It took a little longer than expected, but we have created a website for people to view the footage collected from Gaza in one place. You no longer have to download the entire archives to see them.
It includes:
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Exhaustive sources list (300+ journalists)
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We will keep adding the rest of the archives to the site, be patient- it is difficult work. Continue to seed the torrents provided, as that is the best way to ensure the footage remains stored in decentalized way.
God bless all those who sacrificed their lives to get this footage out, and everyone invovled in collecting/archiving it.
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Did you know most of Zionism's founders were declared atheists and openly hostile to Judaism itself?
First in "The Great Conflation" — a series on why "Jewish" and "Zionist" are not the same.
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A MAIOR HUMILHAÇÃO de 2026!! O Japão acordou seus cidadãos à meia-noite pra celebrar o 4 de julho, Independência dos EUA, país que jogou 2 bombas atômicas no Japão!!
Os japoneses foram doutrinados pra achar isso normal!
After nearly a month, the US-backed, far-right electoral coup in Peru has succeeded. The daughter of the US-backed former fascist dictator, Fujimori, a convicted war criminal who committed genocide, has been installed in power.
The left-wing, pro-working class candidate, Roberto Sánchez Palomino, was winning when the votes were counted after the June 7 election, so the corrupt electoral authorities delayed the count and spent nearly a month cooking the books, overseeing some very extreme irregularities, especially with supposed votes from abroad that magically appeared and made Fujimori "win".
Keiko Fujimori ran for president multiple times, but always lost, because she is extremely unpopular in Peru. But Trump and Marco Rubio made sure she would be put in power this time, just as they blatantly meddled in recent elections to support right-wing candidates in Argentina, Colombia, Honduras, etc.
Keiko's father was the fascist dictator Alberto Fujimori, who, with US support, dissolved Congress, implemented mass privatizations, and committed genocide against indigenous peoples, sterilizing huge numbers of them without their consent (with funding from the US government).
The US-backed dictator was later formally convicted of corruption, bribery, kidnapping, murder, and crimes against humanity. His nepo baby daughter always defended his crimes, and the US empire just helped put her in power in an electoral coup.
🚨 EXCLUSIVO: o Intercept Brasil obteve mensagens, documentos e áudios que revelam como Flávio Bolsonaro negociou diretamente com o banqueiro Daniel Vorcaro um pagamento milionário para financiar “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro.
O dono do Banco Master pagou pelo menos 10 milhões de dólares para a produção do longa, segundo documentos analisados pela nossa reportagem.
Se você acredita na importância desse trabalho, apoie o jornalismo independente. Seu apoio ajuda novas investigações a chegarem ao público. O link está na bio.
🇮🇱🏴☠️ Os sionistas do regime israelense disseram que a foto da capa da revista @espressonline, tinha sido manipulado e que distorce a realidade.
Agora que o vídeo foi divulgado, sabemos que a realidade do regime sionista é ainda pior!
🇷🇺 Russian political strategist Pavel Dubravsky shared a meaningful graphic:
🇺🇸 In the photo of US Congress members, those funded by the pro-Israel lobbying group AIPAC are highlighted in red.
324 of the 435 members of Congress are controlled by Israel, and this is not a conspiracy theory.
Tem algo maravilhosamente desproporcional nessa história. Algo que já está se transformando numa espécie de mitologia histórica musical.
Enquanto plataformas acumulam catálogos infinitos, um simples homem passou 40 anos entrando em shows com um gravador de cassete no bolso. Apenas um só. Mais de 10 mil shows, dezenas de milhares de músicas, milhares de artistas: de R.E.M. a Björk, de The Cure a Nirvana.
O nome desta lenda viva é Aadam Jacobs. E, sem perceber, ele registrou coisas que ninguém mais registrou. Uma verdadeira “discoteca” de Alexandria.
Uma delas aconteceu em 8 de julho de 1989, num clube minúsculo chamado Dreamerz. Uma banda sobe ao palco e se apresenta sem cerimônia:
“Hello, we’re Nirvana. We’re from Seattle.”
Não há “nada demais” ali. Não há história ainda. Só som. Puro som. Desconhecido.
Kurt Cobain tinha 20 anos. Nevermind ainda não existia. Parece até que o mundo também não. Ele simplesmente profetizou o futuro.
Mas, o melhor de tudo, é que décadas depois, aquela fita foi limpa e colocada online, de graça.
Agora, aquela e todas as demais fitas vão sendo resgatadas uma a uma. Caixas e mais caixas. Gravadores antigos alinhados, rodando ao mesmo tempo. Gente espalhada, limpando áudio, organizando nomes, reconstruindo noites inteiras - às vezes perguntando aos próprios artistas o que tocaram.
Mas o processo é lento. Vai levar alguns anos para tudo ser descoberto. Nem o mais experiente dos paleontólogos imaginaria uma grandiosidade dessa.
Hoje, existem mais de 100 milhões de músicas disponíveis no Spotify e no Apple Music. Mas…o que Aadam Jacobs fez supera a tudo.
Não é a música pronta, é o instante em que ninguém ainda sabia.
"Me senti andando em Berlim nos anos 1930. Israel é o 4º Reich"
Jornalista Abby Martin relembra série de entrevistas que fez com israelenses em 2016 e afirma que sociedade israelense é "orgulhosamente fascista, racista e maníaco-genocida".
Operação política, PL do antissemitismo visa blindar Israel
Artigo de:
Adrián Pablo Fanjul;
Paulo Sérgio Pinheiro;
Paulo Borba Casella;
Milton Hatoum;
José Maurício Bustani;
Arlene Clemesha;
Carlos Augusto Calil
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou o projeto de lei 1.424/2026, que visa adotar, em território nacional, a "definição prática de antissemitismo", emitida pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).
A proposta, em seus artigos, reproduz textualmente os artigos iniciais da referida "definição prática" da Aliança, e assim demonstra sua origem, alinhada ao poderoso lobby pró-Israel.
Esse dispositivo foi amplamente questionado e refutado não apenas por diferentes entidades acadêmicas ao redor do mundo, mas pela Declaração de Jerusalém, uma iniciativa lançada em 2021 por intelectuais judeus, principais pesquisadores mundiais da história do Holocausto e do antissemitismo e estudiosos renomados dos direitos humanos. A declaração ressalta que a ênfase e o sentido geral da "definição prática" da IHRA recaem sobre a criminalização da crítica ao Estado de Israel.
O artigo 3º do referido projeto de lei determina a prevalência dos "exemplos" da "definição prática" da Aliança ao afirmar que "as políticas públicas nacionais devem ser orientadas pela lista não exaustiva de exemplos contemporâneos de antissemitismo na vida pública reconhecidos pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, para melhor interpretação da definição estabelecida". Ou seja, delega a uma instituição estrangeira (Aliança) a interpretação legal do que corresponderia a antissemitismo no país.
A Declaração de Jerusalém propõe uma definição mais sólida e abrangente ao afirmar que o "antissemitismo é a discriminação, preconceito, hostilidade ou violência contra judeus enquanto judeus (ou instituições judaicas apenas por serem judaicas)". E complementa lembrando que "a luta contra o antissemitismo é inseparável da luta geral contra toda forma de discriminação racial, étnica, cultural, religiosa e de gênero".
Ora, o Brasil já possui legislação (lei 7.716/1989, a Lei do Racismo) que tipifica, caracteriza e proíbe o crime de racismo, que engloba o antissemitismo. As especificidades e formas de expressão particular do antissemitismo não extrapolam a categoria de crime racial, e, principalmente, não podem ser confundidas com a crítica a um governo, regime político ou ideologia de Estado.
Outro aspecto problemático reside no artigo 2º do referido PL, que estipula que "manifestações de antissemitismo podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica". Trata-se de uma operação política, cujo objetivo é blindar o Estado de Israel, já que as críticas ao país poderão ser consideradas como críticas à "coletividade judaica" e, portanto, a todos os judeus.
O PL 1424/2026 incorre num segundo equívoco ao propor que o Brasil incorpore como lei nacional a interpretação que assume que o Estado de Israel seja um Estado que representa apenas os seus cidadãos judeus, ignorando o fato de que o país possui uma população de 18% de palestinos, oficialmente designados como "árabes-israelenses" e que, não sendo judeus, não fazem parte de uma "coletividade judaica" —seja qual for a sua definição.
A conscientização e o combate ao racismo, em todas as suas formas, incluindo o antissemitismo, a islamofobia, o ódio contra pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+, é um dever de todos. A "definição prática" da Aliança nada mais é que uma ferramenta capciosa de silenciamento do debate público e criminalização das posições críticas às políticas conduzidas pelo Estado de Israel.
-- --
Adrián Pablo Fanjul (Diretor da FFLCH-USP);
Paulo Sérgio Pinheiro (Ex-ministro de Direitos Humanos)
Paulo Borba Casella (Professor titular de direito internacional público da USP)
Milton Hatoum (Escritor)
José Maurício Bustani (Embaixador aposentado) Arlene Clemesha (Professora de história árabe e diretora do Centro de Estudos da Palestina, USP)
Carlos Augusto Calil (Professor aposentado da ECA-USP e ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo)
A guerra se tornou insuportável para a economia global. A reação à fala de Trump de destruir o Irã foi terrível e...ele recuou como antes. Hoje, Netanyahu atacou brutal e covardemente o Líbano para melar todo o acordo, já que não está nada disposto a permitir a paz (1/7).
Jesus não era asquenaze.
Jesus não era sefardita.
Jesus não era um Mizrahi.
Jesus não era um judeu talmúdico.
Jesus não era um sionista que matou gentios em nome da criação de um estado étnico judeu.
Jesus era da família de Davi, da antiga tribo de Judá. Na verdade, temos dois registros genealógicos dele: Mateus 1 e Lucas 3.
Você sabe quando perdemos todos os registros genealógicos dos antigos judeus? No ano 70 d.C. Quando a antiga Jerusalém foi destruída, como Jesus Cristo predisse.
Portanto, nenhum judeu hoje pode traçar sua linhagem, traçar sua tribo, provar que realmente é da tribo de Judá.
A maioria são gentios cujos ancestrais se converteram ao Judaísmo Talmúdico na Idade Média, a religião dos fariseus.
E para ser sincero: entre judeus asquenazes e palestinos, estudos genéticos mostraram, sem sombra de dúvida, que são os palestinos, junto com outras populações do Levante como os libaneses, que têm maior grau de continuidade genética com os antigos judeanos.
Portanto, não se enganem: Jesus não é judeu pelos padrões atuais e não tem nada a ver com o Estado moderno de Israel, uma criação de asquenazes seculares e sionistas cristãos sob seu feitiço.
Imagem: "A Sagrada Família", do artista cristão palestino Sliman Mansour (2013).
O FIM DA ERA DOS IMPÉRIOS. 🤴🏻⚰️
Análise geopolítica.
Ontem a Rússia deu um conselho para os europeus.
"Escutem o que o professor Jeffrey Sachs diz"
Sachs é professor de ciências políticas na universidade de Chicago, é talvez um dos mais renomados do mundo, totalmente pé no chão, suas falas são ouvidas com atenção em todos os lugares, menos na Europa e nos EUA porque essas regiões acreditam que dominam a narrativa e ninguém percebeu o que eles estão fazendo.
Eu sempre faço análises colocando os EUA como um império porque de fato são, herdaram a hegemonia dos britânicos e com a destruição da Europa na primeira e segunda guerras eles literalmente dominaram o continente que hoje vive na orbita dos interesses desse império.
Mas essa Aliança Ocidental que os EUA lideram chegou ao fim, por isso estamos vendo os países europeus recusarem a entrada na guerra contra o Irã.
A questão aqui é importante porque se a gente não colocar os EUA na sua caixinha imperial, nos vamos continuar achando que os problemas do Brasil são causados pelo Brasil, que não existe interferência externa, que não existe um império dominante ditando as regras e impedindo o desenvolvimento brasileiro assim como impede vários outros países.
Impérios funcionam concentrando poder, não compartilham e nações que se desenvolvem ganham soberania, costumam conflitar com os interesses desse império hegemônico.
O Brasil, a Rússia e a China hoje são os países que mais conflitam com esse império porque ele chegou no seu limite e esses países já estão em condições de questioná-lo.
A queda da Aliança Ocidental que está acontecendo nesse momento, a queda da hegemonia dos EUA no mundo, tudo isso tem ligação com a arrogância de um povo que se colocou como dono do mundo, roubou nações, destruiu a capacidade de desenvolvimento de povos em miséria para evitar que eles cobrassem mais pelo custo de extração de riquezas.
E principalmente, destruiu o ciclo do carbono e levou o planeta para uma espiral de aquecimento irreversível.
Estamos assistindo no século 21 a queda não só do império ianque como também do sistema imperialista que perdura há milênios com a queda e ascenção de novos poderes hegemonicos sempre tratando povos como fonte de riqueza e não como parceiros de uma civilização humana integrada que partilha o mesmo planeta.
O Mundo Multipolar ergue agora, e novamente reafirmo.
Não está emergindo porque a China está impondo ele, nem os BRICS, nem o Sul Global, está emergindo porque é a única solução para enfrentar a questão climática que é o legado do último império da Terra.
O Mundo Multipolar é a solução para que nações a muito paradas no tempo por causa do interesse dos EUA consigam se desenvolver e principalmente, se adaptar a nova realidade climática.
A questão climática não pode ser revertida, não dá pra corrigir o que foi feito em 300 anos de destruição pelos impérios europeus e acelerado pelo império ianque, mas com o fim da concentração de riqueza indo para a Aliança Ocidental, sobra capacidade para que os países possam achar meios adaptativos para enfrentar a tormenta que já chegou, já está entre nós.
Infelizmente a era dos impérios acaba mas deixa para o Mundo Multipolar uma terra arrasada.
E se depender dos EUA não terá nem terra arrasada porque pra eles é tudo deles ou de mais ninguém.
Há sim grandes chances de um conflito maior se não conseguirem conter a burrice da administração Trump, principalmente com relação a Israel.
E se os povos querem sobreviver às mudanças climáticas, precisam que os EUA percam toda sua hegemonia, o tempo urge.
Como provar que Israel não é uma colônia de povoamento, apesar da busca pela "Grande Israel"? – Texto de Joseph Massad para o Middle East Eye.
No início deste mês [agosto de 2025], o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu endossou abertamente o projeto do “Grande Israel”, dizendo à i24 News que está em uma “missão histórica e espiritual” de conquista territorial.
Essa visão maximalista se apoia no já existente Grande Israel e em seu controle colonial de povoamento sobre Jerusalém Oriental, as Colinas do Golã, a Cisjordânia e, agora novamente, Gaza — onde o governo espera em breve se restabelecer. Ela busca expandir o assentamento colonial judaico para abarcar toda a Palestina histórica, supostamente outrora o lar exclusivo dos antigos hebreus e prometida pelo Deus judaico ao “Povo Escolhido”, além de partes de países árabes vizinhos, incluindo Jordânia, Egito, Síria e Líbano.
O apoio a essa ideologia cresceu em meio ao genocídio em curso em Gaza, com imagens circulando online de soldados exibindo em seus uniformes um mapa desse novo e muito mais amplo Grande Israel.
Por sua vez, o governo israelense avança rapidamente para consolidar sua soberania sobre todas as terras. Neste mês, anunciou aprovações sucessivas tanto de um plano para tomar a Cidade de Gaza quanto do projeto de assentamento E1 na Cisjordânia — uma medida que cortaria o acesso palestino a Jerusalém Oriental e deslocaria beduínos da região, e que altos funcionários declararam ter como objetivo “enterrar de vez a ideia de um Estado palestino”.
Ainda assim, mesmo enquanto Israel ostenta descaradamente seu expansionismo violento, incluindo assassinatos em massa e a fome imposta a uma população inteira, seus defensores passaram à ofensiva, insistindo que suas ações desde outubro de 2023 são de “autodefesa”, e não a culminação de décadas de colonialismo de povoamento explícito e apartheid.
Como de costume, organizações pró-Israel lançaram uma grande campanha de propaganda para inverter a realidade, retratando os israelenses não apenas como vítimas dos palestinos, mas como o povo “indígena” que estaria retomando essa antiga “terra judaica” de supostos “colonizadores” palestinos.
Para que essa narrativa funcione, foi necessário apagar as bases coloniais do sionismo — o próprio fundamento da opressão incessante de Israel contra os palestinos.
Inicialmente, o movimento sionista e o regime israelense emergente descreviam seus esforços como “coloniais” e de “colonização” — chegando a nomear instituições como o “Jewish Colonial Trust” e a “Palestine Jewish Colonization Association” — antes de se distanciarem desses termos quando “colonização” passou a ser associada ao imperialismo e à agressividade.
A partir da década de 1930, mudaram a linguagem, abandonando a palavra enquanto perseguiam sua lógica de forma cada vez mais implacável.
Embora essa ofensiva ideológica anteceda em muito o genocídio atual, seus proponentes a intensificaram para justificar o massacre contínuo em Gaza.
No ano passado, por exemplo, o American Jewish Committee publicou um documento intitulado “Respondendo a alegações falsas sobre Israel”, que buscava explicar por que o termo colonialismo de povoamento não descreveria o que o movimento sionista e Israel infligiram ao povo palestino.
O texto afirma que colonialismo de povoamento “refere-se a uma tentativa de uma potência imperial de substituir a população nativa de uma terra por uma nova sociedade de colonos”.
“Ele não pode descrever uma realidade em que um grupo nacional, agindo em seu próprio nome e não a mando de uma potência externa, retorna à sua pátria histórica para alcançar a autodeterminação, ao mesmo tempo em que apoia a criação de um Estado-nação para outro grupo nacional, lado a lado com a criação de seu próprio Estado.”
Examinemos brevemente os dois principais pontos dessa argumentação.
Projetos coloniais de povoamento europeus frequentemente invocaram a noção de “retorno” a “terras antigas”. Os franceses alegaram estar “retornando” às terras do Império Romano, do qual se consideravam herdeiros, ao conquistarem a Argélia — insistindo que os árabes argelinos eram os verdadeiros colonizadores. Os italianos, de modo semelhante, afirmaram estar “retornando” a terras romanas antigas ao conquistarem a Líbia, enquadrando sua colonização como mera recuperação e restauração de parte de sua pátria ancestral.
Até mesmo os nazistas alemães justificaram a conquista da Europa Oriental e da Rússia europeia como um “retorno”. Esses territórios, insistiam, não eram estrangeiros aos alemães, mas terras às quais o Volk estava “retornando”. Adolf Hitler foi explícito ao afirmar: “Meus objetivos não são imoderados; basicamente, são todas áreas onde alemães estiveram previamente assentados. O Volk alemão deve crescer dentro desse território.”
Os nazistas também buscaram “retornar” aos territórios do Primeiro Reich, ou do Sacro Império Romano-Germânico, que incluíam, entre outros, Rússia, Polônia, Ucrânia, Bielorrússia e os Estados Bálticos.
A alegação sionista de que a colonização da Palestina foi apenas o “retorno” de judeus europeus à sua “pátria antiga” se encaixa perfeitamente nessa história europeia de colonialismo de povoamento.
A alegação relacionada de que colonos de povoamento não apoiam “a criação de um Estado-nação para outro grupo nacional ao lado da criação de seu próprio Estado” também é insustentável.
O regime branco sul-africano fez exatamente isso ao criar dez “pátrias” bantustões “independentes” para a maioria negra indígena, desnacionalizando-a enquanto preservava a supremacia branca. Criou também bantustões para a população indígena da Namíbia, a fim de manter a supremacia branca durante a ocupação sul-africana daquele país.
Como franceses, italianos e alemães, os sionistas alegaram que eram os palestinos indígenas os verdadeiros colonizadores da “pátria antiga” dos judeus europeus, retratando-os como descendentes dos árabes muçulmanos que conquistaram a Síria e a Palestina no século VII.
Mas a conquista árabe não foi um colonialismo de povoamento; foi missionária e territorialmente expansionista.
A maioria dos povos indígenas da Síria e da Palestina, governados pelo Império Bizantino e posteriormente conquistados pelos árabes muçulmanos, permaneceu majoritária após a conquista, incluindo os cristãos sírios nativos de língua árabe, como os gassânidas.
Foram necessários cerca de cinco séculos — na Palestina e na Grande Síria, e ainda mais no Egito — para que a maioria se convertesse ao Islã, embora a arabização e a adoção da língua árabe tenham ocorrido muito antes, inclusive entre as igrejas cristãs nativas.
Pouquíssimos árabes se mudaram para os territórios conquistados, e os poucos milhares que o fizeram se estabeleceram principalmente nas cidades.
Quando das Cruzadas — os primeiros verdadeiros sionistas — que conquistaram a Palestina no século XI, a maioria de seus habitantes era composta por cristãos indígenas de língua árabe, com uma minoria de muçulmanos indígenas também de língua árabe.
Ainda em 1919, até mesmo David Ben-Gurion e Yitzhak Ben-Zvi, os pais fundadores da colônia judaica de povoamento, argumentavam em um livro escrito em coautoria que a maioria dos palestinos indígenas era, na verdade, descendente dos antigos hebreus que haviam se convertido primeiro ao cristianismo e depois ao Islã.
Confundindo arabidade com uma categoria racial, e não linguística e cultural, as potências coloniais europeias racializadas buscaram dividir os árabes. Alegavam que egípcios, iraquianos, norte-africanos, maronitas e outros não eram verdadeiramente árabes, mas apenas povos conquistados e arabizados. O nacionalismo árabe, porém, sempre sustentou que árabes são simplesmente aqueles cuja língua materna é o árabe, jamais afirmando que a arabidade seja uma raça ou etnia.
Outro argumento sionista comum é que a Grã-Bretanha não teria sido a “metrópole” dos colonos sionistas, já que a maioria não era cidadã britânica, mas vinha de outros países europeus. Essa alegação é igualmente falha.
A colonização de povoamento da Palestina foi, de fato, típica de outros projetos europeus. O patrocínio britânico à colonização sionista — que incluiu judeus de toda a Europa, além de britânicos — não foi único. A Grã-Bretanha já havia patrocinado a colonização da Irlanda por britânicos, alemães e huguenotes franceses, embora a maioria dos colonos fosse escocesa e inglesa.
Os holandeses colonizaram o sul da África com holandeses e huguenotes franceses, embora os holandeses predominassem. Os franceses colonizaram o Norte da África principalmente com seus próprios cidadãos, mas também trouxeram espanhóis, italianos, suíços, malteses e russos.
O mesmo padrão ocorreu na colonização de povoamento czarista da Rússia em territórios otomanos conquistados por Catarina, a Grande, no final do século XVIII, atraindo judeus poloneses, búlgaros, italianos, alemães, gregos, romenos e muitos outros convidados a participar da colonização.
Mais de um século depois, em 1897, a colônia russa de Odessa ainda tinha uma população majoritariamente composta por judeus, gregos, ucranianos, poloneses e alemães, com russos representando menos de 49%.
À luz desses precedentes, o patrocínio britânico aos colonos sionistas — alguns dos quais britânicos — não foi excepcional, mas apenas um exemplo particularmente exacerbado de uma prática europeia conhecida.
Há ainda aqueles que se julgam sutis ao afirmar que o sionismo seria mais complexo do que outros movimentos coloniais de povoamento, por buscar “autodeterminação” e “libertação nacional” para os judeus — objetivos geralmente associados a povos colonizados —, mas alcançá-los por meio do colonialismo de povoamento na Palestina. Isso também é puro disparate.
Colonizadores brancos na América do Norte também lutaram por independência, “autodeterminação” e “libertação nacional” do domínio britânico.
Colonizadores espanhóis na América Latina fizeram o mesmo em relação à Espanha. Os bôeres holandeses da África do Sul travaram guerras contra os colonizadores britânicos para alcançar uma “autodeterminação” colonial de povoamento, assim como alguns sionistas se voltaram contra a Grã-Bretanha após 1945 para garantir uma “independência” colonial de povoamento.
Colonizadores franceses na Argélia chegaram a tentar um golpe contra a França para manter sua colônia, assim como outros colonos ao redor do mundo, incluindo os brancos da Rodésia.
Não há nada na busca sionista por um Estado colonial de povoamento que a diferencie desses casos.
O ponto mais importante para o público cristão europeu e americano é a alegação sionista de “indigeneidade” na Palestina, baseada em narrativas bíblicas e, mais recentemente, em supostos vínculos “genéticos”. Essas alegadas “ligações históricas e bíblicas com a terra” formam o núcleo da reivindicação sionista sobre a pátria dos palestinos e incluem a afirmação central de que “o povo judeu” viveu na Palestina há dois milênios e era seu único habitante.
Mas há dois milênios, alguns habitantes da Palestina eram hebreus — não “o povo judeu”, um conceito cunhado muito mais tarde — e os hebreus nunca viveram ali sozinhos.
De fato, a própria Bíblia, no Livro de Josué, descreve como os hebreus não eram nativos da Palestina, mas conquistaram a terra de Canaã dos cananeus e a ocuparam, alegando que seu Deus a havia “prometido” a eles. Até mesmo Abraão, com quem o Deus dos hebreus fez sua aliança, veio de Ur, no atual Iraque.
A ficção maior, contudo, é a ideia de que os judeus modernos seriam direta e exclusivamente descendentes dos antigos hebreus.
Essa noção foi consolidada pela teologia cristã, enraizada na histórica inimizade da Igreja Católica em relação aos judeus europeus, ligados aos antigos hebreus como os “assassinos de Cristo”, e reforçada pela Reforma Protestante, com suas ambições milenaristas de expulsar os judeus da Europa para a Palestina, o que, segundo os protestantes, apressaria a Segunda Vinda de Jesus Cristo. Cristãos europeus passaram a identificar os judeus como uma “nação” estrangeira apenas no final do século XVIII.
O fato de muitos judeus religiosos terem acreditado historicamente que vieram da Palestina equivale a muçulmanos indianos, chineses, indonésios, nigerianos ou malaios afirmarem que vieram da Arábia apenas porque ali nasceu sua fé.
Seria como alegar um “direito indiscutível” a Meca e à Arábia, e uma “presença ininterrupta” ali, porque alguns peregrinos anuais se estabeleceram nesses locais ao longo dos séculos, e porque alguns imigrantes árabes muçulmanos se mudaram para essas regiões da Ásia ou da África no mesmo período.
Os sionistas rejeitam essas analogias, insistindo que o judaísmo nunca foi uma religião missionária. Isso é falso. Pesquisas acadêmicas demonstram de forma incontestável que o judaísmo fez proselitismo ativo, com conversões em massa ocorrendo pelo menos até o século IX.
Mesmo que se aceitasse alguma “conexão” histórica entre judeus europeus e a Palestina — e mesmo que se presumisse que não fossem descendentes de convertidos —, transformar essa conexão em um “direito” de colonizar a Palestina não possui qualquer fundamento moral, muito menos legal.
Americanos brancos, australianos, neozelandeses e sul-africanos mantêm conexões ancestrais factuais com a Europa, mas isso não lhes dá o direito de recolonizá-la. Tampouco o domínio passado do Império Romano sobre a Grã-Bretanha autoriza italianos modernos a reivindicá-la hoje.
A apropriação sionista da história dos hebreus palestinos como ancestrais dos judeus europeus foi projetada para separar os palestinos de sua herança hebraica.
Enquanto egípcios, jordanianos, libaneses e iraquianos podem narrar sem controvérsia uma história nacional que remonta aos faraós, nabateus, fenícios e babilônios, os palestinos não podem reivindicar qualquer continuidade histórica nacional com o passado da Palestina, pois uma população colonizadora judaica europeia decidiu apropriar-se desse passado como seu e excluir dele os palestinos indígenas.
Assim, embora os palestinos possam reivindicar os cananeus como seus ancestrais de forma controversa, aos olhos dos sionistas lhes é vedado reivindicar também os antigos hebreus palestinos como ancestrais.
O sionismo sempre se baseou em argumentos frágeis, incapazes de resistir ao escrutínio dos colonizados. Os palestinos os desmontam há mais de um século e um quarto, mas sua razoabilidade jamais sensibilizou os patrocinadores imperialistas de Israel.
O que torna a retórica fraudulenta do sionismo persuasiva é o compromisso cristão europeu com mitos bíblicos reformulados e critérios racialistas — a mesma lógica que justificou não apenas o colonialismo de povoamento sionista, mas também a conquista europeia das Américas, a escravização de africanos e a contínua dominação ocidental do globo.
Não há um único argumento apresentado pelo sionismo que o diferencie dos demais colonizadores europeus.
É por isso que a adoção do “Grande Israel” por Israel hoje não representa uma ruptura com essa história, mas sua apoteose: a fase mais descarada até agora de um projeto colonial de povoamento que há muito se esconde atrás das ficções do retorno, da falsa indigeneidade e da promessa divina.
Fonte: MASSAD, Joseph. How to prove Israel is not a settler colony even as it pursues 'Greater Israel'. Middle East Eye, 31 ago. 2025.