no insta eu tô militando horrores, ai a mente pesa, da vontade de chorar, eu venho pro twitter e em 5 minutos to assim com todo mundo rindo da própria desgraça
acordei hoje me sentindo uma bolsominian:
querendo ir embora do Brasil
com ódio no coração
duvidando das urnas
achando todo mundo burro
curtindo post de discurso de ódio
complicadíssimo
desculpa se ultimamente meu perfil parece ser político demais, mas sou fã do bts e não posso fechar os olhos para os problemas do meu país, não posso manter neutralidade enquanto os meus direitos e de milhões de pessoas estão em jogo
eu sou a juventude de hoje, que luta para os que vieram antes de mim e os que virão depois, continuem sendo livres e tenham seus direitos preservados. Minha voz tem poder, e enquanto eu viver, ela jamais será silenciada
você não odeia o Lula pela corrupção, porque se fosse isso não estaria a favor do Flávio e todo o esquema de rachadinha e banco master. Você odeia o Lula porque foi o governo que mais criou programas sociais e você não suporta ver pobre no mesmo lugar que você.
“A minha vida não vai mudar.” Talvez não imediatamente. Mas a vida de milhões de brasileiros pode piorar e a democracia pode pagar a conta.
Uma eleição não muda a vida de alguém apenas no dia seguinte à posse. Ela define quais serviços existirão, quem terá proteção do Estado, quanto custará viver, quem será perseguido, quem será atendido e quem ficará para trás.
Se Flávio Bolsonaro for eleito, não se trata de “continuidade neutra”: trata-se de um projeto declarado de redução do Estado, cortes, flexibilização de direitos e endurecimento do sistema penal. Isso afeta diretamente saúde, educação, trabalho, segurança, meio ambiente, direitos das mulheres, da população LGBTQIA+, dos indígenas e das famílias mais pobres.
Saúde, proteção social e renda
O plano de Flávio propõe um “tesouraço”, corte de pelo menos dez ministérios e um novo teto de gastos. Cortes amplos e regras fiscais rígidas tendem a atingir primeiro áreas sensíveis: saúde, assistência social, educação e políticas de proteção.
Não é abstrato: durante o governo Jair Bolsonaro, um levantamento da Folha com 104 indicadores apontou 58 indicadores em piora no primeiro ano, incluindo áreas de educação, saúde e política social.
Para quem depende do SUS, de creches, de benefícios, de medicamentos, de atendimento especializado ou de políticas de combate à fome, “reduzir o Estado” pode significar fila maior, atendimento mais demorado e menos rede de proteção.
No trabalho, Flávio defende ampliar a “liberdade de negociação” entre trabalhadores e empresas e fortalecer o “negociado sobre o legislado”. Na prática, isso pode significar que condições de jornada, descanso e outras garantias deixem de ser definidas por lei e passem a depender da força de negociação de cada trabalhador diante do empregador.
Para quem tem emprego estável, sindicato forte ou renda alta, isso pode parecer distante. Para trabalhadores informais, jovens, mulheres, pessoas negras e quem aceita qualquer vaga para pagar contas, a flexibilização costuma significar menos proteção, mais precarização e menor poder de recusa.
Educação, mulheres e direitos LGBTQIA+
O plano de Flávio defende ampliar escolas cívico-militares e combater o que chama de “doutrinação político-partidária” nas escolas. Esse discurso, historicamente, é usado para pressionar professores, censurar debates sobre racismo, gênero, história e democracia, e transformar a escola em espaço de vigilância ideológica.
O plano também não apresenta propostas específicas para direitos LGBTQIA+ e propõe restringir a participação de atletas trans em categorias femininas. Ausência de política pública também é escolha: significa não priorizar combate à violência, acolhimento, saúde, emprego e proteção de grupos historicamente mais vulneráveis.
No caso das mulheres, o candidato apresenta propostas como creches e plataformas digitais, mas o projeto geral combina isso com uma agenda conservadora e de redução do Estado. Proteção de mulheres não pode ser reduzida a aplicativos e promessas: depende de rede de atendimento, delegacias especializadas, casas de apoio, educação, renda e acesso à justiça.
Meio ambiente, indígenas e territórios
O plano de Flávio fala em “preservar e produzir ao mesmo tempo”, mas não cita mudanças climáticas em seu documento.
A experiência do governo Jair Bolsonaro mostra o risco: no primeiro ano, o desmatamento na Amazônia cresceu 29,5%, as queimadas aumentaram 86% e as multas ambientais do Ibama caíram cerca de 25%. No período, também não houve demarcação de terras indígenas, segundo levantamento baseado em dados do ISA e da Funai.
Isso não afeta apenas quem vive na Amazônia. Afeta o clima, a água, as cidades, a saúde pública e a imagem do Brasil no mundo. Quando o Estado enfraquece a fiscalização ambiental, quem paga a conta é a população especialmente comunidades tradicionais, indígenas e ribeirinhas. +
o que mais me assusta é que 80% dessa gente que votou na extrema direita é um bando de pobre, CLT, que depende de políticas públicas pra sobreviver. é surreal um povo desinformado desse jeito, bando de vira lata, merecem comer osso mesmo
gente sem brincadeira não deixem de votar no segundo turno, quem marcou viagem tenta colocar para outra data, vocês precisam ter ciência que a gente não pode ter mais abstenção do que já teve nesse primeiro turno, precisamos sim falar sobre isso
minha irmã me chamando de burra pq não voto no bostoflavio, mas depende do bolsa família pq não tá podendo trabalhar, e só pq o marido tá tentando um empreendimento se acha o empresário kkkkkk nem se sustenta direito
minha cidade (interior) meteu 79,65% de votos em Lula
meu estado (bahia) elegeu governador e os dois senadores do PT
mas agora estamos fudidos a mercê dos votos burros de vocês, pqp!!!!