A capa mais recente da revista italiana L’Espresso provocou forte repercussão internacional ao expor, de forma direta e simbólica, a realidade vivida por palestinos na Cisjordânia. Intitulada “L’abuso”, a imagem mostra um colono israelense armado, com elementos religiosos visíveis como kipá e peyot, filmando com o celular uma jovem palestina de hijab, desarmada e visivelmente vulnerável.
A fotografia, registrada por Pietro Masturzo, não é uma construção abstrata ou alegórica: ela captura um momento real que sintetiza um padrão cada vez mais documentado por organizações internacionais e jornalistas — o avanço dos colonos sobre territórios palestinos e a exposição constante da população local a situações de intimidação, violência e humilhação. Ao trazer essa imagem para a capa, a revista opta por condensar em um único quadro aquilo que relatórios, dados e testemunhos vêm apontando há anos.
A reportagem que acompanha a capa aprofunda esse cenário ao relacionar essas práticas ao projeto político de expansão territorial frequentemente associado à ideia de “Grande Israel”, destacando seu choque com o direito internacional. O conteúdo também dialoga com dados recentes de organismos como a ONU, que apontam o deslocamento forçado de dezenas de milhares de palestinos na Cisjordânia, resultado de uma expansão considerada “sem precedentes” dos assentamentos e da crescente presença de colonos na região.
Diante desse enquadramento, a reação do governo israelense foi rápida e previsível. O embaixador de Israel na Itália, Jonathan Peled, classificou a capa como “manipuladora”, alegando que ela distorce a realidade e promove estereótipos. Setores da comunidade judaica italiana seguiram a mesma linha, criticando a representação visual por supostamente associar características religiosas a uma imagem negativa.
No entanto, essas críticas levantam uma questão central: até que ponto denunciar uma situação concreta pode ser confundido com distorção? A imagem utilizada por L’Espresso não é uma caricatura nem uma montagem — ela documenta uma cena real, registrada também por outros fotógrafos em contextos semelhantes. O desconforto gerado pela capa parece menos relacionado à veracidade do que ela mostra e mais ao fato de tornar visível algo que frequentemente é minimizado ou relativizado no debate público.
A revista, por sua vez, manteve sua posição sem recuar. Sua linha editorial é clara ao afirmar que a imagem representa abusos cotidianos sofridos por palestinos em territórios ocupados, muitas vezes com respaldo militar e sem responsabilização efetiva. Nesse sentido, a capa não apenas ilustra uma reportagem, mas assume um papel de denúncia visual — algo que está no cerne do fotojornalismo quando confronta estruturas de poder.
A controvérsia também evidencia um padrão recorrente: quando a violência é apresentada de forma abstrata, ela tende a ser mais facilmente aceita; quando ganha rosto, expressão e contexto, passa a ser contestada. A escolha de uma imagem tão explícita rompe essa barreira e obriga o espectador a encarar a assimetria da situação — de um lado, um homem armado, em posição de controle; do outro, uma jovem civil, exposta e impotente.
Mais do que uma simples capa, o episódio revela a disputa em torno da narrativa do conflito. Enquanto autoridades tentam enquadrar a imagem como exagero ou manipulação, a própria existência da fotografia — e de tantas outras semelhantes — aponta para uma realidade que dificilmente pode ser ignorada. Nesse cenário, o gesto de L’Espresso não parece ser o de distorcer os fatos, mas o de recusar a neutralidade diante de um contexto marcado por desigualdade estrutural e violações recorrentes.
Fontes:
JUANATEY, Héctor. La revista L'Espresso refleja los abusos de los colonos israelís en Cisjordania con una fotografía que enfada al Gobierno de Israel. Huffington Post España, 13 abr. 2026.
WANTED IN ROME. L'Espresso cover on West Bank abuses draws furious response from Israel. 13 abr. 2026.
TRTWORLD Publicação sobre a capa da L’Espresso. Instagram, 12 abr 2026.
Khamenei já perdeu o filho e a nora nesses últimos ataques e pode até perder a vida, mas ele jamais fugiria do próprio país em guerra
Já Bibi, que hoje matou mais 80 crianças, fugiu pra Alemanha, afinal de contas ele curte muito algo que rolou ali no século passado
PARÉM DE FALAR QUE OS ESTADOS UNIDOS INTERFEREM NOS OUTROS PAÍSES!!!
EU SEI QUE JÁ HOUVE ALGUNS CASOS ISOLADOS COMO:
🇯🇵 Japão (1945–1952, ocupação militar direta, invasão, ataque atômico)
🇬🇷 Grécia (1947–1949, apoio militar)
🇨🇳 China (1945–1953, apoio militar aos nacionalistas, confronto indireto na Guerra da Coreia)
🇰🇷 Coreia do Sul (1945–presente, ocupação inicial, guerra, bases militares e tutela estratégica)
🇮🇷 Irã (1953–presente, golpe de Estado, sanções, operações encobertas, assassinato seletivo)
🇬🇹 Guatemala (1954–presente, golpe de Estado, repressão prolongada e apoio a regimes militares)
🇹🇷 Tibete (1955–1970, financiamento, armamento e treinamento de insurgência via CIA)
🇵🇭 Filipinas (1946–presente, contrainsurgência, apoio militar interno e bases estratégicas)
🇮🇩 Indonésia (1958–1965, apoio a rebeliões, golpe militar e massacres em massa)
🇨🇩 Congo (1960–1965, desestabilização, apoio a golpe e assassinato de Patrice Lumumba)
🇩🇴 República Dominicana (1961–1966, intervenção política seguida de invasão militar direta)
🇧🇷 Brasil (1961–2016, apoio ao golpe militar, tutela durante ditadura e lawfare institucional)
🇬🇾 Guiana (1964, interferência eleitoral e desestabilização política)
🇵🇪 Peru (1965–presente, interferência política, pressão diplomática e cooperação militar)
🇬🇷 Grécia (1967–1974, apoio político ao regime militar)
🇨🇱 Chile (1964–1973, interferência eleitoral, sabotagem econômica e golpe de Estado)
🇦🇷 Argentina (1976–1983, apoio político, militar e de inteligência à ditadura)
🇦🇴 Angola (1975–1992, financiamento e apoio a forças armadas na guerra civil)
🇲🇿 Moçambique (1977–1992, apoio indireto a forças insurgentes)
🇹🇷 Turquia (1980–presente, apoio e legitimação de golpe militar e regime aliado da OTAN)
🇵🇱 Polônia (1980–1989, financiamento e apoio político a movimentos oposicionistas)
🇳🇮 Nicarágua (1981–1990, financiamento, treinamento e coordenação dos Contras)
🇭🇳 Honduras (1980–presente, base regional, apoio a golpe e cooperação militar)
🇬🇩 Granada (1983, invasão militar)
🇱🇾 Líbia (1986–2011, bombardeios, sanções, desestabilização e mudança de regime)
🇵🇭 Filipinas (1989, apoio militar interno contra levantes)
🇮🇶 Iraque (1991–presente, guerra, sanções, bombardeios, invasão e ocupação)
🇭🇹 Haiti (1991–2004, pressão diplomática, intervenções e mudança de governo)
🇸🇴 Somália (1992–presente, intervenção militar, bombardeios e operações especiais)
🇸🇩 Sudão (1998, ataques aéreos contra alvos estratégicos)
🇷🇸 Sérvia (1999–presente, ocupação indireta e tutela internacional)
🇽🇰 Kosovo (1999–presente, ocupação indireta e tutela internacional)
🇦🇫 Afeganistão (2001–2021, invasão, ocupação militar e mudança de regime)
🇾🇪 Iêmen (2002–presente, bombardeios, drones e apoio militar)
🇸🇴 Somália (2006–presente, ataques aéreos contínuos)
🇸🇾 Síria (2011–presente, apoio a grupos armados, sanções e bombardeios)
🇵🇾 Paraguai (2012, apoio diplomático ao impeachment relâmpago)
🇧🇷 Brasil (2013–2016, interferência institucional indireta e lawfare)
🇧🇴 Bolívia (2019, apoio político e diplomático à derrubada do governo)
🇵🇸 Palestina (Israel/Gaza) (1967–presente, apoio militar, financeiro, diplomático e logístico dos EUA à ocupação israelense e às operações militares em Gaza)
🇻🇪 Venezuela (2014–presente, sanções econômicas, invasão, sequestro)
🇨🇺 Cuba (2026, cerco marítimo, estrangulamento econômico)
MAS TIRANDO ISSO, ACHO QUE NÃO TEVE MAIS NADA NÃO!!! PAREM DE RECLAMAR DA AMÉRICA!!! ELES ESTÃO APENAS LEVANDO A DEMOCRACIA AO MUNDO!!! 🇱🇷🗽🦅
Um apelo à Direita brasileira (que eu não espero que seja lido, mas que ainda assim me sinto obrigado a fazer):
Não endossem Israel na guerra que está começando agora. Irã não é Gaza ou Venezuela. É uma potência eurasiática e civilização multimilenar com um dos maiores arsenais balísticos do mundo - e que não vai assistir ao próprio extermínio de mãos atadas.
É improvável, mas o Irã até pode cair. Porém, se cair também levará consigo Israel, o mundo árabe wahhabi e todo o legado da ocupação americana no Oriente Médio. Não haverá um hegemon israelo-americano no final de tudo isso. Ou o Irã vence ou ninguém vence.
Ninguém está com Israel agora. O mundo pós-Gaza e pós-Epstein simplesmente não tolera alinhamento automático com o sionismo. Ninguém na direita mundial está seguindo mais essa fórmula. A Hungria de Orban está neutra. A direita europeia está neutra. A direita americana está contra a guerra.
Ninguém minimamente racional quer se prestar ao papel de apoiar um Estado que promove massacre público e direcionado de crianças (Gaza) e orgias de pedofilia, satanismo e canibalismo com suas redes de inteligência (Epstein). Ninguém com o mínimo de sanidade acha que Israel matou "sem querer" mais de 85 crianças hoje num ataque a uma escola primária iraniana (nas primeiras horas da guerra!).
Não sejam os bons paspalhos se prontificando para estar na linha de frente por Israel novamente. A História não perdoa movimentos que tomam decisões erradas.
Se preservem e preservem o Brasil. Nosso país deve prezar pela neutralidade, já que não está em posição de demandar nada de qualquer potência mundial.
Em 1945, Getúlio foi golpeado pelo imperialismo. Em 1954, foi levado ao suicídio pelas mesmas forças. Em 1964, Jango foi derrubado pelo imperialismo, assim como Dilma em 2016. Dois anos depois, Lula foi preso pelo Império. Nada mudou, a não ser o fato de que não há mais máscaras.
Eu não dou a mínima para a opinião política de venezuelanos que imigraram para o Brasil e o que eles pensam do Maduro. A opinião deles não é critério de verdade.
Quando é que a massa alguma vez já entendeu as causas dos problemas do próprio país?
A maioria dos brasileiros é totalmente incapaz de explicar os mais simplórios problemas nacionais e não me parece que venezuelanos são mais inteligentes.
Enquanto vocês dizem que o Maduro é tirano com base em "veja bem, conheço venezuelanos" tem gente na Europa falando "você não entende, o Lula é um gênio, eu conheço brasileiros, sei do que estou falando" (se você for esquerdista, troque o Lula pelo Bolsonaro e a Europa pelos EUA).
Antigamente, os EUA falavam em “rogue states” (Estados deliquentes) para designar os países que se opunham a seu poder imperial. Atualmente, com muito mais razão, podemos nos referir a uma “rogue superpower” (superpotência delinquente) para designar os EUA.
Os milhares de venezuelanos no Brasil já podem voltar pra casa. Se o problema era o Maduro, então está resolvido.
Mas, para tristeza da direita, isso aqui vai encher cada vez mais de refugiados consumindo recursos públicos.
"Mas pelo menos a Venezuela não é mais uma ditadura."
A parte mais reveladora e alarmante do silêncio sobre os chocantes pagamentos de R$ 129 milhões feitos pelo Banco Master à empresa da família Moraes é que foi a Globo (para seu mérito) quem divulgou a notícia e continua a insistir no assunto.
Mas o clima de medo e adoração a Moraes no Brasil é tão intenso que nem mesmo a Globo consegue fazer com que as pessoas se manifestem contra.
A tirania existe quando as pessoas têm medo de denunciar até mesmo as irregularidades mais extremas cometidas pelos mais poderosos.
Merece todo apoio a greve dos trabalhadores da Petrobras, liderada pela Federação Única dos Petroleiros. Não é razoável que, diante da elevadíssima distribuição de dividendos aos acionistas, a categoria fique sem aumentos salariais condizentes, entre outras justas reivindicações.