"Essa contratação (do Alcaraz) é uma mudança de paradigma. É um argentino e que tem mercado. O Flamengo está tirando da Premier League um jogador que não é brasileiro e que é jovem. E o detalhe, não precisou apresentar garantias ao Southampton."
(Via @maurocezar | @JovemPanEsporte)
Vou comentar, e questionar, o post abaixo, com a diligência necessária.
"...para o estádio sair do papel, quem lidera o clube tem que querer muito que saia, trabalhar incansavelmente por isso, batalhar diariamente contra as correntes contrárias, como vemos a atual gestão fazendo há mais de 2 anos pra conseguir comprar o terreno e o empenho que tem para neutralizar tudo e todos que trabalham contra, para que não impossibilitem a realização do projeto. E não é só política externa que atrapalha."
COMENTÁRIO
Durante esses dois anos houve tempo suficiente para que houvesse um estudo de viabilidade muito mais completo do que aquele apresentado ao CODE. De fato, no dias que antecederam a reunião para a votação do conselho, circulou um material chamado FASE 1, que continha informações a respeito do impacto econômico do estádio e das modificações do entorno. As questões relativas ao estádio seriam apresentados na FASE 2, incluindo tamanho, conceito etc. A manifestação de conselheiros a respeito das questões do projeto não necessariamente referem-se a ser contra, mas pela discussão a respeito do processo. A FASE 2, que segundo apresentado demoraria 3 meses e deveria terminar em outubro, deveria ter sido feita no ano passado, quando houve a reunião com a caixa e não havia projeto a ser apresentado.
"é importante esclarecer que o clube contratou uma consultoria, que fez um EVTE (Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica) para provar que o estádio do Flamengo é viável e completamente factível no terreno do Gasômetro."
COMENTÁRIO
A qualidade de qualquer estudo de viabilidade está diretamente ligada a qualidade do projeto e da quantidade de informação que esse projeto disponibiliza. Sem o projeto, sem os custos das demandas da prefeitura determinadas no edital, sem a investigação do subsolo para determinação do custo das fundações, sem o custo do impacto das alterações do viário do entorno já que não existe projeto qualquer estudo de viabilidade terá muitas limitações.
"Nenhuma empresa contrata um Projeto de Execução sem ter a posse do terreno onde vai construir algo. Um Projeto de Execução para uma obra desse tamanho pode custar mais de 5% do investimento total do estádio. Hoje, apesar de ainda não ter tomado posse definitiva do terreno, o clube já trabalha nisso."
COMENTÁRIO
Nunca se falou em projeto executivo, cujos valores podem de fato ser de 5% do total do projeto. Para o estudo de viabilidade não é preciso de projeto executivo.
A saber, as fases anteriores ao projeto executivo:
- Estudo Preliminar ou Levantamento de Necessidades: Nesta fase, são identificadas as necessidades e expectativas para o estádio, além de uma análise inicial do terreno, contexto e viabilidade do projeto. Inclui a coleta de informações relevantes, como regulamentos locais, normas e diretrizes.
- Programa de Necessidades:
Definição clara dos requisitos e objetivos do projeto, incluindo o escopo, as funções dos espaços, e os requisitos específicos de cada área. É um documento que serve como base para as fases seguintes. Definição de espaços para receiras acessórias (lojas e áreas de eventos)
- Anteprojeto (ou Projeto Prévio):
Desenvolvimento das primeiras soluções de design baseadas no programa de necessidades. Nesta fase, são criados esboços, desenhos preliminares e plantas baixas que ilustram a ideia geral do projeto.
- Estudo de Viabilidade:
Análise da viabilidade técnica, econômica e legal do projeto. Inclui estudos de custo, cronograma, e a compatibilidade do projeto com as leis e regulamentações locais. Consulta aos órgãos municipais e estaduais e são baseados no anteprojeto.
- Projeto Básico (ou Projeto Preliminar): Aperfeiçoamento do anteprojeto, com mais detalhes sobre a distribuição dos espaços, materiais a serem utilizados, e conceitos gerais de estrutura e instalações. É um projeto mais detalhado com as alterações feitas depois das consultas aos órgãos públicos. Sobre esse projeto faz-se a viabilidade final para a compra do terreno.
Depois das fases acima, com o intuito de minimizar os riscos o máximo possível, compra-se o terreno. É possível comprar o terreno sem as etapas acima? Sim. É possível comprar o terreno e dar tudo certo? Sim, mas há MUITOS riscos, já que trata-se de um projeto muito difícil e nada óbvio. Essas razões sugerem ainda mais cautela do que, por exemplo, edifícios residenciais.
As etapas acima tem um custo, mas se de fato o clube tivesse o objetivo de ter o seu estádio, boa parte dessa fases deveriam ter sido atendidas. Além disso, como não havia segurança alguma com relação ao Maracan��, essas medidas deveriam ter sido tomadas ainda antes. Além disso, é prática do mercado dividir o risco, ou seja, escritórios de arquitetura, gerenciamento de projetos e viabilidade, cobram menos nessas fases com a promessa de contratos futuros. A ideia de gastar 5% com o projeto executivo para a compra do terreno não faz sentido algum.
Depois da compra...
- Projeto Legal (ou Projeto de Aprovação): Desenvolvimento dos desenhos e documentos necessários para obter aprovações legais e alvarás. Esta fase foca na conformidade com as normas técnicas, legislação local e exigências dos órgãos reguladores.
- Projeto Executivo: É a fase final do desenvolvimento do projeto, onde todos os detalhes construtivos são definidos. Inclui desenhos detalhados, especificações técnicas, planilhas de quantidades e instruções claras para a execução da obra. Este projeto serve como guia completo para os construtores e demais envolvidos na obra, garantindo que o projeto seja executado conforme o planejado.
"...uma das fontes importantes de recursos será a transferência do potencial construtivo da Gávea, processo que está sendo finalizado e irá à votação na Câmara dos Vereadores. Estima-se que o clube consiga, no mínimo, R$ 600 milhões com isso. Além disso, há diversas outras formas de financiamento da obra, como venda de cativas, venda de camarotes, outras possíveis fontes de receitas atreladas ao marketing, os naming rights e a própria margem de operação positiva em relação à operação do Maracanã. Tudo será considerado no projeto final. Você citou naming rights, alegando que é uma receita que se paga ao longo de anos. Você está certíssimo! Mas nada impede que o clube antecipe essa receita, através de uma operação financeira com custos, para financiar sua obra. Isso é simples, inclusive, uma vez que você tenha o contrato. Já há interessados por colocar seu nome no estádio."
COMENTÁRIO
Potencial construtivo da Gávea é uma receita nova, excelente, que de fato deve ser usada para o estádio, mas quando e como esse dinheiro vai entrar não pode ser respondido. A longo prazo ajudará, mas a preocupação refere-se a exposição de caixa durante a obra e nos primeiros anos de operação do estádio. A operação financeira para adiantar a receita do naming rights custa dinheiro, trazer dinheiro futuro para o presente cobra o juros, o custo de oportunidade e o risco.
Venda de cadeira cativas é adiantamento de receita, paga-se o estádio e perde-se eficiência do negócio, quanto mais cadeiras vendidas menor será o margem.
A preocupação financeira e responsabilidade eram tantas que por diversas vezes o presidente Landim e membros da gestão atual sugeriram a criação de uma SAF para ajudar no pagamento do estádio.
No dia 15/02/2023
“Mas se a gente conseguir manter o controle nosso, com um investidor minoritário, claro que a gente vai ter que melhorar a nossa governança de forma a garantir que quem estiver aportando recursos no Flamengo saiba que ele vai ser bem gerido. Se a gente vender 30% do Flamengo, a gente consegue R$ 1,5 bilhão. A gente constrói nosso estádio próprio de graça, tendo 70% das ações do Flamengo, o controle do Flamengo” Rodolfo Landim
29/11/2023
“Agora quando eu falo de uma SAF... a gente pode fazer uma venda primária, só dilui a gente e entra mais capital, a gente poderia levantar todo o recurso necessário para a construção de um estádio” Rodolfo Landim
06/12/2023
“O que o Bayern fez para poder ter o estádio dele? Ele fez uma SAF. No primeiro momento, ele tinha 100% da SAF e vendeu três pedaços de 8,3% dela. Continuou com 75,1% e, tendo esse percentual, continuou tendo o controle do que estava embaixo. Montou uma estrutura de governança mais leve” Rodolfo Landim
(essa informação está apenas correta. Segundo o próprio Bayern, o Allianz foi um projeto entre o Bayern e o 1860. A adidas se tornou parceiro em 2002 e ajudou no inicio do projeto. A Audi entrou apenas em 2010, e finalmente apenas em 2014 a Allianz assumiu parte do negócio essencialmente liquidando a dívida do estádio).
03/05/2024
Referindo-se a SAF - “Se for para fazer um estádio é para aumentar ainda mais a capacidade (financeira), para eu poder melhorar ainda mais as receitas de matchday e conseguir melhorar ainda mais o desempenho financeiro do Flamengo... eu vou ter que esperar um pouco mais para que a minha geração de caixa livre no Flamengo permita que eu pague o financiamento que eu tenho. Hoje eu diria para você que, se eu for fazer, ainda vou impactar o desempenho de futebol, e a minha decisão é não fazer” Rodolfo Landim.
De fato, não há como negar o sucesso financeiro da gestão e a preocupação que ela demonstrava com relação ao impacto que o estádio poderia causar. Posição que mudou radicalmente, em menos de dois meses depois, quando o próprio Landim disse:
27/06/2024
“Hoje pela quantidade de dinheiro que o Flamengo gera não precisa de SAF”
Como venho afirmando, sou, publicamente, um defensor do estádio próprio desde 2017, quando a viabilidade era mais complicada e exigiria, possivelmente, um acordo menos conveniente ao clube. Por outro lado, também venho afirmando que mesmo agora, com uma situação financeira muito melhor, ainda é preciso muito cuidado, ou mais cuidado do que está sendo tratado. Há evidências que o projeto não está sendo tocado com esforço necessário para a minimização de riscos. No mercado imobiliário esse é o nome do jogo - gerenciamento de risco. Mesmo que tudo de certo, que não haja grandes imprevistos, que o projeto feche como foi imaginado na viabilidade atual com todas as suas limitações, mesmo assim o plenejamento não foi o correto. Lembre-se a discussão não é mais sobre comprar o terreno, eu entendi essa tomada de risco, estamos falando do resto. Se eu acreditasse que o processo seria de risco irreversível, leia-se afetar as outras áreas do clube, eu teria me manifestado contra a compra do terreno; não foi o caso. Isso não quer dizer que o processo esteja sendo bem tocado, até agora as evidências provam o contrário...
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Há 11 anos, em 27/08/2013, médicos cubanos eram hostilizados por seus pares brasileiros durante um evento do Ministério da Saúde em Fortaleza. Os cubanos foram vaiados, insultados com termos como "escravos" e "açougueiros" e orientados a "voltar para a senzala".
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"Ficar fazendo vídeo para ganhar seguidor, para você conseguir ser chamado para um teste, é de uma brutalidade com a profissão do ator, de uma agressividade com o que é ser o ator e com o indivíduo, com a pessoa que escolheu essa profissão, muito grande. Eu fico revoltada"
Alice Braga,
Ao Podpah
"Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta."
Chico Mendes,
ativista ambiental assassinado em 1988 por fazendeiros do Acre
Especulado no Flamengo, vou comentar sobre Roberto Alvarado, ou "El Piojo", atleta mexicano que atualmente joga pelo Chivas.
Particularmente sou muito fã da Liga MX e assisto com frequência. Tem gente boa lá.
Se gostar, curte e dá RT pra chegar a mais pessoas.
Bora lá?
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"Em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos."
Carolina Maria de Jesus
Há 33 anos, o Pearl Jam lançava “Ten”, seu disco de estreia. Vendeu 13 milhões de cópias só nos EUA, sendo o álbum de maior sucesso da banda. Traz hits do porte de “Alive”, “Even Flow”, “Jeremy” e “Black”.
Qual a sua música favorita desse disco?
“Ao contrário da solidariedade, que é horizontal e exercida em igualdade de condições, a caridade é praticada de cima para baixo, humilha quem a recebe e nunca altera nem um pouco as relações de poder.
Aqui na terra, a caridade não perturba a injustiça. Ela apenas visa escondê-la."
Eduardo Galeano
Alex Sandro no Flamengo
O que eu acho? Talvez você me ache sincero demais nesta postagem. Se gostar, curte e dá RT.
Por que Alex Sandro?
Pensando com a cabeça da diretoria do Fla, acredito que o jogador se encaixe no perfil que ela gosta: bom nível de atuação para o Brasil,
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E tome lapada da Tabata no Pablito. Soltou vídeo na madruga desafiando o coach. Não fuja, Pablo, que será “pior”.
- A gente já identificou como é que Pablo Marçal ganhou tantos seguidores na conta nova em tão pouco tempo. Um spolier: não foi graças ao seu rostinho harmonizado.
- Sei que você está com medo de ser preso. Sei que vc tá pensando em desistir. Mas calma....
"Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado."
Millôr Fernandes
Estes são Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura que completa 56 anos neste sábado (24), e Caetano Veloso tocando ao vivo “Tropicália” no Na Mata Café, em São Paulo, 2005.
https://t.co/nFcl3iBYnj
Vídeo que o Flamengo divulgou com vários craques do Mengão em apoio ao nosso sub-20 na decisão do Intercontinental hoje às 16:00
“Por eles , por nós , pelos nossos , pelo nosso lugar”
-Filipe Luis, técnico do Fla-20 🔴⚫️
Vi meu aluno do 9° ano vendendo paçoca aqui perto de onde eu pego blablacar. Ele tava sentado em um degrau e tava comendo uma marmita. EU TO ARRASADO, tô chorando que nem um doido. Ainda cheguei nele pra conversar, dei 10 reais de espécie que eu tinha na hora. N demorei muito +