@analeticia_c O Bolsonaro hipotético:
- Perseguiu e criou campos de concentração anti-LGBTs;
- Incentiva feminicídio em massa;
- Contra pobres e negros nas universidades;
- Contra voto feminino, porque ele acredita que mulher não tem direitos.
(contém ironia)
@drabashk Eu não gosto da familia bolsonaro, eles não representam pra mim esperança, mas sabe o bizarro? É que tu não encontras ninguém dessa chapa que é contra voto feminino. Fico me perguntando da onde esses espantalhos surgem a respeito deles KKKKKKKKK
@putellasfv E uma correção: ele terminou oficialmente em 1947 e não 1945. O passado sombrio só deixou de existir quando surgiu a nova constituinte em 1947. Vamos ser precisos, por favor.
@putellasfv Eu sei que o Japão Imperial é um momento histórico tenebroso, mas no que isso implica em brasileiros que moram fora e votam contra o Lula?
Qual a lógica dessa linha de "raciocínio"? Então pra ti, faria mais sentido o bonitão ou a bonitona morar fora e ainda votar no Lula? KK
@iane_4u Por algum motivo não consigo por o link dessa noticia, mas segue o formato exato pra pesquisa
"Lula diz que feministas do PT são mulheres de grelo duro e cobra ataque a procurador de Justiça. Veja vídeo - Jornal Opção"
Para mim, existe uma diferença fundamental entre o esquerdista e o direitista.
O esquerdista se preocupa muito mais com o discurso do que com o resultado. Com o que parece bonito, soa humano e transmite uma imagem de virtude.
Igualdade, justiça social, defesa dos pobres, inclusão, amor, proteção, defesa das minorias.
É um discurso mole, bonito, emocionalmente confortável e extremamente fácil de vender.
Mas e o resultado?
O PT comandou o Brasil de 2003 a 2016 e voltou ao poder em 2023. São quase 18 anos na Presidência. Praticamente duas décadas para transformar esse discurso em resultado.
Então vamos olhar onde o Brasil está.
IDH: 84º lugar entre 193 países. (UNDP)
Educação: no PISA, apenas 27% dos estudantes brasileiros atingem o nível mínimo em matemática. Na média da OCDE são 69%. E a própria OCDE afirma que, depois de 2009, nosso desempenho em matemática, leitura e ciências teve apenas pequenas oscilações, em sua maioria sem significância estatística. (OECD)
Segurança: 124º lugar entre 163 países no Global Peace Index 2026.
Liberdade econômica: 134º lugar no mundo e 28º entre 32 países das Américas no Index of Economic Freedom 2026. Classificação: economia “majoritariamente não livre”. (Heritage)
Saúde: vivem gritando que o SUS é referência. Mas, quando se pergunta sobre a experiência concreta com o sistema de saúde, o retrato é bem menos bonito. No Health Care Index 2026 do Numbeo, baseado na percepção dos usuários sobre profissionais, equipamentos, tempo de atendimento, custo e satisfação, o Brasil tem 59,3 pontos. (Numbeo)
E percepção de quem usa importa. É fácil elogiar quando se tem plano de saúde. Quero saber como é a vida de quem depende do serviço quando realmente precisa.
Houve avanços? Houve. Pontuais.
Mas é muito pouco para praticamente duas décadas no poder. Muito pouco para quem fala tanto.
O direitista tende a ser mais pragmático. Preocupa-se mais com liberdade, responsabilidade individual, mérito, propriedade, segurança, produtividade, investimento, crescimento e resultado.
Em uma frase:
O esquerdista tende a votar em quem fala bonito. O direitista tende a votar em quem faz funcionar.
E liberdade econômica é um ótimo exemplo. O Brasil aparece em 134º lugar nesse ranking, enquanto estudos internacionais encontram relação positiva entre dimensões da liberdade econômica e desenvolvimento humano. Um estudo recente analisou 186 países e encontrou efeitos positivos associados, entre outros fatores, à integridade governamental, liberdade do trabalho, liberdade de investimento e liberdade financeira. (DOI)
No final, não adianta discursar em defesa dos pobres e das minorias para conquistar seus votos e fingir preocupação com sua dignidade se, depois de praticamente duas décadas, essas pessoas, assim como o restante da população, continuam vivendo em um país muito mal posicionado em vários dos grandes indicadores internacionais de educação, segurança, liberdade econômica e desenvolvimento humano.
Tiveram praticamente duas décadas para passar do discurso em favor dos pobres e das minorias para uma prática que nunca chega na mesma proporção da promessa.
Dignidade não é discurso.
É a vida que as pessoas efetivamente têm.