Eu cansei de dizer: anistia e impeachment de Alexandre de Moraes pacificam o pais.
Hoje preciso dizer que a pacificação exige anistia e prisão de Alexandre de Moraes.
Essa conta só aumenta com a escalada da crise no STF. Vamos pacificar o país enquanto ainda podemos.
São tantos escândalos que mais um passa quase despercebido: o Comitê Gestor da Reforma Tributária (CGIBS) vai custar R$ 2,7 bilhões.
É mais do que o Brasil gasta, em um ano inteiro, com produção, avaliação, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos para toda a educação básica.
R$ 2,7 bilhões — para criar mais uma estrutura burocrática. E depois dizem que não há onde cortar gastos.
Não podemos esquecer de Filipe Martins: o homem preso por uma viagem que não fez — e que, mesmo se tivesse feito, não configuraria crime algum.
Filipe Martins não é um caso isolado. É o símbolo mais nítido do regime de exceção que Alexandre de Moraes instalou no Brasil: prender primeiro, provar depois — e, quando a prova falha, seguir em frente como se nada tivesse acontecido.
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Uma conversa honesta com o povo brasileiro e um alerta duro para os suspeitos de sempre
Não é fácil escrever um texto desse tipo — dá a impressão de que sou um oráculo e que apenas eu enxergo a verdade. Por isso, começo dizendo o óbvio: este texto apenas organiza, em palavras e parágrafos estruturados, o que muitos analistas de mercado já sabem com razoável grau de precisão. Seu único mérito é deixar claras as consequências econômicas de uma reeleição de Lula.
Tecnicamente, uma relação dívida/PIB elevada não é, por si só, motivo para alarde. É evidente que um endividamento elevado cria fragilidades e expõe o país a riscos maiores — sobretudo aos chamados riscos de cauda, que a literatura batiza de "cisnes negros". Mas, na maior parte do tempo, se for possível rolar a dívida a taxas baixas, o problema do endividamento se reduz bastante.
Infelizmente, não é o caso do Brasil. Atualmente, a dívida bruta brasileira está em 81,9% do PIB — patamar elevado para um país com o nosso nível de renda. Para dar uma ideia da trajetória: em dezembro de 2022, esse valor era de 71,7%. Ou seja, em três anos e meio, a dívida pública brasileira cresceu incríveis 10,2 pontos percentuais do PIB. E não bastasse o nível já elevado, o custo de rolagem dessa dívida está em patamares insustentáveis. Basta dizer que, em junho deste ano, o déficit nominal do setor público acumulado em 12 meses chegou a R$ 1,3 trilhão — 10% do PIB, valor superior ao registrado durante a pandemia de Covid-19.
Em termos técnicos, um país com o endividamento atual do Brasil e um custo de rolagem que em alguns casos chega a IPCA +8,3% é economicamente inviável. Essa taxa de juros implica um custo de rolagem capaz de dobrar o tamanho da dívida em menos de seis anos — algo insustentável dado o volume já acumulado. Tanto o endividamento em relação ao PIB quanto o custo de rolagem estão em níveis críticos, e esse custo drena recursos que poderiam financiar o crescimento do setor privado, direcionando-os para títulos do Tesouro. Além disso, o Estado passa a competir cada vez mais por recursos com o setor privado, encarecendo o custo de produção no Brasil — o efeito conhecido na literatura como crowding-out: à medida que o gasto do governo aumenta, o gasto do setor privado encolhe. Some-se a isso o aumento da carga tributária necessário para sustentar a expansão dos gastos públicos, e teremos uma situação extremamente difícil para o setor privado da economia.
O endividamento elevado, o aumento dos gastos e o custo de rolagem da dívida pública retiram recursos do setor privado e os transferem ao setor público, com efeitos negativos diretos sobre produtividade, emprego e renda da sociedade. Nada disso é novidade para quem acompanha temas econômicos. Vamos então avançar um passo: é justamente por causa dessa situação fiscal delicada que a eleição do próximo presidente é decisiva para o que vai acontecer em 2028.
Note-se que o destino de 2027 já está dado: haverá redução da atividade econômica, pouco importa quem seja o próximo presidente. A dúvida real é o tamanho dessa retração e o que vem depois, em 2028. Vejamos dois cenários possíveis.
Primeiro cenário: elegemos um candidato comprometido com o ajuste das contas públicas. Dado o tamanho do desarranjo fiscal, esse ajuste provocará redução da atividade econômica em 2027. Mas, se as medidas forem tomadas na direção correta, a trajetória da dívida/PIB se corrige, e a partir do segundo semestre de 2028 começa um processo de recuperação econômica. Uma equipe econômica experiente é capaz de colocar a casa em ordem em cerca de um ano e meio. Não é fácil, e não vamos virar a Suíça — mas é perfeitamente possível com técnica, experiência e credibilidade. Em paralelo, um amplo processo de desburocratização, desregulamentação, privatizações, abertura econômica e outras medidas pró-mercado tem potencial de destravar um crescimento relevante, reduzindo os custos do ajuste e liberando recursos para que o setor privado retome seu papel central no aumento da produtividade, na geração de empregos e no crescimento da renda. Combinadas, essas medidas fiscais e pró-mercado têm potencial de reduzir a taxa de juros estrutural, ancorar expectativas, reduzir o custo-país, reduzir o risco-Brasil, reduzir a inflação e elevar investimento, emprego e renda.
Segundo cenário: elegemos um candidato não comprometido com o ajuste fiscal, que apenas empurra com a barriga o problema das contas públicas e da baixa produtividade da economia brasileira. Nesse caso, ocorre um processo acelerado de desancoragem das expectativas, aumento do risco-Brasil e pressão simultânea sobre juros e inflação. Esse processo não se reverte nem com corte de juros pelo Banco Central — justamente por causa do nosso endividamento elevado e da fragilidade fiscal. Mesmo que o BC reduza a Selic, o Tesouro acaba pressionado a pagar juros mais altos em seus títulos, o que piora ainda mais a situação fiscal e retroalimenta um círculo vicioso: contas públicas piores, risco-país maior, inflação elevada e juros cada vez mais altos para rolar a dívida.
E aqui deixo meu alerta para os suspeitos de sempre: muitos de vocês apostam justamente no segundo cenário, na expectativa de embolsar taxas de IPCA +10%, +11% ou +12%. Prestem atenção no que vou dizer: um governo eleito nesse segundo cenário não terá problema algum em aprovar controle de capitais e um "haircut" na dívida. Sim, meus amigos — esse termo já rondou a Casa Civil em 2015, quando alguns "craques" sugeriam exatamente isso: um haircut na dívida, ou, em palavras simples, um calote em parte dela.
Entendo o raciocínio de vocês, mas falta um segundo passo na análise. Vocês acreditam que um governo sem compromisso fiscal vai pagar juros elevados para rolar a dívida e que vocês vão embolsar um bom dinheiro com isso. Essa leitura está correta — para o primeiro momento. Mas, no momento seguinte, quando a situação ficar insustentável, vocês realmente acreditam que vão receber tudo o que lhes é devido? Não se iludam: um governo sem compromisso fiscal não tem dificuldade nenhuma em dar o calote nos detentores de títulos — especialmente nos que têm os valores mais altos.
Fica registrado o alerta: eleger Lula joga o Brasil no segundo cenário. E a você, que carinhosamente chamo de "suspeito de sempre" — que vive vazando informações para a imprensa dizendo que um eventual governo Lula 4 teria responsabilidade fiscal —, fica o recado: você vai levar um calote nos seus investimentos. E não adianta dizer que isso é péssimo para o Brasil — eu concordo com você. O problema é que você votou e fez campanha justamente por um grupo que não tem problema algum em impor controle de capitais e um haircut. Aposto que agora bateu o medo, certo? Que este alerta sirva para abrir seus olhos. Vamos trabalhar para eleger um presidente que compreenda que a consolidação fiscal e as reformas pró-mercado são essenciais para todo o povo brasileiro — especialmente para os mais vulneráveis, que são as maiores vítimas do desemprego e dos processos inflacionários.
Um ministro da Fazenda experiente saberia o que fazer para acalmar o mercado.
Um secretário do Tesouro experiente saberia o que fazer.
Para o azar do Brasil nenhum dos dois está presente.
Mais uma bomba fiscal de Lula para o próximo governo
Em silêncio, longe dos holofotes da imprensa, mais uma bomba fiscal vai sendo preparada pelo governo Lula para explodir no colo do próximo presidente da República. Não me refiro aos mais de R$ 400 bilhões em expansão de despesas ocorridos desde 2023. Tampouco aos mais de R$ 100 bilhões do pacote eleitoral em discussão. Também não estou falando dos custos bilionários contratados para a conta de energia elétrica em decorrência dos erros de condução do setor elétrico. Existe uma bomba menos visível, mas potencialmente relevante para as contas públicas de 2027: os efeitos fiscais da nova tributação sobre dividendos.
Para entender o problema, é preciso lembrar que, em 2027, os contribuintes realizarão o ajuste anual do Imposto de Renda referente aos rendimentos recebidos em 2026. E é justamente aí que surge uma distorção criada pela nova legislação.
Pelas regras aprovadas pelo governo, quando uma mesma empresa distribui mais de R$ 50 mil em dividendos para uma mesma pessoa física em determinado mês, ocorre retenção de 10% de Imposto de Renda na fonte sobre o valor total distribuído. Não sobre o excedente a R$ 50 mil, mas sobre todo o montante.
Considere um exemplo simples. Se uma empresa distribuir R$ 51 mil em dividendos para seu sócio, uma regra convencional de tributação aplicaria os 10% apenas sobre os R$ 1 mil que excederam o limite, resultando em imposto de R$ 100. Entretanto, a legislação aprovada determina a incidência de 10% sobre os R$ 51 mil integrais, produzindo uma retenção de R$ 5.100.
Essa não é uma conta pequena, no exemplo acima, uma pessoa que recebe R$ 60 mil de dividendos deveria pagar R$ 1 mil de imposto sobre dividendos na fonte, mas irá pagar R$ 6 mil. A diferença de R$ 5 mil entre o que pagou e o que deveria pagar poderá ser restituída pelo próximo governo em 2027. Novamente, o governo atual recebe o dinheiro agora e melhora as contas públicas de maneira artificial. E a conta é paga pelo próximo governo, prejudicando as contas públicas em 2027.
É verdade que essa retenção funciona como antecipação do imposto devido e será considerada no ajuste anual. Contudo, justamente por isso surge o problema fiscal. Em muitos casos, a retenção efetuada ao longo de 2026 poderá superar o imposto efetivamente devido após o cálculo definitivo realizado em 2027, gerando créditos e restituições aos contribuintes.
O resultado é um mecanismo que reforça artificialmente a arrecadação de 2026, melhorando temporariamente os indicadores fiscais do governo atual, ao mesmo tempo em que transfere parte do custo para o exercício seguinte, quando ocorrerem compensações e restituições no ajuste anual.
Não se trata apenas de um debate tributário. Trata-se também de transparência fiscal. Quando receitas extraordinárias ou antecipadas são contabilizadas hoje, enquanto os desembolsos correspondentes aparecem apenas amanhã, cria-se uma aparência de melhora das contas públicas que não necessariamente reflete sua situação estrutural.
Mais uma vez, o governo colhe os benefícios políticos imediatos, enquanto parcela relevante da conta poderá ser transferida para quem assumir a responsabilidade de governar o país a partir de 2027. Essa é mais uma bomba fiscal deixada pelo governo Lula para o próximo governo.
Crescer Já: uma agenda responsável para destravar o Brasil
O Brasil não precisa reinventar a roda para crescer. Precisa remover os obstáculos que impedem sua própria economia de avançar.
Em um texto anterior, destaquei a importância de expandirmos a oferta agregada como base de uma política econômica moderna. Isso significa adotar uma agenda clara: responsabilidade fiscal, estabilidade monetária e um ambiente favorável ao investimento privado. Sem esses pilares, não há crescimento sustentável — apenas ciclos curtos e instáveis.
Mas há algo ainda mais imediato que pode ser feito: retirar as restrições burocráticas que travam a produção e sufocam a competição.
Esse é o caminho mais rápido, mais responsável e mais eficaz para estimular crescimento econômico sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Competição é crescimento
Entre as medidas pró-mercado mais urgentes estão a melhoria dos marcos legais, o fortalecimento da segurança jurídica e a ampliação da competição entre empresas.
Mais competição significa mais inovação, preços menores e melhores serviços para a população. Significa também maior produtividade — o verdadeiro motor do crescimento sustentável.
Não se trata de teoria abstrata. A literatura econômica mostra de forma consistente que remover barreiras artificiais à concorrência aumenta a produtividade total dos fatores e gera crescimento econômico já no curto prazo. Essa é uma lição bem documentada por estudos internacionais e experiências bem-sucedidas ao redor do mundo*.
Em termos simples: quando se permite competir, a economia cresce.
Crescimento sem irresponsabilidade fiscal
Há um equívoco recorrente no debate econômico brasileiro: a ideia de que crescer exige gastar mais. Não exige.
Medidas como desburocratização, digitalização de serviços e eliminação de exigências redundantes têm alto impacto econômico e baixo custo fiscal. São reformas que estimulam o investimento privado e aumentam a eficiência do Estado sem pressionar o orçamento público.
Isso é essencial em um país que precisa crescer sem abandonar a responsabilidade fiscal.
Uma política econômica séria exige coordenação entre política fiscal responsável e política monetária comprometida com a estabilidade da moeda. Esse compromisso com previsibilidade e disciplina é o que sustenta a confiança dos investidores e protege o poder de compra da população.
Um caminho politicamente viável
Outro aspecto muitas vezes ignorado é a viabilidade política dessas medidas.
Grandes reformas estruturais são necessárias, mas costumam exigir longos debates e enfrentam resistências naturais. Já a remoção de barreiras à competição costuma gerar benefícios rápidos e visíveis — para empresas, trabalhadores e consumidores.
É verdade que sempre haverá grupos que resistem à competição. Mas, no fim, a sociedade tende a apoiar políticas que ampliem escolhas, reduzam preços dos produtos e aumentem oportunidades.
Essa é uma agenda que beneficia o cidadão comum — e não interesses protegidos.
Responsabilidade hoje, prosperidade amanhã
Um país cresce quando cria condições para que pessoas e empresas produzam, inovem e invistam.
Um governo comprometido com o futuro precisa ter uma visão de longo prazo nas reformas macroeconômicas, mas também agir com pragmatismo no presente, removendo barreiras que travam o crescimento.
Ao priorizar a eliminação de entraves burocráticos e o fortalecimento da competição, o Brasil pode gerar crescimento econômico, emprego e renda já no curto prazo — enquanto constrói bases sólidas para um futuro mais próspero.
O Brasil não precisa de mais promessas — precisa remover os obstáculos que impedem quem a competição.
*: “Great Depressions of the Twentieth Century”. Timothy J. Kehoe and Edward C. Prescott. Volume Editors. Research Department: Federal Reserve Bank of Minneapolis, (2007).
“Barriers to Riches”. Stephen L. Parente and Edward C. Prescott, Cambridge, MA, MIT Press, (2000).
Qual a solução do manual para a situação, fez a limpeza dos jatos 2X e depois fez a limpeza das cabeças, mas continua informando que é necessário limpeza.
Registro para a posteridade
O ano de 2025 tende a ser lembrado como um marco singular. Em editoriais recentes, Estadão, Folha e O Globo reconheceram que os julgamentos envolvendo Jair Bolsonaro e os réus do 8 de janeiro ultrapassaram limites constitucionais essenciais. Apesar disso, parte do debate público tratou tais violações como toleráveis — porque atingiam adversários políticos. Ao mesmo tempo, os próprios editoriais advertiram que, uma vez finalizados tais processos, os poderes deveriam retornar a normalidade.
A experiência histórica é clara: poderes que se acostumam a ignorar a lei raramente retornam espontaneamente aos seus limites. A tentação do “caso especial” abre a porta para um padrão. A inquietação de hoje nasce exatamente da percepção de que esse padrão ganhou vida própria.
Democracias maduras não se constroem sobre exceções reiteradas, mas sobre previsibilidade jurídica, freios institucionais e respeito a garantias que protegem todos — aliados e opositores. A Constituição não é uma ferramenta tática; é um pacto civilizatório. Sempre que a tratamos como instrumento circunstancial, minamos a confiança social e enfraquecemos o próprio Estado de Direito.
Há, também, um compromisso silencioso que cada geração assume com a seguinte: entregar um país mais livre, mais justo e mais fiel às suas regras do que aquele que recebeu. Quando abrimos brechas por conveniência política, quebramos esse pacto e empurramos para o futuro os custos de um presente impaciente. Lideranças responsáveis — como tantas vezes lembrou Ronald Reagan — compreendem que a liberdade não é herdada automaticamente: precisa ser defendida, protegida e transmitida.
É nesse contexto que a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro deve ser debatida com serenidade. A anistia não é esquecimento, tampouco indulgência automática. Trata-se de um instrumento constitucional de reconciliação e pacificação nacional, utilizado em diversos momentos da história — no Brasil e no mundo — para impedir que crises políticas se cristalizem em feridas permanentes.
Quando bem concebida, a anistia cumpre três funções essenciais:
1.restabelece a normalidade institucional, encerrando ciclos de excepcionalidade;
2.reduz a litigiosidade e a polarização, devolvendo previsibilidade às relações entre Estado e sociedade;
3.reafirma a centralidade das regras, sinalizando que a Constituição volta a ocupar o lugar que lhe pertence.
Nada disso dispensa a lei. Ao contrário: exige que a lei seja aplicada com proporcionalidade, que eventuais abusos institucionais sejam reconhecidos e que se rejeite a ideia de punição como instrumento político. A reconciliação e pacificação verdadeiras nasce quando a Justiça se mostra firme — mas também imparcial e limitada por regras conhecidas.
Defender o Estado de Direito não significa proteger pessoas; significa proteger princípios. E quando os princípios prevalecem, as instituições se fortalecem, a economia ganha confiança, e o país honra sua responsabilidade com as próximas gerações. Esse é o legado que devemos registrar — e preservar.
Espero que em 2026 o @Estadao a @folha e @OGlobo_Rio compreendam que não podem apontar que um processo é inconstitucional e ao mesmo tempo defender sua legalidade.
Há muitos jornalistas bons de apuração no Brasil. O problema não é baixa qualidade, mas conveniência de momento. Alguém autorizou as novas denúncias contra Moraes. Resta saber com qual objetivo.
Minha memória é ruim, mas eu não esqueci de todos os que se recusaram a falar da Vaza Toga e fizeram ataques baixos contra nós por causa dos Twitter Files Brazil. Vocês são cúmplices. Sua reação de espanto diante das últimas revelações sobre o Banco Master é pura hipocrisia. Será que só estão chateados por não conseguirem a sua fatia? 🍰
Quem diz que só agora há motivos para impeachment, ou até para a prisão de Moraes, desrespeita anos de trabalho dos poucos jornalistas que se recusaram a ajoelhar diante do regime. Desrespeita os milhões de censurados e presos. Desrespeita a morte de Clesão.
Que caia o ditador, mas se ele não puxar vocês junto, deixa que eu ajudo. 👍
Eu acuso: o Caso de Filipe Martins. Carta aberta ao Presidente do STF
Eu acuso, portanto, não apenas as decisões isoladas, mas o método e a cultura jurídica e institucional que se consolidaram, em que decisões monocráticas se sobrepõem à participação do Ministério Público, o contraditório é relativizado e a imprensa fica impedida de cumprir seu papel de informar, questionar e constranger o exercício do poder.
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A inveja é a homenagem que a mediocridade empresta ao talento.
Uma brasileira de 29 anos se tornou a bilionária self-made mais jovem do mundo. Filha de professora e engenheiro. Classe média. Bolshoi — cigarro aceso na coxa para testar resistência, cacos de vidro nas sapatilhas. Ela aguentou. Medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia. Bronze em matemática. MIT — aceita 4% dos candidatos do mundo inteiro. Ela entrou.
Bridgewater — o maior hedge fund do planeta, Ray Dalio, processo seletivo que humilha gente brilhante. Citadel — Ken Griffin, uma das gestoras mais brutais que existem. Ela passou em todas.
Aos 23, funda uma empresa. Aos 29, essa empresa vale 11 bilhões de dólares. A reação do Brasil? Linchamento. O número que encerra o debate: 100 milhões de brasileiros passaram dos 18 aos 29 anos nos últimos 25 anos. Quantos viraram bilionários self-made antes dos 30? Três. Um em 33 milhões.
E querem explicar por “privilégio de classe média”? Isso é burrice. A pergunta que não fizeram: os três — Luana, Franceschi, Saverin — construíram suas empresas nos EUA. Quantos conseguiram no Brasil? Zero. Na história. Por quê? Essa seria a pergunta de um jornalista de verdade. O problema filosófico: 62% dos brasileiros invejam o rico. Nos EUA, 28%.
Lá, o sucesso inspira. Aqui, o sucesso ofende. Em vez de olhar para a Luana e perguntar “como posso fazer o mesmo?”, o brasileiro pergunta “por que ela e não eu?” — e conclui que o jogo é injusto. É mais fácil negar o mérito do que aceitar que alguém se esforçou mais, arriscou mais, e executou melhor.
A inveja é a homenagem que a mediocridade presta ao talento. E o Brasil está prestando muita homenagem. A imprensa que temos: não são jornalistas, são pregadores.
Comentam o que não entendem. Julgam o que não viveram. Condenam o que não conseguem.
Não dá para tratar como normal a conduta de ministros do STF que adotam padrão de vida milionário e ostentam proximidade com investigados ou processados por crimes graves. É urgente apurar estes e outros fatos, até para preservar a própria Justiça. https://t.co/Q4gCbJZ0kj