisos até perceberem que ninguém monta uma fábrica num país onde cada parafuso chega à linha de montagem carregado desta ferrugem.
Para vossa eventual reflexão de domingo.
o dono da cooperativa
On a similar vein, Portugal has a "natural" immigration community from Africa and Brazil, that easily blends in culturally and linguistically. We could attract large numbers of these immigrants to study in our universities (which have lots of spare capacity) and stay on to work in our economy. But no...
Long FT piece today on Spain's "Big migration experiment".
Spain has an invaluable advantage in having an easy to assimilate population of potential immigrants (LatAm). The government is throwing this advantage away and risking turning the population against immigrants by having a permissive attitude to illegal arrivals and passive immigration policy that resulted in 665,000 immigrants per year (over 1.3% of the population) that is straining services, housing and infrastructure.
The decisions on regularization are being taken by Sánchez, by Presidential order without taking it to parliament.
Sánchez's advisor gives his view on the electoral advantages to the FT "One person close to Sánchez, however, flags a countervailing factor. Many immigrants have already become Spanish citizens and owe something to the prime minister. “Some of them will vote too.”"
Hier, on a démonté le néo collectivisme de Sam Altman et Dario Amodei. Mais critiquer ne suffit pas. Aujourd'hui, on fait une proposition concrète. Comment penser l'IA avec un prisme fondamentalement libéral ?
Le principe directeur tient en une phrase. L'IA est trop puissante pour être centralisée. Pas par méchanceté des concepteurs. Par physique des systèmes complexes, et par éthique des libertés.
Hayek l'a démontré en 1945 dans The Use of Knowledge in Society. La connaissance pertinente pour coordonner une société complexe n'existe en aucun lieu sous forme centralisable. Elle est dispersée, contextuelle, tacite. Aucun pays de génies dans un datacenter ne peut la réunir, parce qu'elle n'est pas réunissable. Croire qu'on peut le faire, c'est répéter l'erreur du Gosplan avec de meilleurs ordinateurs.
Donc voici ce qu'il faut faire, à la place de ce que proposent OpenAI et Anthropic.
Décentralisation maximale des modèles. Pas un opérateur dominant, pas trois, mais des dizaines. La concurrence agressive est le seul mécanisme qui empêche les abus de position de devenir des abus de civilisation. Quand un fournisseur dérape, l'utilisateur change. C'est la seule liberté qui compte vraiment, celle de la sortie.
Open source à grande échelle. Les poids des modèles publiés, auditables par n'importe qui, modifiables par qui veut. Pas de black boxes auditées par des tiers de confiance qui n'inspirent confiance à personne. Si un modèle est dangereux, c'est l'examen public qui le révèle, pas un comité opaque à San Francisco.
Modèles locaux, sur appareils personnels. La cognition que vous achetez doit tourner sur votre matériel, sous votre contrôle, sans dépendre d'une API distante. C'est techniquement possible aujourd'hui pour des modèles de plus en plus capables. Ce sera trivial dans cinq ans. Encore faut il que la régulation ne l'interdise pas, ce qui est exactement ce que prépare le projet Altman.
Propriété privée renforcée des modèles. Vous achetez, vous possédez. Pas de souscription perpétuelle, pas de termes d'utilisation qui définissent ce que vous avez le droit de demander à votre propre outil. La propriété est ce qui distingue un homme libre d'un usager.
Pluralité des juridictions. Pas de gouvernance globale unique, mais des États nations qui se font concurrence sur les régimes d'IA. La France interdit, l'Estonie autorise, Singapour innove, le Texas dérégule. Chacun choisit où il veut vivre, où il veut entreprendre, où il veut faire tourner ses modèles. La concurrence des systèmes est le seul mécanisme qui empêche la dérive totalitaire d'un système unique.
Refus du Right to AI comme infrastructure publique. Traiter l'IA comme l'électricité, c'est accepter qu'elle devienne ce que l'électricité est devenue dans les pays autoritaires, un levier de coercition douce. L'IA doit rester un bien marchand, acheté volontairement, refusable, substituable. La gratuité subventionnée est toujours le prix de la dépendance.
Refus des taxes sur le capital productif au nom de la redistribution. La proposition d'Altman de taxer 2,5 pour cent par an la capitalisation boursière des entreprises et 2,5 pour cent par an la valeur des terres privées américaines est une expropriation rampante. Sur dix ans, c'est un quart du capital productif transféré à l'État. Aucune économie ne survit à cela. Et aucune société libre ne survit à une économie morte.
À la place, encourager l'accumulation et la diffusion du capital chez le plus grand nombre. Faciliter l'entrepreneuriat individuel, qui devient explosif avec les outils d'IA. Un fondateur seul, équipé en 2026, fait ce qu'une équipe de cinquante faisait en 2010. C'est la plus grande opportunité de mobilité sociale depuis Gutenberg. Ne la cassons pas avec une taxe redistributive qui détruit son levier.
Refus des robot taxes. Taxer la productivité automatisée, c'est taxer l'abondance au moment où elle arrive enfin. C'est exactement le mécanisme qui a fait reculer le standard de vie dans les économies dirigées. La bonne réponse à la productivité supérieure des machines n'est pas de la pénaliser, c'est de laisser les humains s'y adapter dans la liberté, pas dans le carcan d'un programme administré.
Acceptation des frictions de transition. Oui, certains métiers vont disparaître. Oui, certaines transitions seront dures. Aucun système ne peut empêcher cela, pas même celui d'Altman. Ce qu'un système libre peut offrir, en revanche, c'est la vitesse de réallocation, la richesse de l'écosystème de réinvention, et l'agentivité individuelle pour choisir sa propre trajectoire. Aucun État planificateur n'a jamais offert mieux.
L'objection prévisible. Mais Brivael, sans cadre, les abus vont proliférer.
Réponse. Les abus existeront dans tous les systèmes. La question est de savoir lesquels sont récupérables. Dans un système décentralisé, un mauvais acteur fait du mal local et limité, et les autres acteurs s'en démarquent. Dans un système centralisé, un mauvais acteur, ou un acteur bien intentionné mais qui se trompe, fait du mal global et difficilement réversible. Hayek encore. La concurrence est le seul mécanisme connu de découverte des erreurs.
Le pari libéral n'est pas un pari sur la bonté humaine. C'est un pari sur la résilience des systèmes ouverts face aux erreurs inévitables. Les systèmes fermés concentrent les erreurs. Les systèmes ouverts les diluent.
Cette vision est elle réaliste politiquement ?
Honnêtement, je n'en sais rien. Le rapport de force actuel penche du mauvais côté. Mais il évolue plus vite qu'on ne le croit dès lors que l'asymétrie de Brandolini s'effondre, comme je l'écrivais la semaine dernière.
Ce que je sais en revanche, c'est que la vision Altman Amodei, même bien intentionnée, mène à une cage. Dorée peut être. Mais une cage. Et qu'aucune civilisation libre ne peut se permettre d'y entrer volontairement, même au nom de la justice sociale, même au nom de l'efficacité, même au nom de la sécurité.
La liberté individuelle ne se redistribue pas. Elle se respecte ou elle se nie. Il n'y a pas de troisième voie.
Décentralisation, propriété, concurrence, pluralité, sortie possible. Cinq mots simples. Cinq mots qui suffisent à éviter le techno féodalisme qui se prépare.
Reste à les défendre.
📽️ 𝑫𝒆 𝑫𝒊𝒕𝒂𝒅𝒖𝒓𝒂 𝒂 𝑳𝒊𝒃𝒆𝒓𝒅𝒂𝒅𝒆
Em 1974, os jovens Helena (12 anos), Álvaro (15 anos) e Pedro (8 anos) assistiram ao virar de página de um país que carregava mais de quatro décadas de ditadura. Nesta entrevista exclusiva, estas três vozes ativas da nossa sociedade civil partilham connosco o que foi para elas o 25 de Abril e como esta data transformou a sua juventude — e a sua Liberdade.
👉 Assiste ao vídeo completo através do link no 1º comentário
🙏 O nosso agradecimento a Helena Matos, Álvaro Beleza (@BelezaAlvaro ) e Pedro Santa Clara (@psantacl ), pelos seus testemunhos.
+Liberdade, Sempre!
Under the directives of the President of the UAE, we launch a new government model. Within two years, 50% of government sectors, services, and operations will run on Agentic AI, making the UAE the first government globally to operate at this scale through autonomous systems.
AI is no longer a tool. It analyses, decides, executes, and improves in real time. It will become our executive partner to enhance services, accelerate decisions, and raise efficiency.
This transformation has a clear timeline. Two years. Performance across government will be measured by speed of adoption, quality of implementation, and mastery of AI in redesigning government work.
We are investing in our people. Every federal employee will be trained to master AI, building one of the world’s strongest capabilities in AI-driven government.
Implementation will be overseen by Sheikh Mansour bin Zayed, with a dedicated taskforce chaired by Mohammad Al Gergawi driving execution.
The world is changing. Technology is accelerating. Our principle remains constant. People come first. Our goal is a government that is faster, more responsive, and more impactful.
Dans la tête des gauchistes il y a une inversion morale fascinante.Vendre de la drogue qui détruit des vies ?
Victime du système.
Vendre un call de coaching à 299$ à des adultes consentants ? Scam, prédateur, arnaqueur.
Exproprier les riches par la force de l'État ? Justice sociale.
Vendre son temps et son expertise sur le marché libre ?
Exploitation capitaliste.
Le point commun : tout ce qui relève de l'échange volontaire entre adultes consentants est suspect.
Tout ce qui relève de la coercition ou de la transgression subie est légitimé.
Ce n'est pas une contradiction.
C'est une cohérence.
Le marché est l'ennemi parce qu'il suppose la responsabilité individuelle, et la responsabilité individuelle est le pire ennemi de la vision victimaire du monde.
Merci @AureaLibe pour l'inspi de ce post.