people who know random things are so platonically attractive to me like yes let me be your best friend tell me about the history of bookbinding and why old books smell so distinct when they age.
@LoisLane16@rafavivps@vaidesmaiar Você não tem noção de quanto dinheiro o Gilberto Gil tem. Ele é um dos artistas mais famosos do Brasil desde os anos 60. A família dele é extremamente rica.
Algumas razões pelas quais considero a reencarnação/transmigração/metempsicose/renascimento/punarjanma - estou utilizando os termos como sinônimos aqui - a hipótese mais plausível sobre o pós-vida:
1. Acredito que a pesquisa de Ian Stevenson e Jim Tucker da Universidade de Virgínia sobre crianças que aparentemente se lembram de vidas passadas nos dá um bom fundamento empírico para escolher a reencarnação, ou pelo menos alguma forma de continuidade pós-morte da subjetividade, como a melhor explicação disponível em certos casos. O argumento aqui é abdutivo. É possível apontar possíveis falhas metodológicas, raciocínios retrospectivos em alguns pontos etc - eu posso até concordar com alguns, mas realmente acho que há algo mais ali e que a reencarnação é, sim, uma hipótese mais virtuosa (os próprios pesquisadores não batem o martelo e também não jogam fora outras hipóteses).
O ponto importante não é meramente que essas crianças fazem afirmações incomuns, mas que, em muitos casos, os relatos foram documentados cedo, antes de contato extenso com a suposta família anterior, e alguns dos detalhes posteriormente se mostraram correspondentes a fatos verificáveis sobre uma pessoa falecida. Isso não equivale a uma “prova” simples da reencarnação em sentido matemático, mas torna o fenômeno muito mais difícil de descartar como mera fantasia, condicionamento cultural ou sugestão parental.
Até mesmo o papa do cientificismo naturalista, Carl Sagan, levou a hipótese a sério:
“No momento em que escrevo, há três alegações no campo da PES que, em minha opinião, merecem estudo sério:
(1) que, apenas pelo pensamento, seres humanos podem afetar, ainda que minimamente, geradores de números aleatórios em computadores;
(2) que pessoas sob leve privação sensorial podem receber pensamentos ou imagens ‘projetados’ nelas; e
(3) que crianças pequenas às vezes relatam detalhes de uma vida anterior que, quando verificados, revelam-se corretos e que elas não poderiam ter conhecido de nenhuma outra maneira senão pela reencarnação.” - Carl Sagan, O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista como uma Vela no Escuro. [1, 2] (1995)
2) Além disso, acho que existem bons argumentos independentes para a tese de que, se admitirmos algum tipo de psiquismo imortal ou sobrevivência da subjetividade após a morte, a reencarnação se torna uma das hipóteses mais coerentes: ela parece ser mais uniforme. Até mesmo um cético como David Hume afirma que “a metempsicose é o único sistema desse tipo, isto é, de imortalidade, ao qual a Filosofia pode dar ouvidos” (Phil. Works, iv. p. 404), ao dizer que “aquilo que é incorruptível também deve ser ingenerável” e “a alma, se é imortal, existia antes do nosso nascimento” (p. 400). Se a mente ou a vida psíquica não é simplesmente aniquilada com o corpo, então a transmigração ou metempsicose parece filosoficamente mais inteligível do que uma existência desencarnada eterna sem continuidade dinâmica com a ordem natural. Se o psiquismo sobrevive, é mais plausível pensá-lo como entrando novamente em processos de corporificação, individuação e experiência do que como permanecendo indefinidamente em um estado abstrato ou estático, puramente separado da ordem do devir. Por todas as regras da analogia, não faz tanto sentido presumir que a dissolução total do corpo não resultaria também na dissolução total da mente, pois a mente e o corpo começam a existir juntos no nascimento; qualquer teoria que sustente que a mente “sobrevive” à morte como uma entidade incorruptível deve significar também que a alma existia antes do nosso nascimento. Se ela não pereceu, então tinha de ser ingenerável. Dadas essas analogias, se a alma de fato persiste, ela deve passar de um estado físico a outro. O conceito de almas transmigrantes se ajusta meljor às leis físicas gerais da natureza, que estão em fluxo e mudança contínuos.
Em outras palavras: se a consciência não é apenas um subproduto descartável do organismo físico, então a (+)...
O antropocentrismo (entendido aqui como a centralidade excessiva no ser humano e a ideia de que existe um "gap" entre ele e o resto dos seres vivos) é, infelizmente, um dos maiores problemas que afetam boa parte da história da filosofia ocidental. E acho que ele está no fundo baseada em dois pressupostos de fundo: de que a razão/intelecto/entendimento (como quiser chamar) é a ipseidade humana, o que define ele por essência; e exclusivamente, que os outros animais não são dotados desta em algum nível.
Acredito que os dois pressupostos são errados. Mas grandes filósofos infelizmente caíram nesse erro: Platão e Aristóteles (logistikon/nous), São Tomás de Aquino (homem como "animal rationale" exclusivamente), Descartes (res cogitans), Kant (apercepção transcendental, que é nada mais do que o entendimento na sua forma pura como ele diz), Hegel (animais como estando fora da história do Absoluto e o Geist se manifestando apenas no ser humano como reclamando ser distinto da Natureza)... até mesmo em Heidegger há um vestígio disso, embora não da forma intelectualista de antes. E na filosofia analítica vemos pessoas como um Donald Davidson defendendo teses assim, embora mais recentemente vemos também alguma mudança nesse cenário.
A visão indiana, por outro lado, é muito diferente. Ela afirma que apenas existe uma prioridade soteriológica do homem na medida em que ele é o ser que está em melhor condições para realizar o paramapuruṣārtha, o bem-da-vida mais elevado: a liberação do sofrimento (pois ele não vive tão bem quanto os deuses individuais para esquecer da verdade do sofrer, nem tão mal e com menor discernimento quanto os outros animais para poder fazer algo a respeito). Mas funcionalmente falando, a diferença é apenas de graus; e o intelecto (buddhi) também está presente nesses seres, apenas em grau menor e em grau maior nos seres humanos. A ipseidade humana na antropologia indiana nunca foi identificada com o racional/intelectual, mas com a pura subjetividade imediata (que é supra-intelectual), que inclusive nas concepções não-dualistas, é universal e portanto não limitada exclusivamente ao ser humano:
"... o si-mesmo apenas é chamado de Brahman, porque é grande ou faz crescer. Este (si-mesmo) é conhecido através da experiência indubitável, não errônea e imediata da natureza do 'eu' (a experiência extremamente patente do 'eu'), como distinto do corpo, dos órgãos, da mente, do intelecto, de seus objetos, (em suma) de tudo o que pode ser designado pelo termo 'isto'; (essa experiência existe) em todos os seres vivos, do verme e da mariposa aos deuses e sábios ...". (Vacaspati Miśra, Bhāmatī, I.1)
@_Renato@AugustoIsa77461@DePaulaAllyson@willcatoro Não, a esquerda quer o fim da burguesia. Você deve estar confundindo com o tempo disponível e a capacidade de reflexão que uma vida com mais recursos proporciona, porque esse tempo pra pensar e refletir sobre a sociedade leva ao esquerdismo, se a pessoa tiver caráter.
@_Renato@AugustoIsa77461@DePaulaAllyson@willcatoro Odeia mesmo. Esquerdista odeia tudo que diminui a dignidade humana: pobreza, violência, corrupção, preconceito, etc. O objetivo da esquerda é acabar com todos os pobres, abolindo a hierarquia social e proporcionando vida digna pra todos os humanos.
A pessoa que você sente falta hoje está escolhendo conscientemente, todos os dias, não ter você em sua vida, e isso deveria ser todo o encerramento de que você precisa.
La única persona de la que me enamoré y con quien quería pasar el resto de mi vida, se convirtió en mi mayor lección. Así que no, no me interesa saber nada de nadie.
AUTISTIC TRAITS THAT AREN'T TALKED ABOUT AS MUCH
OVER EXPLAINING, FINDING IT HARD TO LIE, INSOMNIA, REWATCH THE SAME SHOW/ MULTIPLE TIMES, DISLIKE BEING PERCEIVED BY OTHERS, A STRONG SENSE OF JUSTICE.
painful truth: u MUST develop a strong opinion of yourself, because if u don't, somebody else will do it for u. and trust me... some ppl will reduce your entire existence to their mood, their jealousy, their insecurity, or one mistake u made three years ago. don't let strangers become the author of your identity. damn...jeeezzz .
Um interessante esquema sinóptico da teodiceia do neoplatônico Damáscio sobre a contribuição psiquíca para a desordem e a infiltração do mal no mundo
Pro Damáscio, o próprio mundo e o movimento em primeiro plano avançam por "saltos" ou unidades discretas, ἅλματα, que são cortes/medidas demiúrgicas: cada salto é inteiro, indivisível "demiurgicamente", embora divisível apenas para o nosso pensamento. Por exemplo, existe um fluxo primeiro do devir D que é a “extensão” do fluxo da existência (e.g: não um movimento particular, tipo uma pedra caindo, um animal nascendo, uma alma agindo etc mas o próprio fluxo básico da realidade gerada), tal que D = n · d.
O devir não flui como uma continuidade infinitamente divisível de fato. Ele avança por unidades inteiras, por “saltos” cinéticos, d, que são os cortes fundamentais do Demiurgo, ele vai como que metrificando em unidades. Isso explica por que o mundo gerado não é caos puro e indica como a a medida já é recebida nos níveis inferiores.
Mas nos processos particulares, temos second-order processes, processos que se sobrepõem ao fluxo primeiro do devir puro, que são modos particulares de organizar esse devir: movimento celeste, mudança corpórea, crescimento, corrupção, alteração qualitativa, deslocamento etc e tal. D aqui na imagem então é o fluxo-base, e H (processo celeste) e S (mundo sublunar) são padrões aplicados sobre esse fluxo-base. Quanto mais baixo o processo, menos perfeitamente ele reproduz a medida primeira. Isso mostra que sempre haverá algum grau de deficiência ou instabilidade a priori.
No caso dos movimentos celestes, o esquema diz: H = d / x, com x ∈ Q⁺, Ou seja: o movimento celeste é sempre uma proporção racional da medida demiúrgica, é comensurável com o primeiro corte do devir. Por isso o céu acompanha o ritmo do Demiurgo de forma exata e ordenada ("circular") ou regular/uniforme (δ²H / δt² = 0).
Já no caso dos processos sublunares, temos S = d / y, com y ∈ R⁺ onde R⁺ inclui tanto números racionais quanto irracionais. Então os processos sublunares podem até ser racionais, mas também podem ser irracionais (algo que não se mede exatamente pela unidade primeira), i.e, não plenamente comensuráveis com a medida demiúrgica, tal qual δ²S / δt² ≠ 0, i.e, no sublunar, pode haver mudança não-uniforme e instabilidade.
O mal não entra no nível D, porque D é o fluxo medido pelo Demiurgo e também não entra propriamente no nível H, porque H reproduz a medida demiúrgica em proporções racionais e movimentos uniformes, ele entra no nível S, porque o sublunar é o domínio em que a medida primeira é recebida de modo imperfeito. Se existe mundo sublunar, existe um nível de realidade que não pode reproduzir perfeitamente a regularidade celeste/demiúrgica; e se existe um nível que não reproduz perfeitamente essa regularidade, então existe abertura estrutural para desordem e privação.
Se o Demiurgo fizesse S ser sempre racional, uniforme e perfeitamente comensurável com d, então S deixaria de ser sublunar e se tornaria celeste. Mas o mundo inferior só existe como inferior porque ele envolve geração e corrupção e mediação psíquica. Deus fica "limitado” pela própria estrutura do que significa haver graus de realidade (nos termos do que expliquei naquele tweet). Ele não pode fazer com que todo nível do fluxo receba essa medida com a mesma perfeição sem destruir a diferença entre os níveis.
A alma está entre o inteligível/celeste e o corpóreo/sublunar. Ela recebe medidas superiores, mas opera no domínio inferior. Quando a alma "recorta" o fluxo do devir, ela já não o faz com a pureza do corte demiúrgico mas já atua com irregularidade (que seria o termo mais geral pra matéria, paixões, conflito, temporalidade, incomensurabilidade, etc), ela introduz uma atualização imperfeita dessa medida. E como o sublunar pode ser irracional e não-uniforme, o mal é a consequência necessária da existência de um nível inferior real. Ele aparece necessariamente quando a ordem (+)...
Suddenly turning nonchalant and emotionally unavailable after doing everything to make someone fall in love with you is a form of emotional abuse and manipulation.
@stoiccel@unconquered_sol I wasn't defeated, you're just dumb
Twitter limits characters, so I did something more efficient: I posted the title of a science communication article, and that article contains information and links to other articles, which are scientific and more in-depth. Just open and read.
@stoiccel@unconquered_sol The image contains the site name, the article title, and the author's name. You can simply use that to find and read it. And there are citations to scientific articles in the text.