@Ojaodedeus Não é a intenção, kk. Mas é que nessa discussão sobre valor de terapia, acho que a questão dos custos que acabam sendo fundamentais e aumentam ao longo do tempo é um ponto importante. É uma profissão cara (o que é um problema, mas uma realidade).
@Ojaodedeus Claro que no início se vê alternativas, mas realmente ao longo do tempo e com perspectiva de crescer na profissão e aumentar a qualificação, isso acaba exigindo dinheiro...
@Ojaodedeus Totalmente. Enquanto profissional, não é difícil que com consultório + terapia + supervisão + cursos/especializações/formação clínica em pós-grad + custos PJ, transporte e etc - um psi pague 2.5k/3k mensalmente para trabalhar. Isso por baixo.
"Know Thyself".
Countertransference is also a problem/opportunity in every form of therapy.
Major reason for dropouts/ stalemates/bad outcomes.
I recommend all therapists have at least some personal therapy to shed light on their blind spots/protect their patients from them.
'Transference' is problem & opportunity in every form of therapy.
Different schools describe it with local jargon/suggest different techniques for managing it.
Every therapist, regardless of orientation, must recognize transference/have skills to make it an asset,not liability.
No fim das contas, a sociedade que torna difícil o acesso da população aos serviços de saúde mental e que precariza as condições de trabalho dos profissionais de saúde é a mesma que contribui para o adoecimento da população, em suas mais variadas formas.
No fim das contas, a sociedade que torna difícil o acesso da população aos serviços de saúde mental e que precariza as condições de trabalho dos profissionais de saúde é a mesma que contribui para o adoecimento da população, em suas mais variadas formas.
Temos dois problemas nessa discussão sobre custo da psicoterapia. De um lado o fato de que tratamento em saúde mental é caro e pouco acessível para a população em geral. De outro, que um profissional qualificado e que não esteja sobrecarregado não tem como custar pouco.
As soluções para esse desafio são muito limitadas dentro de nosso sistema. Penso que há arranjos provisórios (vagas com custo reduzido, clínicas/projetos populares e políticas públicas), mas não dão conta da complexidade do problema.+
@AhhMineirinha@nahbrisaaaa Um psicoterapeuta, o Irving Yalom, chama isso de especialismo pessoal. Essa noção de que os desastres e tragédias da vida parecem algo que ocorrem aos outros, que aparecem nas notícias de TV, mas que não poderiam também nos abater.
Esse vídeo tem muitos problemas, mas o principal sem dúvidas é o risco de lesão grave que um irresponsável submeteu as crianças. Um pequeno acidente aqui e toda uma trajetória de vida poderia ser prejudicada...
@taipsi_ Gosto da imagem da cartela de remédio esquecida na gaveta. É um signo de que o trabalho foi realizado, com seu justo esquecimento. Por outro lado, penso que certa saudade fica conosco, enquanto profissionais, por essas pessoas que escutamos tão vivamente...
Precisamos do que não esperamos e não queremos. As diferenças, as discordâncias, enfrentar o que ainda não temos capacidade de lidar, perder. Que isso não se confunda com "romantizar sofrimento". Mas é que nisto tudo, o humano pode crescer sua humanidade.
@Ojaodedeus Pode ser impopular minha opinião, mas penso que redescobrimos as mesmas coisas nas diferentes linhas teóricas sob diferentes paradigmas. Mudam as epistemologias e as nomeações, mas os fenômenos são os mesmos do humano... Claro que isso tem implicações clínicas, mas é outra coisa.
Tenho pensado que tanto nossa capacidade de criação quanto nossa capacidade de destruição se derivam desses dois desejos fundamentais. E também que muito do que dói em nós diz respeito a um conflito entre esses dois desejos.
Com o passar do tempo, isso parece ter se mostrado ainda mais verdadeiro. O desejo de ser amado e o desejo de liberdade parecem as duas mais intensas forças humanas. Adiciono que, me parece cada vez mais claro também que o sofrimento é escravo do desejo.
No fim das contas, na quase totalidade dos pacientes que atendi, as principais questões giravam em torno das necessidades de amor e liberdade. Amar, sentir-se amado(a) e sentir-se livre talvez sejam as principais questões existenciais que temos.