Não considero a política uma disputa de pureza moral, tampouco aceito a falsa equivalência entre projetos tão distintos. Tenho lado, tenho princípios e não vejo virtude alguma em fingir o contrário para tornar minhas opiniões mais palatáveis.
Há momentos em que não tomar partido também diz muito sobre o partido que se toma. Reconheço que Lula pode e deve ser criticado, mas isso não me impede de defender seu projeto político, sua agenda social e a importância de um governo comprometido com a redução das desigualdades.
Se vocês são do tipo “nem Lula, nem Flávio Bolsonaro” ou votam nulo, peço que deixem de me seguir. Sou de esquerda, apoio Lula e não tenho qualquer interesse em disfarçar minhas convicções para parecer imparcial aos olhos de quem confunde neutralidade com lucidez.