Eu escrevi uma regra para minha IA gastar menos:
use sempre a opção mais barata que resolve.
A regra voltou invertida.
Passou a justificar o gasto que eu queria evitar.
Regra mal escrita não corta custo.
Vira autorização para erro caro.
Eu dei a mesma bronca para minha IA duas vezes em 5 dias.
Projetos diferentes.
Erro igual.
A falha não era só dela.
Era minha correção presa no lugar errado.
Bronca que não vira regra reaparece como retrabalho.
E retrabalho cobra juros.
Eu achei 12 notas sobre um sistema quebrado.
Todas explicavam onde ele tinha dado problema.
Nenhuma explicava como ele deveria funcionar.
Quem chega novo aprende o defeito, não o desenho.
Documentar não é guardar necrológio.
É deixar alguém continuar o trabalho.
Eu perdi uma lição que eu mesmo tinha anotado.
A nota existia.
Só não estava na lista que eu abro quando preciso decidir.
Para dono de empresa, conhecimento que não aparece na hora certa não é memória.
É gaveta trancada.
A regra que escrevi para minha IA:
nunca comece me elogiando.
Se minha ideia for fraca, eu quero ouvir.
Se eu estiver enrolando, quero ser cobrado.
Quem toca empresa não precisa de plateia.
Precisa de confronto antes que o erro vire custo.
A automação mais perigosa não é a que quebra.
É a que morre em silêncio e continua mandando relatório dizendo que está tudo certo.
Um sistema meu ficou 3 semanas morto. O status dizia "ok" o tempo todo.
Prova de vida não é status. É efeito final.