@InvestWolf@paulogala Uai, mas foi exatamente o que eu falei... A Austrália tem uma produtividade muito maior que a nossa produzindo minério, agro, etc
@InvestWolf@paulogala Isso daí é pura lenda. A Austrália produz na maior parte minério r commodities e tem salário de primeiro mundo
Não adianta achar que o Brasil vai exportar nanochips, pq não temos a menor vocação lra isso
Precisa é focar onde somos bons (agro etc) e aumentar a produtividade
@Lvasconcellos00@nonoinvestidor Esse chefe era extremamente gente boa, uma vez que esqueci de pagar um conta e o banco fechou as 16h (naquela época a gente pagava tudo no caixa do banco, ele mandou a secretaria dele ligar lá no banco e abrir um caixa, falou que era pra ele.
@Lvasconcellos00@nonoinvestidor Eu não sei o que se passava na cabeça dele, mas acho que a ideia era: se alguém vier assaltar, pode levar, perdi uma mixaria ao invés de uma fortuna.
Pior que como todos sabiam que ele era muito rico, ninguém jamais desconfiava que era uma réplica kkkkkk
E por que isso aconteceu? Por que foi tão fácil degradar o direito brasileiro?
Décadas de "o papel aceita tudo" e de "manda quem pode, obedece quem tem juízo", e nossa cultura brasileira de saqueadores de caminhão tombado e destruidores do bolo de aniversário da cidade...
É especialmente difícil consertar o sistema depois que ele passou tanto tempo operando mal: há muitas peças espanadas e tortas e gambiarras que já não se distinguem mais...poucos sabem o jeito certo de operar a máquina, o que não é mais sequer reconhecido pela maioria.
No fim das contas, o direito é uma frágil "obra coletiva" que se mistura com a política, e que se não for muito bem mantida por todos os seus partícipes, facilmente vira instrumento de opressão e desmando - como uma casa pode abrigar uma família ou virar uma biqueira.
Gilmar Mendes é um homem inteligentes, poderoso e que gosta do poder que concentrou. Sempre que o vejo conceder uma entrevista como essas, pergunto-me sobre a razão. Afinal, falamos sempre pensando em um auditório ideal para o qual nos dirigimos, pretendemos expor uma ideia sustentável e desejamos persuadir.
Observemos a qui. Após dizer que o simples fato do ministro André Mendonça ter sido procurado por um advogado propondo uma delação seletiva, e o ministro ter refutado essa possibilidade de contato ou tratativa, Mendes acusa ser um erro crasso e retira daí o argumento de uma nulidade.
É óbvio que ele sabe que nada houve de violação da lei - porque tratativa negocial concreta sobre negociação de delação não ocorreu - e tampouco há de se falar em nulidade. Mas ele está repetindo esse fato e a ideia de nulidade, antecipando estratégia e voto, não para persuadir ou convencer ninguém: trata-se de uma senha. Qual o auditório real a ser alcançado? Para quem seria a senha?
Confrontado com a delação de Mauro Cid, em que houve participação direta do magistrado na negociação, ameaça de prisão, inclusive do pai, e fechamento da milésima versão apresentada na delação premiada, Gilmar Mendes não responde, tergiversando sobre não ter participado do julgamento. Mas termina dizendo o que há de essencial para saber como ele realmente pensa: “Não tenho a visão de que aqui tenha havido abusos na investigação”.
Aqui há uma aula sobre como parte da Corte atual decide os processos sensíveis: não há mais Direito, não existem mais critérios. Tudo se resume a interesses de quem julga. A lição é: ainda que em tese sejam idênticos os fatos, que reclamariam o mesmo tratamento, o seu julgamento dependerá, única e exclusivamente, da preferência do decisor, dos seus interesses e do seu humor. Não há mais Constituição ou leis, mas apenas a vontade imposta por quem está no poder. Isso não é Direito!
Com mais razão quando os fatos sequer são iguais. No caso Mauro Cid, realmente houve participação direta do relator, uso da prisão preventiva como forma de obter a delação e ameaças de prisão de familiares. Nada disso André Mendonça fez e sequer olhou a proposta de delação.
Mas Gilmar Mendes sabe disso e não quer convencer ninguém de estar certo. Ele apenas está dando a senha a quem interessar possa.
Uma vez fui massacrada nessa rede por dizer que a internação compulsória psiquiátrica não devia ter acabado, e sim ter sido reformulada, depois do meu tio incendiar minha casa, todos os dias um crime absurdo praticado por alguém em surto e inimputável