Avisei em Julho 2024 que muitos europeus se estavam a iludir s/ a ameaça para os seus interesses e segurança de real possibilidade Trump 2.0 c/ Vance ao lado. Espero que hoje dúvidas fiquem esclarecidas, com o cómico de Vance pedir respeito pelo anfitrião: https://t.co/wyNC3l3Xjo
Não, a TAP não foi “comprada com o seu próprio dinheiro”.
Algo que se percebe facilmente porque:
1) A TAP não tinha dinheiro nem para as suas despesas correntes quanto mais para financiar a sua própria compra.
2) O montante que se diz ser da própria TAP não ecistia antes do processo de compra e nunca existiria se não tivesse havido processo de compra
3) Esse montante não foi usado para pagar o preço de compra da TAP, mas para injetar diretamente na TAP para a TAP poder responder aos seus compromissos.
De onde é que surgiu esta narrativa então? De forma simplificada (mas longa):
1. Em 2015 a TAP estava com grandes dificuldades financeiras. O seu valor era próximo de zero (provavelmente negativo) e no processo de privatização não apareceram muitos compradores.
2. O principal fornecedor a quem a TAP tinha dificuldades em pagar era a Airbus a quem tinha feito uma grande encomenda de aviões 10 anos antes.
3. Em 2015, foi feito o acordo de venda de 61% TAP a David Neeleman pelo valor de 10 milhões de euros, tendo David Neeleman assumido o compromisso de injetar mais 217 milhões de euros na TAP para que a TAP pudesse continuar a pagar salários e aos fornecedores. Ou seja, a TAP foi vendida por 10 milhões de euros.
4. Os 217 milhões de euros (o montante de que se fala) foi uma injeção feita na própria TAP porque, lá está, a TAP não tinha dinheiro.
5. Onde é que David Neeleman foi buscar 217 milhões de euros para injetar na TAP?
Ele levou o seu projeto para a TAP à AIRBUS que tinha, obviamente, interesse que um cliente como a TAP continuasse a funcionar. A AIRBUS acreditou no projeto e aceitou trocar a encomenda de grandes aviões que tinha na altura por uma encomendas de aviões mais pequenos (parte da estratégia de Neeleman) e ainda disponibilizar imediatamente os tais 217 milhões de euros (“fundos AIRBUS”) para viabilizar financeiramente a TAP.
6. Estes “fundos AIRBUS” foram disponibilizados a David Neeleman para que ele pudesse injetá-los na TAP e não à TAP diretamente. Ou seja, nunca existiriam se não houvesse processo de compra.
6. O interesse da AIRBUS era, obviamente, que a TAP continuasse a funcionar e a pagar encomendas. A AIRBUS protegeu-se colocando como penalização caso a TAP não pagasse as encomendas no futuro os tais 217 milhões de euros (“fundos AIRBUS”).
7. David Neeleman comprou a TAP por 10 milhões e meteu os 217 milhões de “fundos AIRBUS” na TAP para que a TAP pudesse pagar a fornecedores e trabalhadores.
Ou seja, os 217 milhões de euros que dizem ser “dinheiro da própria TAP” era dinheiro que
- a TAP não tinha (daí precisar que o injetassem)
- não foi usado para comprar as ações da TAP
- entrou na TAP apenas porque Neeleman negociou com a AIRBUS essa entrada.
A única ponta de verdade nesta história é que a AIRBUS só aceitou ceder os 217 milhões de euros porque acreditou que com o projeto de Neeleman, a TAP iria ser capaz de pagar as encomendas. Ou seja, indiretamente, o dinheiro que a TAP iria gerar no futuro compensaria a tal injeção de 217 milhões de euros. É a isto que chamam "dinheiro da própria TAP": dinheiro que não existia, que não estava na TAP, mas que a AIRBUS acreditou que pudesse gerar no futuro com o projeto Neeleman.
Quem os aponta é o psicólogo Jonathan Haidt, no livro "A Geração Ansiosa", publicado agora em Portugal. Revelamos um excerto sobre privação social, de sono, atenção fragmentada e dependência. https://t.co/Tb8TZVxHtb
https://t.co/i5iCWigOc2
Palestinian Muslims are freaking out after this Australian TV host completely destroyed their false narrative which always portrays Israel and Jews as the "aggressors" and the Muslim terrorists as "victims".
Please retweet if you agree with every single word he said!
O sistema de pensões em Portugal enfrenta um desafio: há menos pessoas ativas a contribuírem para um número cada vez maior de pensionistas. Em 1974, havia oito contribuintes por cada pensão. Hoje, são dois por cada um destes apoios, quer da Segurança Social, quer da CGA.
Uma das guerras de que ninguém quer saber. Milhares abandonados sem ajuda, sem água, sem comida. Sem a atenção devida da comunidade internacional.
#sudan#sudao#guerra#fome#humanrights https://t.co/nHcru7J9TQ
💰 Será que os impostos introduzem um entrave ao crescimento económico? Apesar de não existir consenso absoluto, a maioria dos estudos demonstra que sim.
O ECO é parceiro de media do @LiberdadeMais
💰 Será que os impostos introduzem um entrave ao crescimento económico? Apesar de não existir consenso absoluto, a maioria dos estudos demonstra que sim. O equilíbrio entre o peso do Estado Social e a liberdade económica é um desafio das sociedades desenvolvidas.
#MaisFactos
O Estado arrecadou o valor mais elevado de sempre em IRS, IVA, descontos para a Segurança Social e demais impostos e contribuições sociais, em 2022. Em média, foram 8.760€ por pessoa. Veja os dados no site da Pordata, aqui:
💸 A carga fiscal de Portugal está abaixo da média da UE (38% vs. 41%) e próxima da dos Países Baixos. Mas enquanto os portugueses sofrem o 4.º maior esforço fiscal, devido aos baixos rendimentos, os holandeses estão do outro lado da tabela, com o 4.º menor esforço.
#MaisFactos
Quase 4,4 milhões de pessoas em Portugal (41,8%) seriam pobres se nao houvesse transferências sociais, como as pensões de reforma, o RSI e o subsídio de desemprego.
“I was forced to leave my study group because my group members told me that the people at the Nova music festival deserved to die because they were partying on stolen land.”
MIT.