Em um vídeo de 12 minutos, Alcides Fernandes, pré candidato ao Senado pelo PL no Ceará, e pai do André Fernandes, responde às injustas colocações de Michelle. A revelação mais importante é que Michelle aceitaria aliança com Ciro Gomes, desde que a sua indicada fosse a candidata.
Michelle Bolsonaro já foi naturalmente elegante. Sim, o verbo está no pretérito. A elegância, nela, era quase uma graça inata, algo que não precisava ser fabricado para as câmeras. Perdeu-a, porém, no dia em que decidiu não saber perdoar. Até as pedras o sabem: carrega no peito uma mágoa desmedida, maior do que a própria fidelidade que se espera de uma esposa. Não a conjugal, essa miudeza de alcova, ou um dever natural, mas a fidelidade maior, a adesão sem fissuras à vontade do marido.
Michelle não se curvou à indicação de Jair Bolsonaro. E isso, num universo onde a lealdade é moeda de troca e quase religião, revelou-se fatal. Uma dama verdadeira não desafia o chefe da casa em praça pública; menos ainda quando o chefe foi presidente da República. Lavou, ademais, roupa suja diante do espelho da nação: gesto que a elegância antiga jamais permitiria. Não vi o vídeo que hoje todos comentam, mas soube do excesso: o “galego” repetido até o fastio, como quem precisa, a cada sílaba, certificar-se de que o mundo inteiro tome nota da intimidade.
Usado com parcimônia, o vocativo podia ter um quê de charme brejeiro, pitada de cumplicidade conjugal exposta com leveza. Repetido como mantra, tornou-se brega, quase patético. Tornou-se o bolo excessivo de cerejas que enjoa à segunda garfada. Publicamente, a ex-primeira-dama deveria ter recorrido à forma que a liturgia do poder exige: “meu marido, o ex-presidente”. A frieza formal, nesses casos, carrega mais dignidade e mais força do que a necessidade histérica de exibir intimidade.
Michelle já foi naturalmente elegante e, por extensão, naturalmente importante. Perdeu ambas as qualidades. Sem elegância, restou-lhe a máscara rígida do passado; sem importância, restou-lhe a raiva miúda, a birrenta impaciência de quem vê o próprio mito escapar-lhe entre os dedos. Curiosamente, só o “galego”, por ora mudecido, rarefeito, recolhido à esfera privada, poderá ainda salvá-la. Mas, tal como as coisas se apresentam, nem mesmo Jair Bolsonaro, com todo o seu magnetismo, conseguirá reverter o sentimento que ela deixou no bolsonarismo: um misto de decepção e repúdio surdo, quase irreversível.
A dama dissolveu-se; sobrou a sombra ressentida. E as sombras, como se sabe, não elegem presidentes.
@ProfessorBellei Eu suspeito que, com o vídeo de ontem, ela não apenas perdeu importância, mas também a vaga no senado. Veremos nas próximas pesquisas.
Como marcar um território político próprio em tempos de bolsonarismo e lulopetismo? Não será, evidentemente, com o amarelinho da Seleção, nem com o vermelho de opereta comunista. Resta, então, o preto. Nikolas Ferreira surge com a pretensão, nada modesta, de encarnar a única e derradeira terceira via: um messias político desprovido de pedigree, nascido de um milagre que ele próprio julga não dever a ninguém, ancorado num futuro que dispensa o peso do passado. Atrás dele, uma legião de jovens que repele tanto o ouro gáudio quanto o carmesim ideológico e adota, em seu lugar, a cor da negação: o preto.
O preto, que nas artes plásticas e na física da luz se define pela ausência radical de reflexo, tipo: “não refletirei outras cores” ou “não contem comigo para refletir o que eu não sou”, é, coincidentemente, trazido à ribalta, para, na cabeça de muitos, representar o novo. Quase uma confissão involuntária, dirão alguns. Mas, como não recordar, diante dessa escolha, as Camicie Nere da Itália? Os Camisas Negras, milícia paramilitar do Partido Nacional Fascista de Benito Mussolini, tropa de choque que garantia, a porrete e a pistola, a ascensão e a permanência do regime. Eles marchavam de negro, cor da noite, da morte e da supressão de toda nuance. É claro que a garotada de Nikolas não guarda relação orgânica com aqueles squadristi. São épocas distintas, contextos incomensuráveis. Mas as coincidências históricas, quando se repetem com tamanha precisão estética, deixam o observador levemente perplexo, como se o inconsciente coletivo da política brasileira, sempre atrasado, teimasse em reencenar velhas óperas sob novos libretos. Além do mais, o negro carrega, por razões dolorosas demais para serem ignoradas, um lastro simbólico pesado: escravidão, luto, treva. Adotá-lo como cor partidária já seria, por si, de mau gosto. Mas há ainda um segundo motivo, mais sutil e talvez mais revelador: segundo a teoria clássica das cores, o preto é neutro.
Neutro, precisamente neutro. Nem vibra, nem reflete, nem se compromete. Apenas absorve tudo e devolve o vazio. Coincidência? Ou sintoma perfeito de uma pretensa “terceira via” que, no fundo, apenas veste de elegância sombria a mesma velha indigência ideológica carmesim?
NIKOLAS FERREIRA
Usou Bolsonaro e se elegeu com o discurso do Bolsonarismo sim!
É apoiador do NOVO e Marçal sim!
Deixou de apoiar os Bolsonaro sim!
Tem um projeto de poder sim!
Pretende eleger gente contraria ao Bolsonarismo sim!
Não vote em NADA que ele indicar, NADA!!!
A direita limpinha, à maneira de Flávio Morgenstern, aquela que gosta de posar diante de estantes de livros como quem exibe um diploma de grandeza intelectual, a direita que herdou de Olavo de Carvalho apenas a estética de biblioteca e o gesto teatral do sábio, mas não a sabedoria nem o discernimento, resolveu, no apagar das luzes do segundo tempo, proclamar que não existe terceira via e que Flávio Bolsonaro é a única salvação possível.
Por quê? Porque levaram pancada até o osso. A surra foi tão generosa que alcançou até o santinho de pau oco, o jovem Nikolas, e a outrora elegantíssima Michele, agora desmascarada como a Madrasta Má de um conto de fadas de mau gosto. Depois de serem humilhados pela opinião pública, essa que, com frequência, se faz passar pela voz de Deus, e de sentirem, no fundo do bolso, o peso da própria inépcia, mudam subitamente de discurso.
Ótimo! Antes tarde do que nunca. Sejam bem-vindos, patetas da direita caviar. Mas que fique lavrado em ata, com tinta indelével: não foi por convicção, nem por tardia honestidade intelectual, que fizeram a meia-volta ou a mea-culpa. Convictos, vocês nunca foram. Intelectualmente honestos?, hmmm, surgem dúvidas. O que os moveu foi o cheiro inconfundível da derrota e o desconforto burguês de ver o próprio capital político derreter como gelo ao sol tropical. Nada mais previsível. Nada menos edificante.
@schmittpaula Homem frouxo e despreparado para se defender e defender seus entes queridos. O ladrão chega a colocar a pistola debaixo do braço e homem não aproveitou a chance para reagir.
⬆️Quem se lembra disso??? Há uns anos, Mariana Godoy (ex-Globo) foi à Suiça entrevistar o ex-delegado da Polícia Federal e deputado federal Protogenes Queiroz para saber o porquê ele fugiu do Brasil. Motivo: Ele foi investigar as urnas eletrônicas e acabou descobrindo que o PT nunca venceu uma eleição às claras no Brasil. Ele teve que abandonar tudo e fugir para Suiça devido à ameaças de morte. Não adiantou o TSE apagar o vídeo. Foi resgatado e será repassado aos milhões! Basta cada um de nós repassá-lo ao máximo! *CLARO COMO ÁGUA CRISTALINA!* 👏👏👏
@TheInterceptBr O que tem demais aí? Daqui a pouco vão divulgar áudio do Vorcaro em reunião de pais na escola onde parente de deputado bolsonarista estuda.
Risinho de deboche para mim, @nikolas_dm
? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família. Triste ver essa versão caricata de si mesmo. Não é, nem de longe, o menino que conheci, apoie e acreditei. Os holofotes e a fama te fizeram mal, infelizmente. Demorei muito para acreditar que você trabalhava o algoritmo das suas redes para dar visibilidade a quem deseja a morte de meu pai, a quem comemora a prisão dele e a todos os que odeiam a mim e a minha família. Foi com bastante tristeza que vi você trabalhar ativamente contra quem acreditou e apoio você, quando era um assessor desconhecido e com um sonho na mente.
Eu realmente acreditava que você iria cair em si, que com a eleição se aproximando o senso de salvar o país falasse mais alto do que o ego e eventuais desentendimentos, mas meses se passaram e você continua colocando Flavio numa espiral do silêncio, com menos de meia dúzia de apoios públicos, apenas para fingir não ter abandonado o grupo político que te projetou. Você continua exigindo que seu grupo não apoie e divulgue o Flávio, a não ser quando fica tão gritante que começa a ser cobrado.
Não bastasse isso, continua dando projeção a figuras abjetas, como o Silvo Grimaldo, que odeiam minha família. É triste de ver, mas espero que caia na real. A eleição de Flávio não é um capricho da minha família, mas a única chance real de acabarmos com um regime que persegue senhorinha e cidadãos inocentes. Afaste-se desse tipo de gente, que apenas rebaixa sua história até aqui. Deixe eventuais desavenças de lado, não por mim ou por minha família, mas pelo Brasil. Ou tudo que lhe restará é o risinho de deboche.