Arte é uma paixão, e eu acredito que a abrangência da arte molda grande parte de nossa visão de mundo. Não é atoa que restringi-la ou eliminar por completo as cores que que formam o que é belo, é estratégia de dominação. É a morte do pensamento.
É pensando nisso que creio que posso contribuir um pouco com o cenário de críticas no âmbito dessa arte fantasiosa que nos tira o chão e nos faz testemunhas das maiores atrocidades e dos maiores atos de heroísmo já criados por mentes brilhantes e/ou caóticas.
Vale ressaltar que o criador, aparte das tecnicidades que sua profissão exige, não necessariamente tem o mesmo ponto de vista ou a mesma origem do crítico, mas tem, como Walt Withman diz e é brilhantemente demonstrado em "A vida de Chuck": I am large, I contain multitudes.
Em cada um de nós há um universo. Seja bem vindo ao meu.
@ducr1234 Não é ruim! Acho que fala mais sobre as expectativas depois da grandiosidade que a 1T que da 2T em si. Acho que se Pacificador teve um evento mundial na 1T, na 2T ela trouxe o mundo pra dentro do Chris.
Análise de Lanterns EP. 5 - Quanto vale a razão da sua existência?
O paralelismo entre John e Hal, demonstrado durante toda a serie, chega em seu auge nesse episódio. E tudo isso, pra responder uma unica pergunta: quanto vale?
Assim como nós, em nossas vidas, depositamos nossa identidade em algo como nossos trabalhos, nossos relacionamentos e gostos, Hal Jordan faz o mesmo. Cansado e amargo, ele tem no anel a razão da sua existência. Sem o anel, ele não é nada. Ele é fraco, indefeso, ninguém! Um completo vazio.
Isso não é por acaso, foram décadas como lanterna. De tal maneira, que qualquer pessoa que o veja, automaticamente o conecta com o fato de ele ser lanterna. O que vejo como mais próximo disso, seriam pessoas de mais idade, que mesmo anos após a possibilidade de aposentadoria, permanecem na sua função. Porque é aquilo que amam, é quem eles são: o senhor da portaria; a senhora da recepção; o senhor da limpeza.
Quanto ao John Stewart, ele possui características completamente opostas à identidade do Hal. Assim como nós somos ou éramos, como mais jovem, ainda não tem no que depositar a sua identidade, afinal, o que ele conquistou? Então a sua identidade é a busca; é aquilo que ainda não tem mas quer ter.
Ele é o recém chegado na firma que quer ser promovido; o filho do dono que quer ter o próprio negócio; o irmão mais novo que quer sair da sombra do irmão mais velho.
E ao chegarmos no auge desse episódio, temos o confronto do que realmente é a razão de suas existências: um querendo manter-se quem é e o outro finalmente alcançando o resultado de sua busca. Mas, ninguém fica feliz.
Na biblia temos Salomão, que, em sua velhice, escreve no livro de Eclesiastes: tudo é vaidade.
John é treinado a vida inteira, e quando finalmente atinge o momento pelo qual esperou e suportou coisas inimagináveis para uma criança/jovem adulto, percebe que aquilo não lhe preenche e certamente nao lhe traz a satisfação pretendida. É, apenas, vazio.
Antes disso, ele fala para a guardiã que acredita que o Hal nem deve se lembrar porque ele faz o que faz.
E agora temos o encontro de suas vidas, vontades, do paralelismo, e de quem realmente são. E o que vemos são duas pessoas perdidas. E mesmo com tudo o que fizeram, de bom e de ruim, estão vazios.
Então quanto vale a razão da sua existência? Vale tudo e nada; vale o mundo inteiro e coisa nenhuma, se o seu coração nao estiver ali.
Episódio simplesmente fantástico.
Eu creio que o Hal acredita plenamente que o John vai ficar bem. Em nada eu vejo esse Hal querendo o mal dele, tanto que no final, mesmo em meio a briga deles, ele projeta o escudo pra proteger a ambos. Talvez ele fosse voltar depois de tudo, já que ele deixa o John e imediatamente vai lidar com o caos ou talvez ele esperasse que a situação prendesse o John o suficiente e que ele acabaria se libertando sozinho.
E quanto ao anel, eu nem acho que o Hal ta colapsando, mas que ta agindo conforme a ameaça real que ta sofrendo. John diz que ele não merece o anel e depois realmente tenta pegar a força. E isso tudo depois de ouvir o áudio do John com a guardiã(ep 4), colocando ainda mais desconfiança entre os dois. Creio que a nossa resposta é de acordo com o nível da ameaça.
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Alguém que queira dar um futuro melhor pra sua família pode ter muita força de vontade e fazer de tudo pra dar certo mas no final, acaba roubando um banco.
A força de vontade e motivação estão lá, mas a pessoa se perde no meio do caminho.
@Fubuki___Fire@Damus6600 Puramente o desejo de continuar com o anel ou por que ele precisa enfrentar a manhunter? Óbvio que ele quer ficar com o anel, mas voce queria que ele virasse as costas pra manhunter e fosse embora? Nenhuma das mortes de inocentes tá na conta dele.
@hiigorarts Ele nao deixou o John pra morrer. Ele só precisava ganhar tempo e que o John ficasse imovel em algum lugar. Ele claramente checa se o John tava bem depois do acidente e, quando ele saiu, o carro não tava pegando fogo. E no final do EP, John "revida", deixando Hal sob os escombros
Eu acho que vemos isso justamente no clone que ele projeta pelo anel. Ele certamente é mais leve, mais parecido com o Hal que todo mundo esperava. Mais "feliz". Acho que é como o John pensa: Hal nem deve lembrar a razao de querer o anel. Hal perdeu a motivação e o seu propósito, ai se tornou amargo.
Não é o mesmo contexto, não é a mesma escala, não tem a mesma cadeia de eventos e nem as mesmas ações, mas no final sensação é a mesma.
Que adaptação ELEGANTE, senhoras e senhores!
#Lanternas
@UniversoDCnauta Fantástico. O auge das motivações entram em confronto: manter o anel x pegar o anel. Também foi o episódio em que mais vimos o anel sendo usado. Mal posso esperar pra ver a razão do "nosso" Hal Jordan ter ficado tão diferente da sua versão antiga.
@CristianaP67037@C4rlosCaralho Não. A gente sabe que muita merda aconteceu na vida dele, como os pais e o Sinestro, mas a serie em si ainda nao explicou o que aconteceu pra ele se tornar assim.
@_LzNomade71 Acho que a ideia de substituir ele vem depois que o Sinestro foi preso. "Se o mestre é assim, será que o discipulo também é?" Enquanto o Hal tenta a todo tempo provar que ainda merece o anel; que ainda é digno e que ele não é igual ao Sinestro.