Marques Mendes é o candidato com menos probabilidades de chegar à segunda volta e há uma explicação para isso. Arrisco-me a dá-la hoje (podendo ser contrariado no domingo) porque estas coisas têm mais valor quando são feitas sem o benefício da retrospetiva.
A explicação não está só nas suspeitas lançadas à sua atividade profissional. Candidatos do seu próprio partido já tiveram grandes resultados com suspeitas tão ou mais graves. Basta pensar em Cavaco Silva (BPN, Coelha,...), Pedro Passos Coelho (Tecnoforma) ou Montenegro (Spinumviva). O que os distingue foi conseguirem representar algo positivo no seu eleitorado que os motivou a votar, apesar das suspeitas. A responsabilidade também não foi de Cotrim, como será o argumento no domingo. Cotrim foi apenas o mais eficaz a captar os votos que seriam perdidos de qualquer forma.
A campanha de Marques Mendes nunca conseguiu que ele representasse algo para lá de ser o candidato da AD. Cotrim projetava futuro, crescimento, etc. Seguro projetava seriedade, equilíbrio, etc. Até Ventura representa algo no seu eleitorado. Mendes nunca conseguiu projetar uma ideia que entusiasmasse, que fizesse com que as pessoas tivessem um ímpeto de votar nele, apesar das suspeitas lançadas.
Uma campanha pode alicerçar-se numa pessoa, mas precisa de uma ideia central que entusiasme, que essa pessoa represente. Sem isso, torna-se mais vulnerável ao andamento de uma campanha, mesmo que pareça destinada a ganhar.
Pedro Nuno Santos andou sempre de Maserati, Porsche, Ducati ou carro do Estado a alta velocidade com motorista.
Rui Rocha anda de metro, autocarro e comboio, quando há.
Quem leva com pó é Rocha, não o toda a vida poluente Pedro Nuno.
Pedro Nuno não teve a dignidade de ter uma palavra a condenar este ataque (juntando-se a Mortágua, os únicos).
Para além da habitual hipocrisia socialista de levarem vidas privadas contra aquilo que defendem em público (normalmente à custa do dinheiro dos que atacam), Pedro Nuno revela-se um fedelho impreparado para a posição que ocupa, num partido fundador da democracia. Dia 18 resolve a questão.
Aquele sorriso hipócrita da @MRMortagua
-Olá Nelma…
-Os feriados são sempre bem-vindos, são dias de salário sem trabalho, e isso é bom para a economia e aumenta o salário dos trabalhadores.
Mariana Mortágua
(economista)
Abriu a época das promessas. Quem dá mais?
Não faltará, seguramente, a magia de quem consegue baixar a receita, subir a despesa e melhorar o saldo; ou fazer mil obras e baixar a dívida.
Prometendo sempre governar para as pessoas, e nunca o seu contrário … seja lá o que isso for.
João Cotrim de Figueiredo a explicar por que é que a Iniciativa Liberal quer baixar impostos. O vídeo é de 2022, mas a lógica mantém-se tão ou mais atual.
"Este ano não recebo IRS" = "Prefiro o subsídio de Natal em Novembro, em duodécimos gasto tudo" = "Não consigo comer 12 fatias de pizza, parta antes em 6" = "O preço do combustível não me afecta, abasteço sempre 20 euros".