Fiquem tranquilos:
o governo está preparando um "supersistema"!
Para prender bandido?
Não!
Para dar saneamento básico?
Não!
Pra quê então?
Para cobrar imposto! 🤡
Para surpresa de zero pessoas, tem esquerdista comemorando o assassinato de Charlie Kirk.
Há ainda os mais tímidos que alegam que ele teria morrido do próprio veneno.
Depois o extremista é a vítima.
Mario Sabino cobra uma cobertura mais intensa e abrangente da imprensa em relação às acusações do ex-assessor de Moraes. Segundo ele, existem documentos embasando as denúncias e elas são muito graves para ficarem apenas na bolha do bolsonarismo.
ATENÇÃO!
O TRILIONÁRIO FLAMENGO, QUE TEM 87 CRAQUES NO ELENCO, ESTÁ ELIMINADO DA COPA DO BRASIL!
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Não surpreende que um governo tão empenhado em reescrever a história acabe por abandonar quem insiste em lembrá-la. Retirar o Brasil IHRA é bem coerente com um poder que trata o Hamas como resistência e relativiza o terror com fraseado de comício.
Presidente @LulaOficial,
Escrevo esta carta com indignação profunda e um senso de urgência moral. O apoio oficial do governo brasileiro à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça é uma afronta à verdade, à justiça e à história. Essa postura, embora formalmente estatal, ecoa no mundo como se fosse a voz de todo um povo, mas não é. Em meu nome, e em nome de milhares de brasileiros que prezam pelo rigor jurídico, pela memória histórica e pela luta real contra o antissemitismo, registro meu mais veemente repúdio. E, sinceramente, diante do que temos presenciado no Brasil com a crescente instrumentalização do STF, decisões arbitrárias e o desprezo por princípios constitucionais, não surpreende que falte a este governo o mínimo de rigor jurídico ao tratar do mais cruel dos crimes internacionais.
O senhor apoiou uma ação que acusa Israel de genocídio, uma das acusações mais graves existentes no Direito Internacional. E o fez ignorando que a própria Corte, em sua decisão de 26 de janeiro de 2024, se absteve de qualquer julgamento de mérito. Falou apenas em "atos que possam constituir genocídio" e reconheceu a plausibilidade dos direitos dos palestinos. Nenhuma afirmação categórica. Nenhuma constatação de dolo genocida. Apenas uma cautela jurídica diante da ausência de provas. A forma como o senhor escolheu interpretar essa decisão revela muito mais sobre a posição ideológica de seu governo do que sobre a realidade dos fatos.
O cuidado terminológico da Corte não é um detalhe técnico, mas o indício mais claro de que, até o momento, não há base jurídica sólida para a acusação de genocídio. A Corte Internacional de Justiça, como de praxe na fase de medidas provisórias, não faz qualquer juízo de mérito. Ao falar apenas em “plausibilidade dos direitos alegados”, a Corte se limita a um requisito processual mínimo, não a um reconhecimento de culpa. Se houvesse indícios concretos e inequívocos de intenção genocida por parte de Israel, a Corte teria adotado uma linguagem mais afirmativa ou emitido medidas mais duras. Mas ela não o fez. Porque não há. O que há é uma guerra deflagrada por um ataque terrorista bárbaro, no dia 7 de outubro de 2023: estupros, sequestros, famílias queimadas vivas, bebês assassinados no maior massacre de judeus desde o Holocausto. E, ainda assim, nenhuma linha da nota do Itamaraty menciona esses crimes. Esse silêncio é cúmplice. Essa omissão é moralmente inaceitável.
O senhor fala em nome do Direito Internacional, mas ignora seu fundamento essencial: a distinção entre civis e combatentes, entre crimes de guerra e genocídio. Israel tem como alvo o Hamas, uma organização terrorista que transforma civis em escudo humano, que constrói túneis sob escolas, que esconde mísseis em hospitais, que utiliza ambulâncias para transportar combatentes. Israel emite alertas antes de atacar, distribui panfletos, envia mensagens, adia bombardeios, coordena pausas táticas e ajuda humanitária. Muitos dos edifícios destruídos estavam vazios, justamente porque Israel se esforça para poupar vidas inocentes. Nenhum genocida age assim.
Os números confirmam: entre os mais de 55 mil mortos anunciados pelo Hamas, cerca de 25 mil seriam combatentes. Outros 10 mil seriam mortes naturais previstas. Mesmo em guerra urbana, mesmo com um inimigo que se esconde entre civis, o número de vítimas não corresponde a um extermínio deliberado. Ao contrário, especialistas apontam que esta é, proporcionalmente, uma das operações com menor taxa de baixas civis da história militar moderna.
Genocídio exige intenção de exterminar um povo como tal. Não se trata de sofrimento, nem de tragédia, que são reais. Trata-se de um projeto deliberado de aniquilação, como foi o Holocausto. E é aí que sua acusação desmorona. Porque se Israel quisesse destruir Gaza, já o teria feito. Porque tem poder militar para isso. Mas não o faz. Porque não quer. Porque está lutando, com todos os erros e custos da guerra, por sua sobrevivência.
O uso leviano do termo genocídio, cunhado para nomear o pior dos crimes, não apenas desrespeita a memória das vítimas do Holocausto: ele banaliza a linguagem jurídica e destrói a capacidade do mundo de identificar genocídios reais. Como os que estão acontecendo hoje mesmo na Síria, onde drusos estão sendo massacrados sob o silêncio constrangedor do seu governo. Quantas notas oficiais o Itamaraty publicou sobre isso, senhor Presidente? Quantas palavras o senhor dirigiu às vítimas? Nenhuma. Porque não há ganhos políticos em defender minorias esquecidas.
O Brasil já vinha comprometendo sua credibilidade internacional ao se alinhar ao Brics, adotar uma retórica sistematicamente antiocidental e estreitar laços com regimes autoritários. Mas esta decisão mais recente ultrapassa a esfera da política externa. Ela atravessa a fronteira do inaceitável moral. Ao endossar uma acusação de genocídio sem base factual ou jurídica, o senhor não fez uma escolha diplomática: fez uma escolha ideológica, pautada por narrativas, não por provas. Isso não é política internacional séria. É desinformação institucionalizada com chancela de Estado.
Podemos e devemos discutir os rumos da guerra, buscar a paz, apontar erros e excessos. Mas acusar Israel de genocídio é ultrapassar uma fronteira sem retorno. É deslegitimar o Direito Internacional. É distorcer a história. É desonrar a memória das vítimas de genocídios verdadeiros, como o Holocausto. E, acima de tudo, é perpetuar uma mentira perigosa, uma mentira que alimenta o ódio, insufla o extremismo e legitima a violência.
A dor dos civis em Gaza é real e deve ser levada a sério. Mas isso não é genocídio. Usar essa dor como arma política é não apenas injusto. É profundamente imoral.
Em protesto,
Hasbará Brasil
@ItamaratyGovBr