Rayan mobiliza comunidade onde nasceu antes da Copa
Vizinha ao estádio de São Januário, a comunidade da Barreira do Vasco vive dias de festa e orgulho com a convocação do "cria" para a Copa do Mundo.
Na rua atrás da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) há um mural grafitado com a imagem do jogador vestido metade de seleção brasileira e metade de Vasco. Há também as frases "Da Barreira pro Mundo"; "Nascido na Barreira, orgulho da favela" e "De São Januário pra Copa".
Um dos pontos mais movimentados da comunidade é a praça Carmela Dutra, que possui uma quadra onde Rayan deu seus primeiros passos no futebol, na escolinha de seu tio Carlão. Por ali se encontra uma das principais ruas da Barreira, a chamada "Rua da Farmácia", que tem chamado a atenção de quem passa por conta de um enorme bandeirão hasteado com a foto de Rayan vestido com o uniforme da seleção brasileira e a frase "Da Barreira para o Mundo".
Via: @UOLEsporte / @brazbruno
📷Bruno Braz/UOl
A torcida vascaína está cansada de ser penalizada por cobranças pouco transparentes na compra de ingressos. Pensando nisso, o Conselheiro Bernardo Silveira, integrante do grupo ArquibaVasco, protocolou uma representação formal junto ao PROCON CARIOCA contra a empresa ELEVEN360 Tecnologia da Informação LTDA, responsável pela plataforma “Eleven Tickets”, utilizada na venda de ingressos do Club de Regatas Vasco da Gama.
A ação questiona principalmente a cobrança obrigatória da chamada “taxa de serviço”, equivalente a cerca de 10% do valor do ingresso, além da “taxa de processamento”, cobrada em todas as transações no valor fixo de R$ 1,98. O ponto central da denúncia é que essas cobranças são impostas ao torcedor sem possibilidade de exclusão e, muitas vezes, aparecem apenas nas etapas finais da compra, sem transparência adequada sobre o valor total da operação.
Na representação apresentada ao PROCON, foram levantados questionamentos importantes sobre a legalidade e a justificativa dessas taxas. Entre os principais pontos, foi solicitado que a empresa esclareça detalhadamente:
-qual é a real natureza e finalidade das cobranças?
-como os valores são calculados?
-qual contraprestação efetiva é entregue ao consumidor?
-em que momento essas taxas são informadas ao torcedor durante a compra?
-existe algum canal alternativo para compra de ingressos sem a incidência dessas cobranças?
A denúncia também sustenta que a prática pode violar princípios fundamentais do Código de Defesa do Consumidor, como transparência, boa-fé, informação clara e equilíbrio na relação de consumo. O entendimento apresentado é que custos operacionais da empresa não podem simplesmente ser repassados ao consumidor de maneira automática e obrigatória, principalmente sem explicação adequada e destaque prévio.
Diante da gravidade dos fatos apresentados, o PROCON CARIOCA notificou oficialmente a empresa, concedendo prazo de 10 dias para apresentação de esclarecimentos e eventuais providências.
O grupo ArquibaVasco reforça que essa iniciativa não tem como objetivo apenas contestar valores cobrados, mas abrir uma discussão séria sobre práticas que vêm afetando milhares de torcedores do Vasco de forma recorrente e silenciosa.
Caso a empresa não apresente respostas satisfatórias ou não promova adequações nas cobranças e na transparência das informações prestadas ao consumidor, novas medidas poderão ser tomadas. Entre elas:
A retirada das cobranças abusivas;
Maior transparência na venda de ingressos;
Alternativas sem taxa adicional;
E medidas de reparação aos consumidores lesados.
A luta é para que o torcedor tenha respeito, clareza e acesso justo aos ingressos, sem cobranças abusivas e sem surpresas no momento da compra.
O torcedor não pode continuar sendo tratado apenas como fonte inesgotável de receita.
A gestão Sempre Vasco/Pedrinho chegou prometendo profissionalismo, planejamento e reconstrução institucional. Pouco tempo depois, o discurso já não encontra respaldo na prática. O futebol do Vasco segue refém do improviso, de decisões tomadas no calor da pressão e de uma condução que parece mais preocupada em preservar narrativas do que em construir um projeto esportivo sólido e competitivo.
É impossível falar em planejamento quando as contratações seguem subordinadas a técnicos sem continuidade e quando cargos estratégicos do futebol permanecem ocupados por critérios de confiança pessoal, e não de capacidade comprovada. O futebol moderno exige qualificação, experiência e cobrança permanente por resultado. No entanto, o presidente insiste em concentrar decisões em um núcleo fechado, blindado de críticas, enquanto os erros se acumulam em sequência. A torcida percebe isso dentro de campo: um elenco caro, desequilibrado, sem identidade e montado a partir de escolhas que mudam a cada troca de treinador.
A consequência sofremos nós, torcedores, por acompanhar esse desempenho instável, o desperdício de recursos e a perda de competitividade. Jogadores e treinadores mudam, mas a raiz do problema permanece fora das críticas da torcida. O Vasco não pode normalizar temporadas sem ambição. Um clube da nossa dimensão precisa entrar em todas as competições para disputar as primeiras posições.
A decisão de poupar o time na Copa Sul-Americana, colocando em risco a classificação, e poucos dias depois sofrer uma derrota por 3 a 0 dentro de casa para o Red Bull Bragantino escancara um dos maiores problemas desta gestão: a ausência completa de ambição esportiva. O Vasco parece entrar em competições não para disputar títulos, mas apenas para sobreviver ao calendário. Tratar torneios continentais como descartáveis e naturalizar atuações vexatórias em São Januário é aceitar um padrão incompatível com a sua história.
Não basta pedir paciência à torcida enquanto milhões são investidos sem critério e o clube continua distante do nível que sua história exige. O tamanho do Vasco exige mais do que discurso.
Por isso queremos incluir no estatuto uma diretriz de que os resultados esportivos não podem ser abandonados por qualquer gestão. Precisamos de pessoas comprometidas com um Vasco vencedor.
Torce, Viaja e Vota.
Trecho com a participação do nosso conselheiro Bernardo Silveira na reunião do CD ontem.
Um relato sincero para trazer luz a uma discussão necessária: o Vasco precisa ser tratado com zelo por seus representantes eleitos.
Celebramos a decisão de estender o prazo para emendas à proposta de reforma do estatuto e vamos lutar para alcançarmos um texto que reflita os valores de inclusão, governança, transparência e soberania institucional.
ArquibaVasco
Torce, Viaja e Vota