As expressões humanas são inconfundíveis e traidoras. Não é preciso ser filósofo nem gênio para perceber o que o rosto denuncia com impudência. Enquanto o sangue circular nas veias, todo homem, ao anunciar, ao profetizar ou ao servir de mensageiro, entrega, ainda que contra a própria vontade, o que verdadeiramente sente nas profundezas da alma. É quase inconcebível que alguém dê uma notícia trágica com semblante zombeteiro. A menos, é claro, que não tenha internalizado a tragédia, ou, pior, que nela encontre motivo de divertimento secreto. Ninguém, com sorriso nos lábios ou riso na garganta, declara: “Meu cachorro morreu”, “Meu cavalo quebrou a perna”, “Minha carteira foi roubada”. A natureza humana, em sua simplicidade ancestral, alinha gesto e sentimento. A boa-nova traz o rosto iluminado; a má, o cenho carregado. Assim foi, assim é, assim será.
Digo isto porque me chamou a atenção, e não de forma agradável, o jovem Nikolas Ferreira anunciar, com um sorriso largo e quase cúmplice, que o molusco (pela lei das probabilidades), pode vencer a próxima eleição. Não usou exatamente essas palavras, mas o espírito era esse, e o vídeo registra tudo com impiedosa clareza. Dona Lucimar, com sua habitual candura, explicou-me que ele não teria motivos para perder o sono com tal possibilidade.
Em seu projeto pessoal, Nikolas se apresentaria, quando a idade o permitisse, como a salvação divina dos nossos males. Logo, quanto piores estivessem os problemas do país, maior seria a aura de messias que ele poderia cultivar. Eis a lógica perversa do oportunista: que o incêndio se alastre para que ele apareça, por fim, como o bombeiro providencial.
O problema desse tipo de esperto, ou de sonhador cínico, é que a esperteza, com o tempo, perde o verniz e revela a madeira ordinária por baixo. Até 2030, e talvez bem antes, haverá razões de sobra para que o eleitorado brasileiro, cansado de poses e de salvadores de plantão, recuse-se a votar em espertalhões, ainda que estes tragam, por ora, ares de santidade laica. Porque o tempo, senhor implacável, é o maior inimigo dos simulacros e o aliado natural da razão.
LINK DO VÍDEO: https://t.co/DUdmiKgB8A
@AFaleandro30@silviogrimaldo Quanta presunção. Ainda parecendo um esquerdista de primeira linha, jogando para o outro, o q vc mesmo tá fazendo. Menos fia.
@Elcilen43547601@profpaulamarisa A pior parte dele é na soberba. Tá sempre se auto elogiando por ter escrito alguns livros, sempre se referindo os outros e aos Bolsonaristas de forma pejorativa . Agora ficou humilhando Pitolli dizendo que recebia uma mixaria no programa Auri Verde.
Sempre foi um boçal.
O caso da Val do Açaí é um dos maiores atestados de idoneidade que um presidente já recebeu. Baleia jubarte, idem. Quase todos os fatos usados p perseguir Bolsonaro eram irrisórios, falsos, exagerados ou simplesmente absurdos, feitos p/atiçar as hienas ensandecidas. Que saudades
No romance Os Demônios de Dostoiévski, Pyotr Verkhovensky surge como o protótipo perfeito do revolucionário niilista: um manipulador frio que exige dos outros uma pureza ideológica absoluta, uma submissão canina à causa, onde qualquer desvio do dogma equivale a traição mortal. Para si, porém, reserva o privilégio da exceção: chantagem, intriga psicológica, mentira sistemática e, quando necessário, o assassinato como instrumento de higiene partidária. Retirem-se os cadáveres, e Pyotr espelha com fidelidade desconcertante certo “intelectual” da direita contemporânea brasileira: o mesmo que aplica ao nome Bolsonaro, sobretudo a Flávio, o crivo mais estreito, o filtro mais impiedoso, exigindo dele uma lisura de santo laico, enquanto engole camelos e elefantes inteiros das velhas improbidades esquerdistas, com a indiferença de quem já se habituou ao cheiro de enxofre.
Há quem invoque, em defesa de Flávio, a metáfora da mulher de César: não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. Nada o incrimina de fato, salvo as “manipulações psicológicas” que a ala hipócrita da direita limpinha agora entoa com afinco de réquiem. São as mesmas vedetes que, diante do breu mais denso da nossa história recente, exigem luz absoluta dos únicos fósforos que restam acesos e perdoam, ou convenientemente esquecem, as trevas mais antigas e mais vastas da política nacional.
Essas figuras lembram irresistivelmente outra grande criação da literatura russa: a Condessa Lídia Ivánovna, de Anna Karenina, obra de Tolstói. Espécie de arauto da moralidade mundana, ela encarna a elite pseudo-religiosa e farisaica que se arroga o direito de julgar e condenar. É ela quem lidera o boicote implacável contra Anna, não pelo adultério em si, pecado que a alta sociedade moscovita sabia muito bem dissimular, mas pelo escândalo de haver rompido o pacto do fingimento.
Enquanto as aparências se mantivessem, tudo era tolerável; quebrado o verniz, a guilhotina social caía sem misericórdia.
A analogia com Flávio é quase cruel de tão exata. Aconselhado a “parecer honesto”, a pedir desculpas públicas por um pecado que nunca cometeu, ele é instado a participar do teatro da contrição para aplacar os moralistas de plantão. E assim, vemos todos os dias que o fogo amigo não cessa porque a guilhotina moral está reservada, com zelo particular, à família Bolsonaro. E está, porque o exemplo bruto, quase despudorado de tão original e humano (e vital) de Jair expõe, desde sempre, a hipocrisia ossificada dos que se dizem seus pares. Eles não perdoam nele a ausência de fingimento. Repito: eles não perdoam nele a ausência de fingimento, essa virtude rara que, para os fariseus de todas as épocas, é o verdadeiro pecado imperdoável.
Meu apoio ao @FlavioBolsonaro!
A precipitação é a maior inimiga da justiça e da nossa união. Diante das narrativas midiáticas e do frenesi da esquerda em torno do caso Banco Master, a direita não pode cair na armadilha de atirar pedras em seus próprios aliados no primeiro abalo.
Nós lutamos diariamente contra os abusos do sistema justamente para garantir a presunção de inocência e o devido processo legal.
Condenar por antecipação é agir como aqueles que combatemos. Precisamos de sobriedade e fatos, não de pânico!
@PazettiDe91892@ludmilagrilo11@Rconstantino Claro, não finja que não entendeu. Quando falo em "luta" é ela tá aqui no Brasil. Pq a distância é muito articulada e brava. Só por curiosidade, ela te inspira em que tanto?! rs