"A tolerância chegará a tal nível que as pessoas inteligentes serão proibidas de pensar para não ofender os imbecis" - Dostoievski (1821-1881)
@PapaMib
Malu Gaspar recorda que, durante a #VazaJato, o STF protegeu o meu direito constitucional ao sigilo da fonte -- o mesmo direito que Moraes, com o apoio quase unânime da esquerda brasileira, agora está atacando e violando.
O que aconteceu na calada da noite contra o senador Flávio Bolsonaro é um absurdo inaceitável. Durante o registro oficial de sua candidatura na manhã desta quinta-feira (13/08), a equipe jurídica do senador foi surpreendida com a notícia de que Flávio foi desfiliado do PL e filiado, sem qualquer autorização, ao partido Missão, do MBL.
O ataque covarde ocorreu após as 23h de quarta-feira, num momento em que o PL já havia inclusive emitido a certidão oficial confirmando a sua filiação regular. A associação ao partido do MBL trata-se de uma fraude rasteira e de uma manipulação sórdida para tentar criar um impasse jurídico, desestabilizar a campanha e travar o registro da candidatura na marra.
É inadmissível que o sistema partidário e eleitoral seja vulnerável a esse tipo de golpe sujo promovido por adversários sem escrúpulos.
Lindbergh Farias tenta agora transformar irresponsabilidade em “dever de ofício”. A sua justificativa não apaga o fato de que ele e Soraya Thronicke ajudaram a lançar contra Alfredo Gaspar uma acusação infame de estupro de vulnerável sem apresentar provas - baseada em relatos indiretos e em um personagem que acumulou versões contraditórias.
Agora, pressionado, Lindbergh terceiriza a responsabilidade - diz que Soraya recebeu os áudios, que uma jornalista teria conversado com a suposta vítima e que ele apenas encaminhou tudo à Polícia Federal. Não basta. Parlamentar não pode usar mandato, tribuna e visibilidade nacional para destruir a reputação de alguém e, quando a acusação começa a cair por terra, esconder-se atrás da frase “cabia à PF investigar”.
Encaminhar reservadamente uma notícia-crime é uma coisa; explorar politicamente uma imputação gravíssima, sem comprovação, é outra completamente diferente. Alfredo Gaspar nega o crime, colocou seu material genético à disposição das autoridades e representou contra os dois por calúnia, denunciação caluniosa, injúria e coação no curso do processo.
Lindbergh e Soraya usaram essa falsa acusação para enterrar a CPMI do INSS, na qual Alfredo Gaspar - como relator - em uma investigação minuciosa, pediu o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas o filho de Lula, Lulinha. Estamos diante de condutas que podem produzir consequências criminais, civis, éticas e eleitorais.
A imunidade parlamentar para petistas e seus aliados pode ser tratada como licença para arruinar vidas?
Afastamento, cassação e inelegibilidade valem somente para a oposição? Quem instrumentaliza uma acusação de estupro para eliminar adversários demonstra não possuir condições morais para representar a população.
Lindbergh e Soraya devem ser investigados rigorosamente e, se responsabilizados, perder seus mandatos e enfrentar todas as consequências previstas em lei. Destruir uma reputação com uma acusação sem provas é barbárie política.
Não sou de me ofender com facilidade, tampouco de guardar ressentimentos. Mas poucas coisas me causaram tanta repulsa quanto ler uma jornalista postando: "Vigiar e punir, gostoso demais"
É exatamente essa mentalidade que celebra o arbítrio quando ele atinge os adversários — e depois finge espanto quando a revolução começa a devorar os próprios filhos.
Não. Vigiar e punir não é "gostoso demais". Perseguição política, abuso de poder e arbítrio devem ser repudiados sempre, independentemente de quem seja a vítima — de sua ideologia, religião, raça, gênero ou opinião.
Direitos fundamentais não existem apenas para quem gostamos. Ou valem para todos, ou não valem para ninguém. E, hoje, no Brasil, aparentemente mais ninguém está a salvo desses arbítrios.
Está na hora de restaurarmos o respeito à Constituição brasileira.
Malu Gaspar, sua fala na GloboNews é importante, mas existe uma pergunta impossível de ignorar: por que só agora?
Você diz que ministros do STF, antes “celebrados por salvar a democracia”, passaram a se sentir “tão poderosos, tão acima do bem e do mal” que acreditam poder violar a Constituição para favorecer a si próprios. E termina alertando que, se continuarmos assim, isso “vai acabar na casa de cada cidadão”.
Malu, para muitos brasileiros, já acabou. Talvez a diferença seja que agora a engrenagem está chegando perto da imprensa que durante anos ajudou a legitimá-la.
Quando medidas excepcionais atingiam bolsonaristas, presos do 8 de Janeiro ou vozes inconvenientes, quantos jornalistas fizeram a pergunta que você faz hoje: “Isso é democracia?”
O argumento era outro: o Supremo estava “salvando a democracia”. Jair Bolsonaro representava tamanho perigo que quase toda excepcionalidade encontrava uma justificativa. Pois é. O perigo de relativizar garantias constitucionais nunca esteve apenas em quem seria atingido naquele momento, mas no precedente criado para atingir o próximo.
Agora temos um jornalista investigado, buscas e apreensões e sua fonte revelada. E você mesma observa algo gravíssimo: não foi apresentada evidência de que esse jornalista estivesse perseguindo Flávio Dino. Ele sequer estava na praia; recebeu a fotografia de uma fonte.
Mesmo assim, abriu-se investigação, ocorreram duas buscas e apreensões e hoje todos sabem quem era a fonte - justamente aquilo que a proteção constitucional deveria impedir.
É por isso, Malu, que tanta gente avisou que a escalada não terminaria nos bolsonaristas. Direito fundamental que só vale para quem pensamos como nós não é direito fundamental, é privilégio circunstancial.
Parte da grande imprensa ajudou a normalizar os poderes extraordinários destes ministros porque acreditava que seriam utilizados contra as pessoas certas. Agora começa a descobrir a regra mais elementar do poder sem freios - ele nunca permanece apontado apenas para o seu inimigo.
Você teme que isso chegue à casa de cada cidadão. O problema, Malu, é que já chegou à casa de muitos. Vocês só começaram a ouvir o sinal de alarme agora.
“DAQUI VOU PARA CADEIA”!
Após o economista Alexandre Schwartsman ter criticado decisões de Alexandre de moraes por suposta defesa da democracia
Ele diz que acha que será preso.
Isso é democracia? Ter medo de criticar um juíz não eleito que recebe salário do dinheiro do contribuinte?
Trump assinou uma ordem que tira várias vacinas da lista obrigatória para crianças nos Estados Unidos: Covid, gripe, hepatite, rotavírus. Elas continuam existindo e disponíveis, mas agora quem decide se o filho vai tomar é o pai e a mãe, junto com o médico. Lá o governo devolveu essa escolha para a família. Aqui no Brasil é o Estado que manda e o pai que obedece.
Já apresentei vários projetos para garantir essa liberdade aqui também:
•PL 2641/2025 — proíbe vacinação compulsória e criminaliza a coação vacinal;
•PDL 486/2023 e PDL 31/2024 — barram a vacina da Covid no calendário obrigatório dos bebês;
•PL 2643/2025 — libera os pais de vacinar quando há atestado médico contraindicando;
•PL 1978/2026 — anistia multas de vacinação da Covid contra famílias com crianças;
•PL 289/2026 — muda o ECA para exigir autorização dos pais e proibir vacinação forçada.
Ofertar, esclarecer e convencer mas jamais obrigar e perseguir 👍
Enquanto o governo Lula aprofunda sua aproximação política e econômica com Pequim e acumula uma crise sem precedentes com Washington, a China acaba de avançar sobre uma área sensível - a infraestrutura de pagamentos brasileira.
A UnionPay International prepara a integração de aplicativos chineses ao Pix. Com o sistema, turistas chineses poderão chegar ao Brasil, escanear um QR Code Pix e pagar por meio de aplicativos conectados ao ecossistema da UnionPay.
Parece apenas uma facilidade para turistas. O problema aparece quando se faz a pergunta óbvia - e o brasileiro na China?
Até agora, não foi anunciada reciprocidade. O brasileiro não ganhará automaticamente o direito de chegar a Pequim, abrir o aplicativo de seu banco brasileiro e pagar um comerciante chinês utilizando o Pix. A integração anunciada funciona em uma direção - o ecossistema chinês ganha uma ponte para a infraestrutura brasileira, mas o Pix não recebe acesso equivalente à infraestrutura chinesa.
Essa assimetria merece atenção porque ocorre justamente quando o Pix se transformou em objeto da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. A investigação americana da Seção 301 concluiu que determinadas políticas brasileiras relativas a serviços de pagamentos eletrônicos prejudicam o comércio americano; em julho, Washington aplicou tarifa adicional de 25% a determinados produtos brasileiros.
Enquanto empresas americanas como Visa e Mastercard enfrentam a competição de um sistema estatal brasileiro que Washington considera favorecido pelas regras locais, uma gigante chinesa encontra uma porta aberta para se conectar justamente a esse sistema.
O BRICS vem promovendo maior utilização de moedas nacionais e mecanismos de pagamento que reduzam a dependência do dólar nas transações internacionais. Isso não significa que exista uma moeda comum do BRICS capaz de substituir o dólar - não existe - mas a chamada desdolarização tornou-se parte importante da discussão sobre uma arquitetura financeira menos dependente dos Estados Unidos.
Esta é uma disputa cada vez mais explícita entre Washington e Pequim pelo futuro do sistema financeiro internacional, e o Brasil de Lula já escolheu a direção a caminhar.