🟢ATENCÃO: Flávio diz que abre sigilos se Marcola ex-chefe de gabinete de Lula, abrir e Lula divulgar gastos do cartão corporativo com Janja.
Sinceramente, se eu fosse o Flavio, não confiaria neste regime.
Sabe por que a @quaestpesquisa errou 4,2% no 1º turno em favor de Lula? Porque, como tenho repetido, ela pegou os 2% de margem de erro para mais ou para menos e jogou tudo no Lula. E hoje ela fez a mesma coisa. Enquanto Gerp dá 6 p.p de frente pro Flávio, a Quaest dá 1 ponto.
EM 2022, Alexandre de Moraes não permitiu que o ministro da Saúde fizesse um pronunciamento em campanha pela vacinação. Negaram até o pedido da OPAS.
Hoje, Lula faz live onde quer, a AGU levanta hashtag e o governo faz disparos em massa, sem pudor nem medo!
TODA A CORRUPÇÃO E PODRIDÃO DO PAÍS É REPRESENTADA PELA COR VERMELHA. E O NÚMERO VOCÊ SABE!
Se você é contra isso, se não aguenta mais um governo que usa a estrutura pública em benefício próprio, MUDA! VOTA 22 e cobre a mudança!
Felipe Nunes, fundador da pesquisa QUAEST foi funcionário do PT, trabalhou nas campanhas do PT de Dilma Rousseff e Fernando Pimentel. Você acha que a pesquisa é tendenciosa ou não?
📊 QUAEST | Rejeição de Flávio Bolsonaro é de 52% e a de Lula recua a 47%
A quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, a rejeição do petista recuou 6 pontos percentuais
A @flaviactavares afirma aqui que o PT sempre foi democrático, que passou 20 anos vencendo eleições e que nunca tentou dar um golpe de Estado nem atacou as urnas eletrônicas.
Mas será que o PT realmente sempre foi democrático?
Ou será que Flávia prefere ignorar determinados fatos históricos, fecha os olhos para as contradições do partido e finge que nada aconteceu, simplesmente por conveniência ideológica?
Vamos conferir.
Em 1985 e 1988. O PT boicotou a eleição que encerrou a ditadura: recusou-se a votar em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral e expulsou os três deputados que votaram (Airton Soares, Bete Mendes e José Eudes).
Em setembro de 1988, 15 dos 16 deputados petistas votaram contra o texto final da Constituição, e Lula anunciou da tribuna que o partido só a assinaria como "cumprimento formal".
O guardião da Constituição votou contra a Constituição.
A cúpula histórica do partido veio da luta armada, não da luta pelo voto.
Dilma militou na VAR-Palmares, organização marxista-leninista que pegou em armas por uma revolução socialista, não por eleições.
Dirceu treinou guerrilha em Cuba. Genoino foi capturado na Guerrilha do Araguaia, projeto maoísta do PCdoB.
Democracia nunca esteve no programa daquela gente.
Mensalão, 2005. A própria Flávia admite que Lula "recorreu ao mensalão para comprar governabilidade".
Releia com calma: um presidente comprou deputados com dinheiro desviado para ter maioria.
O STF condenou a cúpula do partido na Ação Penal 470, em 2012: Dirceu, Genoino, Delúbio.
Para a jornalista, isso prova que o PT enfrentava oposição.
Prova que o PT corrompeu um Poder da República para neutralizá-la.
Petrolão.
A Petrobras lançou no balanço de 2014 uma baixa de R$ 6,2 bilhões em perdas com corrupção.
A Odebrecht confessou à Justiça dos EUA ter pago US$ 788 milhões em propina, quase metade no Brasil. Marcelo Odebrecht, João Santana e Mônica Moura contaram que dinheiro desse esquema, pago em contas no exterior, bancou as campanhas de Dilma em 2010 e 2014 por fora da contabilidade.
O relator no TSE, Herman Benjamin, votou em 2017 pela cassação da chapa; a maioria decidiu, por 4 a 3, deixar as delações fora do processo.
Dinheiro roubado de uma estatal virando horário eleitoral é o eleitor pagando, sem saber, a campanha que o enganou.
2014, a reeleição do estelionato.
Dilma venceu jurando não mexer em direitos "nem que a vaca tussa"; dois meses depois apertou seguro-desemprego e pensões e subiu juros.
Antes, maquiou as contas públicas com pedaladas e decretos de crédito sem autorização do Congresso, os crimes de responsabilidade que levaram ao impeachment, aprovado por 61 a 20 no Senado em 2016, num julgamento presidido por Ricardo Lewandowski, ministro nomeado por Lula, com rito validado pelo STF.
O PT chamou isso de "golpe" e jamais reconheceu o governo seguinte. Chamar de golpe um processo constitucional presidido por um ministro que o próprio Lula escolheu é atacar as instituições, não defender a democracia.
Março de 2016. Dilma nomeou Lula ministro da Casa Civil para lhe dar foro privilegiado e tirá-lo da jurisdição de Sergio Moro.
O áudio é público: "tô mandando o Bessias com o papel (...) só usa em caso de necessidade". Gilmar Mendes suspendeu a nomeação por desvio de finalidade.
Usar um cargo de Estado para blindar um investigado é usar o governo contra a Justiça.
"STF não majoritariamente ligado ao petismo"?
Lula nomeou oito ministros, Dilma cinco. Em 2016, oito das onze cadeiras do Supremo eram de indicados pelos dois, e Dias Toffoli foi advogado do PT antes da toga. Foi esse Supremo que em 2021 anulou as condenações de Lula por questão de competência, sem examinar o mérito, e em seguida declarou Moro suspeito.
A tese de que o PT governou "contra" o STF só convence quem não sabe contar até onze.
O PT chamou a eleição de fraude antes de ela acontecer. "Eleição sem Lula é fraude" foi palavra de ordem oficial, repetida por Gleisi Hoffmann e por Luiz Marinho ("não é eleição democrática, é fraude eleitoral") dentro e fora do país.
A Ficha Limpa que barrou Lula foi sancionada pelo próprio Lula em 2010. Em janeiro, Gleisi avisou que, para prender Lula, "vai ter que matar gente".
Na noite da derrota, Haddad não cumprimentou nem telefonou para Bolsonaro, como manda a praxe; mandou um tuíte no dia seguinte.
Depois, a coligação do PT foi ao TSE pedir a cassação da chapa eleita, para tirar do cargo quem venceu nas urnas; o tribunal rejeitou tudo em 2021 por falta de provas. Haddad resumiu no Roda Viva: "quem perdeu as eleições de 2018 foi o Brasil".
As urnas. O voto impresso que hoje é tratado como pauta golpista foi criado pela Lei 12.034, sancionada por Lula em 29 de setembro de 2009, para valer a partir de 2014.
O STF derrubou a regra em 2013. O próprio Lula assinou a auditoria em papel que o PT agora chama de ataque à democracia.
O resto da ficha. Em 2004 o governo Lula propôs um Conselho Federal de Jornalismo com poder de "orientar, disciplinar e fiscalizar" a imprensa.
Em 2009 o PNDH-3 sugeriu um ranking oficial de veículos de comunicação. Em 2014 o Decreto 8.243 tentou criar conselhos populares ao lado do Congresso, e a Câmara derrubou.
O partido fundou o Foro de São Paulo em 1990 com o Partido Comunista de Cuba e até hoje trata Havana, Caracas e Manágua como aliadas; em 2023 Lula disse que a falta de democracia na Venezuela era questão de "narrativa".
Agora, a parte que a jornalista evita: o que é golpe.
Golpe não é só tanque na avenida. Golpe é tomar o poder, ou mantê-lo, por caminhos que a Constituição não autoriza.
Comprar deputados com dinheiro desviado é sequestrar um Poder. Financiar campanha com propina de estatal é comprar o resultado da eleição com o dinheiro do próprio eleitor. Maquiar as contas públicas para vencer é fraudar a informação de que o voto depende.
Nomear o réu ministro para tirá-lo do juiz é tentar capturar a Justiça. Chamar de fraude a eleição que perdeu e de golpe o impeachment que sofreu é aceitar as regras só quando elas favorecem.
É por isso que esse é o pior tipo de golpe. O golpe de farda sai no noticiário no dia seguinte e o país sabe contra o que está lutando.
O golpe por corrupção corrói o voto por dentro, durante anos, enquanto o golpista discursa sobre democracia no horário eleitoral. O eleitor acredita que escolheu. Foi comprado, com o próprio dinheiro, para acreditar nisso.
O PT nunca precisou atacar a urna. Comprou o que entra nela: o Congresso, a campanha e, por muito pouco, a Justiça.
A Flávia cobra do bolsonarismo um padrão que nunca cobrou do partido que governou o país por 20 anos.
Isso tem nome, e não é jornalismo.