Caso contrário, não saímos do antigo, do mesmo, da monotonia. Da regência da repetição. O ficcionista não lembra, tal como os poetas ele inventa, revela a alma.
A literatura se dá a partir do nada. É pura criação. Mas não basta escrever para ser um bom escritor. O bom escritor é um artífice, um demiurgo, um criador. Uma boa versão de si mesmo. Contudo, é preciso que algo se rompa dentro de nós para que a literatura aconteça.