É extraordinário assistir Gilmar Mendes escrever esse texto como se estivesse falando de um personagem distante de sua própria história.
Há um detalhe que o decano convenientemente não menciona: Paulo Gonet foi seu sócio.
Gilmar Mendes, Paulo Gonet e Inocêncio Mártires Coelho fundaram juntos, em 1998, o Instituto Brasiliense de Direito Público, hoje IDP. Gonet permaneceu formalmente na sociedade até 2017. Não estamos falando, portanto, de dois desconhecidos que ocasionalmente se cruzaram na vida pública.
E é justamente por isso que essa manifestação merece escrutínio.
Gilmar exige que André Mendonça seja tratado como politicamente interessado por ter tornado público um relatório oficial da Polícia Federal, mas ele próprio entra em plenário e depois nas redes sociais para fazer uma defesa enfática da honra de seu ex-sócio.
Mendonça não condenou Gonet, mas sim levou ao plenário elementos constantes de material produzido pela Polícia Federal. O próprio Gonet teve oportunidade de responder e afirmou que seu encontro com Daniel Vorcaro ocorreu uma única vez e foi “breve e banal”. Há, inclusive, representação atualmente submetida ao Conselho Superior do Ministério Público Federal sobre as menções ao PGR. Ou seja: existe procedimento institucional para examinar os fatos.
Mas o decano prefere transformar a discussão em julgamento moral do relator, falar em Lava Jato, eleição, linchamento e vingança, enquanto omite da própria postagem um dado absolutamente pertinente - o homem cuja honra ele se levanta para defender foi seu sócio durante anos.
Se relações, proximidade e possíveis conflitos de interesse são tão graves quando você, Gilmar Mendes, aponta o dedo para os outros, deveriam ser ainda mais graves quando o escrutínio bate à sua própria porta. Esse seu duplo padrão
é a própria corrosão da instituição.
Hei Gilmar Mendes, tudo bem?
Esse recado é pra você, velho....
Depois daquele "piti" todo no picadeiro do STF pra defender o amigo e sócio Gonet, como é que fica agora depois dessa "ibagem"?
Se você fosse o SAPÃO BOCA DE CAÇAPA, o que diria?
O pedido de vista do Ministro Dino, se foi para proteger a campanha do Presidente Lula, tirando o assunto do Banco Master e do Ministro Alexandre de Moraes da pauta, foi um verdadeiro tiro que saiu pela culatra, pois não só o assunto continua sendo a perda de credibilidade do STF
A revelação da foto do procurador geral da república com o banqueiro marginal Daniel Vorcaro é a pá de cal contra a farsa do julgamento do STF.
Não há qualquer resquício de moralidade que sustente estes sujeitos em seus cargos.
É muita desfaçatez! Gilmar Mendes e Flávio Dino defendem Moraes com argumentos que, se levados a sério, colocam em xeque todos os procedimentos conduzidos pelo próprio Moraes nos últimos anos. Ou seja: acusam os outros daquilo que eles mesmos fazem.
Moraes diz que não houve diálogo porque as mensagens não foram recuperadas.
Curioso: para CONDENAR Débora do Batom, mensagem apagada era indício de culpa.
Agora, para não ser INVESTIGADO, virou argumento de defesa.
Azar que Vorcaro esqueceu de apagar o bloco de notas.
Fux jogando na cara que o diretor geral da polícia federal estava praticando arapongagem contra ministros do STF e conclui que um diretor da PF não pode peitar um ministro.
Agora ouvimos gritos: “PF federal paralela”.