Como engenheiro, esse tipo de evento chama muito a atenção. Se for confirmada a ruptura súbita de um lago glacial, é o chamado GLOF (Glacial Lake Outburst Flood). É praticamente uma barragem natural que rompe e libera enorme volume de água em pouco tempo. O Himalaia é especialmente vulnerável, mas ainda é cedo pra atribuir este evento específico diretamente às mudanças climáticas antes de concluírem a investigação. Ao que parece, cerca de 7 minutos antes, foi registrado um tremor de magnitude 4,4 na região, que pode ter contribuído pra desestabilizar gelo e rocha. É um ��timo exemplo de como desastre raramente tem uma causa única: ameaça natural + exposição + vulnerabilidade é que transformam o evento em catástrofe. Em comparação com o Brasil, lembra, em parte, Mariana e Brumadinho. O mecanismo é parecido, pois uma barreira perde estabilidade e libera abruptamente enorme volume de material, formando uma onda de inundação devastadora a jusante. A diferença fundamental é que em MG romperam barragens de rejeitos construídas pelo homem, já num GLOF rompe uma barragem natural que contém um lago glacial. Em ambos, a engenharia de desastres quer saber: se romper, pra onde vai, quanto tempo leva pra chegar e quem está no caminho?
@Gunnerlighter@OnlyBangersEth I like to think of it as a choice to have a decision tho. I feel like a lot of people unnecessarily compromise in unhealthy relationships in the sake of "Marriage" or "what would the society think??". If it's not working out, then it's not.