Com perdão de dívidas para MEIs, Gastômetro de Lula atinge R$ 354 bilhões em meio à campanha ➡️ https://t.co/wIjp0mcymV
Ferramenta inédita do Estadão calcula os gastos do Governo em ano eleitoral, que alcança novo patamar com medidas de incentivo ao microempreendedor anunciadas nesta terça-feira, 13.
Há um movimento fundamentalista que busca falsificar a história, insinuando que quem esteve na oposição ao PT nos últimos anos colaborou para a ascensão de Bolsonaro. Tal grupo sugere que o radicalismo no Brasil nasceu com a ascensão da nova direita.
Nada poderia ser mais falso.
EXCLUSIVO | Segundo relatos do banqueiro Daniel Vorcaro aos quais VEJA teve acesso, ele teria negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pagamentos para viabilizar o acesso a fundos de pensão de servidores federais. Entre os valores mencionados está um pagamento de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, além de outros valores não revelados.
De acordo com Vorcaro, a aproximação com o PT foi articulada por seu então sócio e CEO do Master, Augusto Lima, com a intermediação do então líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner. Os fatos estão registrados em um anexo levado à Procuradoria-Geral da República em junho passado, quando a segunda proposta de delação de Vorcaro foi descartada.
Segundo o banqueiro, os valores seriam destinados a despesas de um documentário sobre Lula gravado no exterior. O filme citado é Lula, dirigido por Oliver Stone, que reúne depoimentos de amigos e aliados do presidente.
Arraste para o lado e confira o documento levado à Procuradoria-Geral da República.
Para saber mais, acesse o site de VEJA e confira a edição nº 3016, já disponível nas bancas de todo o país. Link na bio.
#DanielVorcaro #BancoMaster #Brasil
EDITORIAL | Juízes fazem o diabo para ajudar Lula – “Em nome de seus interesses políticos, Gilmar Mendes e Estela Aranha violaram a liberdade de imprensa e cassaram o direito do eleitor de ouvir as propostas dos candidatos à Presidência”. Texto completo em @opiniao_estadao → https://t.co/gcrQkgKsRo
O que mais me horroriza não é a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida (que é antiga). E sim quatro coisas: 1) o fato de ela ter sido introduzida por uma jornalista na Globo News com base em uma mentira (de que o tema estaria sendo debatido nas redes católicas, quando não estava). 2) O fato de analistas chapa-branca e membros do STF e do TSE tentarem justificá-la como liberdade de expressão. 3) O fato de um membro do STF abrir de ofício um inquérito, sem sorteio e transferindo para a PF a investigação sobre supostos crimes de quem não tem foro privilegiado - tudo para jogar lenha na fogueira, inventando uma onda de ataque a imagens religiosas (que simplesmente não existe). 4) O fato de agentes petistas e muitos "progressistas" lançarem mão de mil expedientes para manter a farsa no ar até o dia das eleições. Claro que tudo isso configura um golpe do PT nas eleições, ao envenenar o processo eleitoral com uma mentira industriada e alimentada artificialmente.
Vamos torcer para acabar o mais rápido possível esta campanha presidencial. O mais baixo nível desde a redemocratização de 1988. Que venha logo o dia 4/10 ! Recorde mundial de besteirol, de mentiras, de demagogia, de ignorância.
Escalada do JN ajudando a resumir o dia de hoje:
- Durante 13 dias, Vorcaro pede que Moraes intervenha para impedir o avanço das apurações.
- Vorcaro cita o diretor-geral da Polícia Federal e o procurador-geral da República.
- Dois dias antes de ser preso, o dono do Master pergunta a Moraes se deveria deixar o Brasil.
- Um dia antes da prisão, Vorcaro propõe um encontro com o ministro.
- As mensagens revelam que Alexandre de Moraes editou o contrato de 130 milhões de reais no escritório da mulher dele com o Master.
A pobreza do debate nessa rede entre bolsonaristas e lulistas radicais é assustadora.
Sobram memes, frases desconexas e insultos.
Faltam projetos e ideias.
Pobre Brasil que continua refém desse cenário.
Gilmar Mendes diz que parlamentares da CPMI são equiparados a juízes e precisam agir como tal.
“A função de juiz exige decência, exige recato, autocontenção.”
🧐
O Supremo debochou do Brasil
Editorial, O Estado de S. Paulo (27/03/2026)
Se a intenção dos ministros do STF era arrefecer o mal-estar da sociedade, o novo teto remuneratório para o Poder Judiciário e o Ministério Público só corroeu ainda mais a credibilidade da Corte
A um só tempo, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu a proeza de parir uma aberração jurídica e ofender a inteligência alheia numa única sessão. Anteontem, Suas Excelências validaram, sob nova roupagem, os chamados penduricalhos, vedados expressamente pela Constituição. Ao extinguir alguns desses privilégios e preservar outros tantos, fixando-lhes um limite de 35% do subsídio pago aos ministros da Corte, o STF criou um novo teto remuneratório à margem do Congresso. Para piorar, um teto que, na prática, só beneficia as castas do Poder Judiciário e do Ministério Público.
Espremendo-se os votos supostamente virtuosos em defesa da moralidade pública e do erário, o que sai é o Supremo dizendo à Nação, de forma inequívoca, que há uma Constituição válida para a esmagadora maioria dos cidadãos e outra, bem mais generosa, à qual estão submetidos magistrados, procuradores e promotores.
O art. 37, inciso XI, da Lei Maior estabelece, em português cristalino, que nenhuma remuneração no serviço público pode ultrapassar o salário bruto dos ministros do STF. Hoje, isso corresponde a R$ 46.366,19. Não há margem para acrobacias semânticas nem para a multiplicação de pagamentos adicionais que, embora travestidos de “indenizatórios”, funcionam, a bem da verdade, como clara burla do limite constitucional.
A esse novo teto “extraoficial”, digamos assim, que conviverá com o teto constitucional até que o Congresso edite uma lei definindo que verbas podem ser classificadas como indenizatórias, o Supremo deu o nome de “regime de transição”. Ora, não se negocia uma inconstitucionalidade flagrante. Não se transige com privilégios que afrontam a própria ideia de República.
Fosse mais cioso de seu papel no Estado Democrático de Direito, o Supremo teria extinguido todo e qualquer penduricalho, de forma que nenhum servidor público no Brasil pudesse receber mensalmente mais do que R$ 46,4 mil. E os que não ficarem contentes com esse patamar de remuneração, que peçam exoneração e busquem condições melhores na iniciativa privada. É tão simples quanto isso.
Mas, ao estabelecer parâmetros arbitrários e autorizar pagamentos fora do texto constitucional, o STF não apenas usurpou uma prerrogativa do Poder Legislativo, como o condicionou. Se o Congresso nada fizer, a elite de servidores do Poder Judiciário e do parquet continuará a receber suas benesses – talvez um pouco menores em valores, mas igualmente imorais e inconstitucionais – como se nada de errado houvesse. Mais bem dito: além de legislar, o STF criou um fato consumado, qual seja, um modelo de remuneração sui generis que relativiza o teto constitucional e normaliza a exceção.
A alegação de economia para o erário chega às raias do deboche. Não se economiza ao validar pagamentos inconstitucionais que nem sequer devem ser realizados. Se determinadas verbas indenizatórias violam o teto, têm de ser eliminadas, não limitadas. Ao estabelecer um porcentual aceitável de penduricalhos, o Supremo ignorou deliberadamente que o problema não está nos excessos, mas na própria existência desses privilégios.
Se a afronta ao texto constitucional por seu maior guardião já é perturbadora, o desdém do STF pela realidade da esmagadora maioria dos trabalhadores brasileiros, que nem sonha com férias de dois meses anualmente, é ofensivo. Cidadãos comuns não dispõem de expedientes corporativistas para engordar seus holerites. Já no topo do funcionalismo público, consolida-se um sistema paralelo, no qual o teto só existe como referência formal, contornado por uma infame arquitetura de vantagens.
Não é improvável que os ministros do STF acreditem piamente que a decisão irá arrefecer o mal-estar da sociedade diante dos abusos e mau comportamento de alguns deles. O efeito, porém, é diametralmente oposto: a corrosão ainda maior da credibilidade da Corte, vista como uma ermida para o corporativismo.
É preciso afirmar sem rodeios: o teto constitucional não comporta puxadinhos. É o limite absoluto para a remuneração do funcionalismo público. Que isso não tenha sido declarado pelo Supremo com todo o vigor que a questão exige é uma submissão inaceitável do melhor interesse público ao patrimonialismo e ao espírito de corpo.
Em 2012, Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2016, Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado.
Também em 2016, relatório da PF indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2018, Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de 100 mil reais da esposa advogada. Antes, a Folha havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2019, Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado.
Também em 2019, servidores da Receita foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) e com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e Gilmar. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à PF, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo por 7 a 4, incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2025, Metrópoles, Folha e outros veículos revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS, negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a TI passou a ser investigada pelo ministro. Passados três anos, duas manifestações da PGR pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da TI, o ministro mantém aberta a investigação.
A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.
Na minha avaliação, o desfile na Sapucaí, pouco tem ver com uma homenagem a Lula e representa apenas uma clara propaganda política antecipada, ainda que sem o pedido explícito de voto. Extrapola qualquer expressão cultural carnavalesca e entra no terreno da pura propaganda eleitoral sub-liminar .
E aí aparece o paradoxo da nossa jurisprudência eleitoral: proíbe-se a frase final do pedido de voto , mas tolera-se toda a construção simbólica e emocional que a antecede, justamente a parte mais eficaz da persuasão.
A propaganda subliminar não depende do “vote em mim”. Ela opera por associação de imagem, narrativa, emoção e repetição. Quando um enredo, personagens e mensagens constroem exaltação política direta de um candidato esse desfile musical e coreográfico já produz o efeito eleitoral sem necessidade de nenhuma palavra mágica.
A Justiça Eleitoral brasileira incorre num erro crasso ao fetichizar as palavras proibidas e ignorar o conjunto da mensagem: pune o detalhe verbal de pedir voto, mas legitima a campanha permanente, subliminar e disfarçada, exatamente a forma mais poderosa de propaganda.