@tucavmendes@xicograziano Boa, quem não é boçal é o RachaMaster. Vocês ajudam a destruir o que é a representação da direita. O próprio mito assumiu ser do centrão, ou isso é fake? Queiroz assumiu o esquema do gabinete, ou isso também é fake?
@rodbrunoo@xicograziano Calma coração, há uma grande diferença entre divergência política e corrupção. Eu não voto em corruptos, qual a dificuldade em entender isso? Morra com teu juízo de valor medíocre, eu não me presto a esse serviço.
Entre escolher Merda liquida e Merda sólida prefiro não escolher nenhuma das duas. Plena admiração por quem vota nulo com essas duas opções. Tem mais três candidatos pra testar, não dá pra perder tempo com bandidos.
Eu daria uma chance a esse sujeito
2 mandatos
8 anos
Falas consistentes
Inteligencia acima da média
Propostas alinhadas com o desejo das classes trabalhadoras
Me lembra muito o Enéas Carneiro.
Raciocino Rápido. Pensamento lógico.
Cury não sabe o que é IBS, não sabe o que é CBS, não sabe o que é ICMS, não sabe o que é meta de primário, não sabe o que é arcabouço fiscal, não conhece a proporção dívida/PIB e promete (abertamente!) aumentar a inflação.
Aparentemente Dilma está disputando seu 3o mandato.
O ponto mais interessante do texto de Renan não é eleitoral. É psicológico.
O brasileiro cordial do século XXI ficou tão cordial que conseguiu uma façanha: colocou a democracia e o cinismo na mesma sala, serviu café aos dois e pediu que ninguém levantasse a voz.
Lula pode passar décadas dentro da máquina brasileira, cercado pelas contradições, alianças e conveniências que o poder exige, e ainda ser apresentado como encarnação natural da democracia. Bolsonaro transformou a Presidência numa extensão da guerra cultural familiar. Agora Flávio herda não apenas um sobrenome, mas uma estrutura política, uma linguagem, uma militância e uma dinastia.
E o país olha para tudo isso com espantosa familiaridade.
Esse é o condomínio de Brasília. Troca o síndico, muda a facção na assembleia, alguns moradores brigam no grupo do WhatsApp, mas ninguém pergunta por que o esgoto continua entrando pela garagem.
A esquerda chama seu síndico de democracia. A direita chama o dela de liberdade. O Centrão chama ambos de oportunidade.
Enquanto isso, uma parcela gigantesca do eleitorado permanece narcotizada pela demagogia. Não necessariamente porque seja burra, mas porque o populismo oferece uma mercadoria psicologicamente irresistível: absolvição.
Você não precisa mudar. Não precisa sacrificar nada. Não precisa pensar em vinte anos. Não precisa rever sua relação com Estado, consumo, dívida, educação, família ou responsabilidade. Basta escolher o culpado correto e o salvador correspondente.
É exatamente aí que Renan se torna desagradável.
Pode-se discutir suas propostas, criticá-las e até considerá-las perigosas. Mas há algo anterior acontecendo. Ele entra numa sociedade acostumada ao analgésico e começa a falar em causa da doença.
O brasileiro aprendeu a dormir enquanto o prédio pega fogo. Lula diz que o incêndio anterior foi pior. O bolsonarismo diz que o fogo é culpa do comunismo. O Centrão vende extintores superfaturados para os dois.
Renan entra tocando o alarme.
E imediatamente surge uma multidão furiosa não necessariamente com o incêndio, mas com o barulho.
É por isso que a reação ao sujeito parece maior que seus 3% ou 4%. O perigo percebido talvez não esteja no tamanho eleitoral presente. Está na possibilidade de romper uma gramática política muito confortável.
Porque decadência conhecida dá menos medo do que transformação desconhecida.
O brasileiro se habituou tanto ao absurdo que passou a chamar resignação de maturidade, covardia de temperança e repetição de estabilidade. O escândalo deixou de ser o prédio estar queimando.
O escândalo passou a ser alguém ter a falta de educação de acordar os moradores.
Amanda Vettorazzo gravou e e divulgou uma oferta de propina na terça, com direito ao sujeito recebendo voz de prisão. Se fosse a Érika Hilton, seria primeira página e o assunto do país a semana inteira.
Sou sincero: não sei se o que faço ou falo ressoa com as pessoas daqui. Sinto que o brasileiro desistiu de qualquer coisa idealista e quer apenas ficar perto daquilo que soa popular. Vou fazer o que penso pois sou assim — e isso me trouxe pessoas incríveis pra perto.
Só hoje li as análises sobre a minha ida ao Jornal Nacional. Muita gente ficou assustada, me tratando como um ditador em potencial de fala refinada. Peço calma.
O país a que dirijo minhas palavras se apega mais aos óculos de funkeiro do Nikolas, às mentiras sentimentais do Lula, ao coaching do Cury e à burrice bolsonarista do que a qualquer noção de autorrespeito e glória.
Estamos num buraco moral sem precedentes: viciados em tigrinho, bet, scrolling infinito, influenciador de rifa, vendedor de curso online, prostituição digital, reality show e música ruim. As pessoas vendem o voto e tomam decisões políticas de curto prazo. Eu proponho responsabilidade pessoal, senso de sacrifício e construção de horizonte histórico. Proponho uma glória que não se realiza no mês seguinte.
Caros amigos, portanto, convenhamos: nada disso tem a ver com a norma social vigente no país. Qualquer analista sabe disso.
Então por que diabos se preocupam tanto?
Fiquem de olho nos bots contratados pelo Flávio. Na máquina turbinada por emendas sob controle do Centrão. No lulismo de resultados que usa vale-gás para comprar voto. Nos milhares de perfis pró-Marçal que se engajaram na campanha do Cury — aquele que realmente vai disparar nas pesquisas.
Por que tanto medo de alguém que claramente só tem um livro na mão e meia dúzia de militantes online? No papel, incluindo Zema e Caiado, somos os mais fracos e menos estruturados. Não temos dinheiro. É fato público e notório. Minha retórica é interessante, mas não ressoa com a maioria do eleitor. É o que todos dizem por aí.
Entretanto, para a imprensa e os analistas, a candidatura da Missão é o maior dos problemas e a mais terrível das ameaças. Vi gente apavorada com a minha ida ao Jornal Nacional! Para muitos especialistas, nasceu ali um ditadorzinho, um sujeito perigoso inspirado em El Salvador e outras coisas deveras perigosas.
O medo não bate com a sensação de segurança que as pesquisas deveriam lhes trazer: em tese, tenho 3% na Quaest, e logo mais o tempo de TV entra em campo e serei devorado pelos grandes. Eles tem redes maiores, também. Serei presa fácil para estruturas mais complexas e poderosas.
Também dizem que minhas ideias são ridículas. Bomba atômica, desfavelização, estado de defesa… tudo isso vindo de um cara que — maior das ousadias! — gostava de sair com mulher bonita quando jovem. São coisas que não deveriam se sustentar, e na prática ocupariam um espaço anedótico no jogo político como algum louquinho da UP ou do PCO.
Vi aqui, aliás, e meu número é o mesmo do Padre Kelmon. É 14.
Por isso, antes de tudo, peço calma.
Tem tudo pra dar errado.
Hoje eu senti um baita orgulho de ser amigo desse cara. O que ele fez foi histórico! Você pode não gostar dele, pode odiar o @MBLivre, mas não é mais possível ignorar que ele eleva — e muito! — o debate político no país. Parabéns, @RenanSantosMBL! 👏🏿👏🏿👏🏿👏🏿