"Acredito que existe algo em nós que é dado por Deus: a capacidade de sobreviver às tragédias pessoais, a vontade de continuar quando tudo desmorona, o desejo de vencer quando todos já nos tratam como derrotados."
Esta estátua está localizada na cidade de Zaragoza, Espanha, e é chamada de "A Mulher que Não Faz Nada", como uma crítica à falta de reconhecimento do trabalho doméstico. Chamá-la assim é, na verdade, revelar o quanto o mundo ainda não aprendeu a enxergar o essencial. Porque o trabalho doméstico não faz barulho, mas ele sustenta o barulho dos outros. Não aparece, mas permite que tudo apareça. Não é celebrado, mas é o que torna possível qualquer celebração.
Como uma força invisível que organiza o caos, como mãos que, sem aplauso, mantêm o cotidiano em ordem, como um altar onde se cultua o cuidado. Ela carrega mais que objetos, carrega o mundo. Cada panela, cada roupa, cada gesto repetido é um pequeno ritual de permanência da vida. Os filhos que a tocam na escultura não são apenas crianças, são o futuro que se apoia no invisível.
"Acredito que existe algo em nós que é dado por Deus: a capacidade de sobreviver às tragédias pessoais, a vontade de continuar quando tudo desmorona, o desejo de vencer quando todos já nos tratam como derrotados."
(...) Há, para as criaturas que amam, um prazer infinito em encontrar nos acidentes da paisagem, na transparência do ar, nos perfumes da terra a poesia que têm na alma. A natureza fala por elas.
Balzac, no livro “Ilusões Perdidas (a comédia humana - v. 7)”.
“Deus tem atenção infinita para cada um de nós. Ele não precisa nos atender em fila.
Diante d'Ele, você está tão a sós quanto se fosse a única pessoa que Ele tivesse criado”.
Clive Staples Lewis, teólogo, escritor, poeta e crítico literário.