@AlfredoBulhao@romeu O termo invasão não é a correta, mas sim expansão. Na altura Portugal não existia como nação, logo não era um a invasão. Assim como os Romanos não invadiram a Peninsula Ibérica nem a Lusitânia.
@joao_ferreira33 Diria mais, nas mãos de imbecis, cuja única preocupação é tentar recolher o maior número de feeds para sobreviverem e serem notados para umas futuras avenças numa sede qualquer.
@maruazloma@Rui_Cavaleiro_ Pois sim , infelizmente dá a impressão que lhe mostrou outra coisa.
Tanto barulho para nada, mais uma vez amocharam perante o dono.
@Rui_Cavaleiro_ Onde estão as novas fontes de energia? Quais são os novos países de abastecimento? O velho problema, o continente europeu nunca possuiu e não possui matéria-prima energética suficiente para os seus consumos. Os acordos com os de sempre serão sempre necessários.
@Adelino_Cunha_ São duas formas de olhar para o mesmo problema. O desmembramento da democracia.
"A democracia é a mais severa forma de despotismo." - Aristóteles
Sobre a análise da Diana Soller às eleições russas
Com todo o respeito pela comentadora, reduzir as eleições russas a "um golpe palaciano que não vale nada" é tecnicamente correto no procedimento, mas sociologicamente errado sobre o país. Revela desconhecimento da mentalidade russa.
Sim, há um domínio total do Estado e eliminação da oposição. Mas isso não explica a base social do putinismo. Essa base existe e é mensurável, mesmo pelos institutos independentes.
O Levada Center, único instituto independente ainda em Moscovo e classificado pelo próprio Kremlin como "agente estrangeiro", registou:
• 87% de aprovação de Putin em dezembro de 2024;
• 76% em agosto de 2025, mesmo com guerra e degradação económica;
• 52% apoiam fortemente, 31% "nada têm de mau a dizer" e apenas 14% têm opinião negativa (junho 2023).
Mais revelador: quando questionados sobre as personalidades mais notáveis de todos os tempos, os russos responderam Estaline 42%, Putin 31% e Lenine 28%. Pushkin e Gagarin ficam para trás.
Não é só medo. É nostalgia imperial e mentalidade paternalista. Putin não inventou isso, encarnou isso. Ele é visto não como um primeiro-ministro, mas como o garante da ordem e do estatuto de grande império, depois do trauma dos anos 90. É por isso que, como notam vários estudos, a maioria dos russos continua a subscrever o "sonho imperial" mesmo com a guerra.
As eleições são, de facto, não livres. Mas dizer que não significam nada para os russos é projetar o nosso desejo ocidental sobre a realidade deles. O resultado encenado — uma vitória esmagadora de Putin — é, infelizmente para quem espera uma revolução liberal, exatamente o resultado que a maioria da sociedade russa deseja ver.
Para entender a Rússia, é preciso sair da grelha da democracia liberal e entrar na grelha do império.
@ManoPatric61990 O grande problema é que esta senhora Soller, como outros, e não quero acreditar que são todos estúpidos e incultos, usam estas narrativas com um único propósito, chegar ao fim do mês. Mas alguns já encarnaram tão fortemente a sua personagem que se tornaram apenas imbecis.