Dear @netflix:
I have been a customer since you sent CDs.
If you stream this orc trash into my house I will cancel you instantly—and forever—and I will use my voice to get as many others to join me as possible.
You have been warned.
⚡️ @Netflix has acquired rights to the Russian series Masha and the Bear, which incorporates pro-Kremlin, militaristic propaganda aimed at children.
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💼💶 Em Portugal, ao longo das últimas duas décadas, os salários reais (excluindo o efeito da inflação) evoluíram de forma muito desigual entre grupos profissionais. Enquanto as profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas registaram aumentos salariais significativos em termos reais, os rendimentos das profissões mais qualificadas, em média, acabaram por diminuir.
Entre 2002 e 2024, todos os grupos de profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas viram o seu ganho médio mensal aumentar, destacando-se sobretudo os grupos com os rendimentos mais baixos. Os agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, da pesca e da floresta viram o seu ganho médio mensal crescer 48% desde 2002, passando de 791€ para 1.167€ (ambos os valores a preços de 2024). Entre os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores, o crescimento foi de 35%, um pouco acima do que se verificou entre os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artesanato (+31%) e entre os trabalhadores não qualificados (+30%).
Em contraste, os técnicos e profissões de nível intermédio registaram uma ligeira redução de 1% no ganho médio mensal. Entre os especialistas das atividades intelectuais e científicas, a quebra foi bem mais acentuada, de 12%, tal como entre os dirigentes, diretores, gestores executivos e representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, que sofreram uma redução de 15%.
Estes dados mostram uma compressão salarial significativa. A diferença entre os rendimentos das profissões mais qualificadas e mais bem remuneradas e os rendimentos das profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas e menos bem remuneradas, diminuiu ao longo das últimas duas décadas, não porque os salários mais baixos tenham convergido exclusivamente através de ganhos de poder aquisitivo, mas também porque os salários das profissões mais qualificadas perderam poder de compra.
A evolução reflete fatores como o forte aumento do salário mínimo nacional, a maior proteção dos rendimentos mais baixos e um crescimento económico que não foi suficiente para impulsionar de forma sustentada os salários das profissões de maior qualificação. O resultado foi uma redução das disparidades salariais, mas também uma menor recompensa relativa para competências mais especializadas.
#MaisFactos
@glevycordeiro, misturaste valores pagos 14x com o custo mensal (12x) do empregador.
Base 14x: 2k
Anual: 28k
Base 12x: 2333,33
Custo 12x: 2887,50
Líquido 12x: 1725,66 => 59,76% do custo
Sem subsídio de refeição.
Mas sim, os impostos são altos, e sim, a SS/TSU É UM IMPOSTO.
Em média, um empregador gasta 2887,50€ por mês para pagar 2000€ de salário bruto. O trabalhador recebe 1478,66€. O Estado leva 49% do valor gasto em retenções na fonte e Segurança Social.
Um Guia Prático para Libertar a Economia Portuguesa, por @psantacl.
Era bom que os nossos políticos dos vários partidos fossem capazes de pegar nisto. É improvável, como o próprio autor diz, mas continuar como estamos não pode ser opção.
Portugal não teve uma crise neste século. Uma crise teria forçado uma resposta. O que Portugal teve foi pior: um declínio lento, confortável, quase imperceptível — do tipo que só se vê quando levantamos os olhos do debate nacional e reparamos para onde foram os outros. O sapo que vai morrendo na água a ferver.
Cinco décadas a 80% da média europeia. Três idas ao FMI. Uma das maiores fugas de cérebros da Europa Ocidental. Os que ficam não conseguem casa nem formar família.
Escrevi um guia prático para mudar isto — com metas, métodos e honestidade sobre os obstáculos. Não um manifesto. Um plano. Na esperança de que possa gerar um debate público e, porventura, um consenso alargado.
Chega, PCP e BE têm propostas de redução da idade da reforma completamente desligadas da realidade demográfica, económica e financeira do país. Querem comprar votos à custa do futuro dos mais jovens. Vergonha.
A exagerada progressividade do IRS continua a ser um dos entraves a salários mais altos.
Como diz o CGP, não é o único factor, mas o impacto do IRS é inegável.
Pagar um salário líquido de 3 mil euros custa 6194 euros por mês ao empregador.
Pagar três salários líquidos de mil euros custa 4618 euros por mês ao empregador.
Não será a única razão, mas é um incentivo perverso aos baixos salários e fraca produtividade.
Pagar um salário líquido de 3 mil euros custa 6194 euros por mês ao empregador.
Pagar três salários líquidos de mil euros custa 4618 euros por mês ao empregador.
Não será a única razão, mas é um incentivo perverso aos baixos salários e fraca produtividade.
De forma similar, Portugal tem o menor rácio entre a mediana e o percentil 10 da distribuição salarial (P50/P10) e um dos rácios mais baixos entre os percentis 90 e 10 (P90/P10) no conjunto dos países da área do euro.
Por outras palavras, Portugal tem atualmente um dos níveis de desigualdades salariais mais baixos da área do euro, porque existe uma forte compressão salarial nos níveis de salários mais baixos.
Para mais informações e para obter estes dados, não perca o novo Boletim Económico do Banco de Portugal: 🔗 https://t.co/jLOb62cl5H
@bancodeportugal
🇵🇹 PORTUGAL ESTÁ A PERDER SEM LUTAR
✍️ Mariana Leitão (@marianalqcl) no DN:
Dez meses de negociação, mais de sessenta reuniões, e o Governo nunca explicou com clareza o que muda na vida de quem trabalha. Apresentou mais de cem alterações ao Código do Trabalho e deixou o campo da narrativa entregue a quem tinha interesse em simplificar para assustar. O resultado está à vista. A proposta chega ao Parlamento fragilizada, com uma greve geral já marcada e com partidos à esquerda e à direita à procura de razões para a bloquear.
O que torna isto mais grave é que o Trabalho XXI não é uma reforma radical. É um conjunto de ajustes modestos a um Código do Trabalho que continua a ser um dos mais rígidos da OCDE. Portugal tem produtividade 25% abaixo da média europeia e salários 35% inferiores aos parceiros comunitários. E há quem queira manter tudo na mesma.
Tomemos o banco de horas individual. A proposta permite que trabalhador e empregador acordem, individualmente, uma organização mais flexível do tempo de trabalho, com compensação em folgas ou remuneração. Em meia Europa existe há décadas, em Portugal foi lido como a porta de entrada para o trabalho sem limite. O Governo nunca conseguiu inverter essa leitura.
O outsourcing é outro caso. Hoje, a lei proíbe uma empresa de recorrer à subcontratação durante um ano depois de fazer despedimentos colectivos, sempre que as funções subcontratadas correspondam às dos trabalhadores despedidos. A intenção era evitar abusos, o que faz sentido. O problema é que a norma não distingue o abuso da decisão legítima. Uma empresa que extingue o seu departamento de informática para contratar um fornecedor especializado, porque é mais eficiente, fica bloqueada durante doze meses. O Governo quer eliminar essa restrição e tem razão. Mas nunca explicou a diferença entre o que quer permitir e o que continua a proibir. Os sindicatos preencheram esse silêncio com uma palavra: precariedade. E ganharam.
A reintegração compulsória segue a mesma lógica. Hoje, quando um tribunal declara um despedimento ilícito, a regra geral é o regresso do trabalhador ao posto. O Governo quer que o tribunal possa fixar uma indemnização em alternativa. Os sindicatos chamaram-lhe o direito ao despedimento. O que o Governo nunca disse é que este mecanismo existe em quase toda a Europa e que obrigar duas partes em conflito a voltarem a trabalhar juntas raramente serve os interesses de quem quer que seja, a começar pelo próprio trabalhador.
Em todos os casos o padrão foi o mesmo. O Governo propôs, não explicou, e os adversários definiram o enquadramento.
Duas greves gerais em menos de um ano para travar ajustes muito modestos para equiparar Portugal aos países europeus desenvolvidos. As centrais sindicais e a grande maioria dos partidos opõem-se a qualquer reforma, por mais contida que seja. Precisam do conflito para sobreviver e do fantasma da exploração para justificar a sua existência. Por isso a narrativa nunca muda. Toda a flexibilidade é precariedade. Toda a reforma é um ataque. Toda a negociação é derrota.
O custo não é pago por quem convoca as greves ou nelas participa. É pago por quem fica de fora de um sistema desenhado para proteger quem já está dentro. E o Governo nem isso conseguiu explicar.
Se até uma reforma ínfima como esta obtém tanta resistência e sofre de tanta incapacidade de ser aplicada, que futuro terá Portugal para poder adaptar-se às mudanças em aceleração dos nossos tempos? É preciso um novo ímpeto.
O @malliberal tem toda a razão.
O PS continua a dar tiros ao lado, mas e daí é o que acontece quando têm deputados com o nível do Tiago Barbosa Ribeiro.
O Partido Socialista está completamente à deriva, é um barco em naufrágio. Para além da passarela de putativos sucessores à liderança parecer a Guerra dos Tronos, diz que uma revisão constitucional, em que o próprio PS participou em 2022/23, não serve de nada e que o direito à propriedade já está na Constituição. Será mesmo assim?