A campanha e o método
Conheço Luís Neves desde os catorze anos. Nunca fomos muito próximos. As nossas vidas correram paralelas, a minha nos serviços de informações, a dele na Polícia Judiciária.
Este texto não é a defesa de um amigo. É a análise de um método. E escrevo com a autoridade de quem foi alvo do mesmo.
Cometi erros, erros que tiveram consequências, incluindo no plano criminal, mas cometidos, na minha convicção de então e de hoje, na defesa do próprio Estado.
Quem passou por isso aprende a distinguir o escrutínio legítimo da campanha que apenas visa deitar alguém abaixo, por política, por inveja ou por qualquer outro motivo.
Primeiro, a substância.
Nada do que foi publicado configura, até hoje, indício de crime. Existem questões de procedimento e de ética, de lana caprina face ao que se insinua, e essas têm sede própria de avaliação, com contraditório.
Podem e devem ser escrutinadas. Não é disso que se trata aqui.
Segundo, o método.
Drones sobre propriedade privada. Entrada em terrenos alheios. Exposição das residências e da família de um homem que dirigiu a Unidade Nacional Contra-Terrorismo e a Polícia Judiciária e que, por isso, tem inimigos reais e permanentes. A prova relevante é documental, não visual.
Quem tem provas não precisa de tropelias. Isto não é jornalismo de investigação. É jornalismo que parte da bufaria.
E, tratando-se do titular da segurança interna, é um problema objectivo de segurança do Estado.
Terceiro, a mecânica. Estas campanhas visam fabricar uma aparência de suspeita que funcione como profecia a cumprir: pressionar o Ministério Público para que a acusação surja, sabendo-se que tantas acusações assim geradas nunca chegam a condenação.
Nessa altura, porém, o objectivo já foi atingido: a anulação pública e política. Conheço o guião.
E há a pena antecipada. Luís Neves já está a pagar, na praça pública das redes sociais, um julgamento sem processo, sem prova e sem defesa, feito de visões redutoras do mundo.
Há erros de vida e falhas de avaliação que nada têm de crime.
Mas a sociedade informacional amplifica a falha menor e abafa o essencial: um percurso que deu à Polícia Judiciária credibilidade internacional e eficácia acima da média.
Um homem que o Estado deveria propor para condecoração está a ser consumido por aquilo que de pior temos como país.
O escrutínio é um dever da democracia. A bufaria organizada é a sua corrupção.
Este caso já não é sobre Luís Neves.
É sobre quem organiza a campanha e sobre o que pretende conseguir e cobrar.
The long, grotesque fall of the former self-proclaimed "Asia's World City." Hong Kongers "can now be charged retroactively for crimes that didn’t exist when they allegedly committed them" https://t.co/MZZTYopTd7
A Embaixada da China em Portugal está a tentar impedir um evento em Lisboa sobre detenções arbitrárias e violações de direitos humanos na China.
Num país livre, embaixadas de ditaduras estrangeiras não decidem quem pode falar.
A intimidação não pode vencer a liberdade.
Ireland is the country making sure russia's war machine keeps running.
Without Ireland russia wouldn't be able to kill so many Ukrainians.
I would just bomb the Irish aluminium factory from the air and sea. Ireland, Europe's worst defence scrounger, couldn't stop that anyway.
“China's armed forces secretly trained about 200 Russian military personnel in China late last year and some have since returned to fight in Ukraine, according to three European intelligence agencies and documents seen by Reuters…
The covert training sessions, which predominantly focused on the use of drones, were outlined in a dual-language Russian-Chinese agreement signed by senior Russian and Chinese officers in Beijing on July 2, 2025…
A significant number of Russian personnel who received training in China were ranking military instructors in a position to pass knowledge down the chain of command, the two intelligence agencies said.”
https://t.co/fwWjgjRvW8
When the Assad regime crumbled and I went to Syria for the first time, I immediately noticed some Uyghur fighters among the rebels. I wanted to know more.
https://t.co/X9gSZgrftc
Boa leitura, embora não concordande com parte da ideia de Graham. Esparta era em tudo mais semelhante com o actual regime de Pequim do que Atenas. Pelo menos no que toca ao tipo de regime politico. Será a União Europeia assumir uma posição de força semelhante a Thebas?
Xi Jinping, a Armadilha de Tucídides e o erro que NINGUÉM está a prever
Enquanto Trump e Xi se encontram em Pequim esta semana, vale a pena recordar: Xi usa o conceito da “Armadilha de Tucídides” desde 2015. Em Seattle, disse com precisão cirúrgica:
“Não existe algo como a chamada Armadilha de Tucídides no mundo. Mas, se grandes países cometerem repetidamente erros de cálculo estratégico, eles podem criar essas armadilhas para si mesmos.”
Onze anos depois, o enquadramento é exatamente o mesmo. A diferença? O mundo mudou. E a guerra do Golfo está a mudar tudo.
A tese de Graham Allison é clara: potência dominante Esparta igual a EUA teme a ascensão da desafiante Atenas igual a China. Xi aceita a dinâmica histórica, mas nega que a guerra seja inevitável. Desloca o foco para os erros de cálculo e na narrativa chinesa esses erros são sempre de contenção excessiva americana.
É a versão diplomática perfeita: “Se houver conflito, a culpa não é de Pequim.”
Ao mesmo tempo, Xi fala de “novo modelo de relações entre grandes potências” não confronto, não conflito, cooperação ganha ganha enquanto expande a frota, impõe linhas vermelhas em Taiwan e avança no Mar do Sul da China.
Muitos analistas ocidentais lêem isto como um terço genuíno, um terço diplomacia e um terço enquadramento: quem escalar, perde a narrativa.
Mas a referência a Tucídides é mais reveladora do que Xi terá calculado.
Na Guerra do Peloponeso (431 404 a.C.), Esparta venceu. Atenas foi humilhada. Mas a vitória de Esparta não durou.
As duas potências saíram exaustas. O modo de vida grego ficou destroçado.
Décadas depois, em 371 a.C., Epaminondas, o brilhante general e estadista tebano, infligiu a Esparta a derrota decisiva de Leuctra, acabando com a sua supremacia. Foi Tebas a terceira potência que ninguém tinha no radar que derrubou Esparta.
Não foi Atenas.
Xi diz que a armadilha não existe, mas pode ser criada por erros de cálculo.
O argumento mais perturbador para esta cimeira é exatamente esse: o erro que nem EUA nem China estão a antecipar não é o confronto direto entre eles.
É o esgotamento mútuo causado por conflitos terceiros.
Guerras como a guerra do Golfo são precisamente isso.
Estão a fazer ao mundo de 2026 o que a Guerra do Peloponeso fez ao mundo grego: drenar recursos, romper cadeias de abastecimento, fracturar a ordem global que tanto Washington como Pequim precisam para sobreviver.
Xi usou Tucídides para dizer a Trump: “Queremos evitar a guerra entre nós.”
O que não disse foi o final da história real:
Esparta não foi derrubada por Atenas.
Foi derrubada pelo cansaço.
E foi esse cansaço que abriu as portas a Alexandre Magno.
O verdadeiro perigo não é a armadilha que os dois grandes constroem um contra o outro.
É a armadilha que ambos estão a construir juntos sem dar por isso.
#Geopolitica #Tucidides #TrumpXi #GuerraNoGolfo #ChinaEUA
NEW | The TPLF reinstated the pre-Tigray war regional government, effectively voiding the Pretoria peace agreement that ended the Tigray war and risking a potential military confrontation with the federal government.
The council then selected TPLF head Debretsion Gebremichael as president, who had previously deposed TIA head Getachew Reda during TPLF's first de facto coup of the TIA in March 2025.
The TPLF’s reinstatement creates a rival body to replace the Tigray Interim Administration (TIA), despite the Pretoria agreement mandating that the TIA govern until the federal government sponsors regional elections.
The TPLF’s move sets up a showdown with the federal government that could spiral into a military confrontation, as preexisting tensions have escalated into open hostilities in 2026, fueling a military standoff on Tigray’s regional border since February. The Ethiopian government responded to the reinstatement by flying fighter jets over Mekelle, the Tigray regional capital.
Two former Chinese defense ministers, Wei Fenghe & Li Shangfu, were both sentenced to death with a 2-year reprieve, following their arrest for bribery and giving bribes. After the 2-year reprieve, their sentences are set to be dropped down to life imprisonment with no possibility for parole. This development is the latest in a string of purges, directed by Chinese President Xi Jinping, within the China’s top military and civilian command structure.
Huge operations of Tuaregs FLA and Al-Qaeda affiliated JNIM are ongoing in Mali since early morning today, with several positions in Kidal region overrun, Reuters reports of an attack on Mali military base near the capital Bamako. It seems Tuaregs are back inside Kidal. #Mali
When simulation becomes the norm, it weakens the human capacity for discernment. As a result, our social bonds close in upon themselves, forming self-referential circuits that no longer expose us to reality. We thus come to live within bubbles, impermeable to one another. Feeling threatened by anyone who is different, we grow unaccustomed to encounter and dialogue. In this way, polarization, conflict, fear and violence spread. What is at stake is not merely the risk of error, but a transformation in our very relationship with truth.
Should the exclusive be true, it proves my point that Beijing aims to use this meeting to send a message to Washington that it can dictate Taiwan’s pace for strengthening its defense, and Taiwanese lack the resolve to defend themselves.
https://t.co/wEZrIoRBmh