O Antonio Risério, que eu respeito bastante, está lançando um livro sobre o fim do identitarismo.
Mas não estou vendo força nesse fim. Mesmo depois de uma juíza perdoar uma mãe assassina só por ser mulher, a Câmara aprovou regime de urgência para um PL da Misoginia que criminaliza palavras subjetivamente ofensivas contra mulheres.
Isso é identitarismo: uns são mais iguais que os outros. É um dos principais credos das instituições e elites no Brasil. No país, a ideia do tratamento igual perante a lei nunca pegou muito bem. Se na colônia a lei previa até punição diferente para fidalgos e o resto pelos mesmos crimes, agora cada vez mais leis e decisões judiciais preveem tratamento diferenciado com base em sexo, raça, origem, sexualidade.
Enquanto a Suprema Corte americana acompanha a Suprema Corte britânica em dizer que a definição de mulher é fêmea adulta humana e veda que indivídos do sexo masculino invadam espaços femininos pela mera autoidentificação, o STF criminalizou a "transfobia", juízes já usaram essa canetada para punir parlamentares (que seriam em tese invioláveis em sua fala pelo Artigo 53 da Constituição), até feministas foram perseguidas por figuras radicais como Érika Hilton, e o STJ permitiu colocar "não binário" no campo "sexo" dos documentos de identidade.
O Brasil é um paraíso para ideias extremas disfarçadas em última palavra do "progresso". Mesmo quando, ou especialmente quando, elas nos fazem regredir aos privilégios dos fidalgos.
Foi por isso que o amigo do amigo do pai do Marcelo enfiou sigilo em tudo?
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