Doutor em economia, Cientista de dados, Professor @Insper, Pesquisa @SejaIDP, Sócio @AEDConsultingBR, membro @MensaBR. Divulgo ciência. Opiniões são pessoais.
Aula completa sobre o Tarifaço do Trump disponível no Youtube! Não fiz para ser algo genérico, mas para esmiuçar a maior parte dos argumentos e problemas envolvidos. 3h30 de conteúdo aberto, organizado em capítulos para facilitar ver por partes.
Link na resposta abaixo 👇
@WeiseFranklin Os roubos de carro também caíram muito. Temos evidências razoáveis que o principal culpado para a percepção de violência estar aumentando é o forte aumento no roubo de celular. Que infelizmente não aparece por completo nas estatísticas, porque boa parte das vítimas não faz BO.
Exclusivo: pagamentos que o próprio Master associou ao filho de Kassio Nunes Marques coincidem com julgamento em que ministro tomou decisão com impacto bilionário para negócios de Daniel Vorcaro. "500 mil mês". Na @revistapiaui
Leia no link: https://t.co/WHCDXonAbb
A solução constitucional para a necessária faxina ética no STF passa pelo Senado. Se o atual Senado continua cego, mudo e surdo ao que acontece no seu prédio vizinho em Brasília uma faxina preliminar no Senado é necessária na eleição de 2026.
Julgamento no STF projeta grave risco de impunidade e aprofunda crise institucional
A Transparência Internacional - Brasil manifesta extrema preocupação com os acontecimentos observados na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal realizada em 15 de setembro de 2026.
O julgamento revelou uma preocupante resistência institucional à abertura de uma investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O que estava em discussão não era uma condenação, mas apenas a possibilidade de apuração de fatos sustentados por um conjunto robusto de evidências já conhecidas do público. Ainda assim, a sessão foi marcada por manobras obstrutivas, tentativas de deslegitimação do procedimento e sucessivos conflitos processuais.
Ainda que existam questionamentos sobre aspectos da condução processual adotada pelo ministro André Mendonça, os quais devem ser objeto de escrutínio e debate nos foros apropriados, nada disso justifica a resistência demonstrada por parte dos ministros à mera abertura de uma investigação.
A principal consequência desse julgamento é o agravamento da percepção de impunidade, sendo orquestrada aos olhos de todos em transmissão ao vivo. Se o sistema demonstra tamanha resistência já na etapa preliminar de uma investigação, torna-se difícil acreditar que diligências mais sensíveis, eventuais denúncias e futuros julgamentos possam transcorrer com a independência, a objetividade e a efetividade exigidas pelo Estado de Direito.
A sessão também expôs evidentes conflitos de interesse. A participação de Moraes, diretamente afetado pelo objeto da investigação, a ausência de declaração de suspeição por parte do procurador-geral da República e as controversas abstenções de ministros cujos nomes igualmente aparecem associados aos fatos contribuíram para aprofundar dúvidas sobre a imparcialidade do processo.
Igualmente grave foi a degradação institucional observada ao longo do julgamento. Ataques pessoais, intimidações, agressões verbais, tentativas de constrangimento de ministros e episódios de contestação da autoridade da presidência da Corte produziram um espetáculo incompatível com a dignidade e a responsabilidade constitucional do Supremo Tribunal Federal.
Os danos não se limitam ao Judiciário. Em um contexto de forte polarização política e proximidade das eleições, a incapacidade das instituições de investigar com credibilidade seus próprios integrantes torna-se um fator de crescente instabilidade democrática. Ao aprofundar a descrença da população na igualdade perante a lei, a crise enfraquece a confiança nas instituições e alimenta o avanço de alternativas populistas e autoritárias.
Diante desse cenário, os mecanismos institucionais de controle enfrentam um teste decisivo. O Conselho Superior do Ministério Público deve cumprir seu papel e afastar do caso o atual procurador-geral da República, designando um membro com independência e disposição para conduzir as investigações necessárias, livre de conflitos de interesses. Da mesma forma, o Supremo Tribunal Federal deve assegurar a continuidade regular e célere do julgamento, com a pronta devolução do processo pelo ministro Flávio Dino e a retomada da votação pelo plenário sem novas manobras procrastinatórias. Caso contrário, crescerá a pressão por mecanismos constitucionais extraordinários de responsabilização, como os processos de impeachment, com todos os riscos institucionais que isso envolve.
O Brasil não pode aceitar a consolidação de um regime de excepcionalidade para as mais altas autoridades da República. Tampouco pode permitir que a legítima indignação da sociedade seja instrumentalizada por projetos antidemocráticos.
A sessão de 15 de setembro poderá ser lembrada como um dos momentos mais graves da crise de credibilidade das instituições brasileiras. A restauração da confiança pública dependerá da demonstração concreta de que ninguém está acima da lei e de que os mecanismos de responsabilização continuam capazes de alcançar até mesmo os detentores dos maiores poderes da República.
@mab_sp125 na média, por dinheiro na bolsa brasileira é furada. Em praticamente todos os países em desenvolvimento o índice da bolsa perde para o juro médio da renda fixa. Isto é, na média é mais risco com menor retorno. Algum sucesso na renda variável é investindo no exterior.
O senador Alessandro Vieira vai impetrar um mandado de segurança para tentar garantir a instalação da CPI destinada a investigar a relação dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O requerimento já conta com 41 assinaturas, mas está há seis meses na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, aliado de Moraes também atingido pelo escândalo.
This is revealing: "nearly every one of the Gen Z-ers we spoke to explicitly asked for systemic, top-down change to social media platforms. Not through self-control apps or screen-time reminders but through the only mechanism they believe could work: regulation."
One participant drew a direct parallel to tobacco: “Before the government regulated the tobacco industry, everyone was smoking, even though they knew it was bad. Because the environment encouraged and allowed for that to happen. Yeah, the doctors would smoke. Now we need to get into a state where the environment shifts so young people’s habits shift.” https://t.co/PXc8gxjEKs
Hoje, tive a honra de colaborar com o Financial Times @FT sobre a crise no STF. Infelizmente, dado o tamanho do problema em nosso país, não posso dizer que foi um prazer. Estamos com uma imagem cada vez pior.
📝 New article on Our World in Data: Is organic farming better for the environment than conventional farming?
One of the most common questions we’re asked about food systems is whether organic farming is better for the environment than conventional methods. We wrote about this many years ago, but wanted to revisit this question and answer it based on the most recent available studies.
The very clear takeaway is that there is no clear-cut winner. Organic farming tends to perform better on ecotoxicity metrics and can support more biodiversity on a given farm. Conventional farming consistently wins in land use; it achieves higher yields, so it requires less land to grow a given amount of food.
On impacts such as greenhouse gas emissions and water pollution, organic farming tends to win per hectare. But because it achieves lower yields, this benefit disappears when we compare it per kilogram of food. When it comes to carbon emissions, there is no obvious winner.
The largest differences we see are between different types of foods. The environmental impacts of beef or pork, for example, are far higher than those of plant-based foods, regardless of whether they’re organic or conventionally farmed.
The key limiting factor for organic farming is land use. A future with more organic farming and less agricultural land than today would only be possible with larger shifts toward more plant-based, less land-hungry diets.
A Assembleia Legislativa de Goiás possui 143 cargos comissionados para cada deputado. No Mato Grosso, são 132. Rondônia? 93. E por aí vai
Se a Assembleia de São Paulo, a maior do país, conta com 2.376 servidores comissionados ligados aos parlamentares, o Rio de Janeiro possui 5.277. Não há lógica. Mas há um alto custo - administrativo e democrático
Afinal, vocês acham realmente que esse tanto de comissionado é contratado para trabalhar?
Exemplo aleatório: o deputado Beto Dois Um, do Mato Grosso. Seu gabinete, tal qual uma empresa de médio porte, conta com 64 funcionários
Why are the wealthiest so wealthy? 27-year panel: top 0.1% wealth gap reflects higher saving (36%), inheritances (31%), returns (28%). Calibrated to cross-sections alone, models miss "New Money" or "Old Money"; our dynamic facts pin down the mechanism.
https://t.co/GLWhzOOOLw
1/ Novo working paper, w/ @guiverpats, @sergiopfirpo e @prvsct: Quais são os efeitos sobre o crédito e as finanças de quem começa a fazer apostas online? Para responder, juntamos o extrato bancário e o registro de crédito do Banco Central (SCR) das mesmas pessoas. 🧵
Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade. É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes.
O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional. Da mesma forma, toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada.
Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República e pelo presidente do Senado Federal, cabe aos plenários do Supremo Tribunal Federal e do Senado, bem como ao Conselho Superior do Ministério Público, desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise.
As investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional. Somente assim é possível assegurar o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública nas instituições.
Em um contexto de grave tensão institucional, intensa circulação de desinformação e crescente instrumentalização política das investigações, especialmente durante o período eleitoral, a máxima transparência dos procedimentos torna-se ainda mais necessária e deve ser tratada como prioridade por todas as autoridades envolvidas.
Já estão em pleno curso as mesmas táticas que, no passado, foram empregadas com sucesso para enterrar investigações que alcançaram os mais altos níveis do poder no Brasil: a disseminação massiva de desinformação, a manipulação do debate público e a divisão da sociedade, impedindo que ela se una em defesa de seus próprios interesses. O Brasil precisa resgatar as lições do passado e impedir que a corrupção sistêmica volte a operar seus mecanismos de impunidade.
O que está em risco agora é muito mais do que a destruição das investigações sobre o maior caso de corrupção financeira da história brasileira. O que está em jogo é um colapso institucional na mais alta instância do sistema de Justiça, com potencial para contaminar o processo eleitoral e favorecer sua captura por forças populistas e autoritárias, em diferentes níveis, valendo-se da indignação popular.
A sociedade e as instituições precisam agir com responsabilidade, firmeza e respeito à ordem constitucional para conter a escalada da crise e preservar a integridade do Estado Democrático de Direito.
🇧🇷 URGENTE: Daniel Vorcaro enviou mensagem ao ministro Alexandre de Moraes no sábado, dois dias antes de ser preso, perguntando sobre deixar o país para escapar da prisão, revela o Estadão com base em mensagens extraídas do celular do banqueiro: "Acha que segunda já tenho que estar fora?".
Na segunda-feira, Vorcaro foi preso pela PF ao tentar embarcar em jato particular com destino a Malta.
Bolsonaristas, inclusive do Novo, atacam nas redes o ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Jr., que ousou dizer “não” à tentativa de Jair Bolsonaro de reverter o resultado eleitoral em 2022.
Os ataques partem do pressuposto de que é impossível ser crítico de Lula - como Baptista Jr. foi nos últimos anos, publicamente, inclusive - e, ao mesmo tempo, do uso das Forças Armadas para reversão da derrota nas urnas eletrônicas.
Essa mobilização em período eleitoral, na verdade, busca moldar as mentes do eleitorado neste sentido, para que todos os críticos da iniciativa de Bolsonaro de consultar os chefes militares sejam vistos como apoiadores de Lula, impedindo a reflexão moral sobre a conduta específica do ex-presidente, de seus filhos e aliados.
Toda a propaganda bolsonarista é baseada neste truque retórico, porque, a partir do momento em que se coloca um líder populista no pedestal da infalibilidade, toda e qualquer crítica ao representante máximo do “nós” na alegada guerra de “nós” contra “eles”, tem de ser rechaçada e demonizada como colaboracionismo com “eles”.
Em meio a tantos ataques pessoais, chamam atenção as postagens que buscam dar ares de contradição à postura de Baptista Jr. de ter criticado “o cancelamento da ação que levou Lula à cadeia” como “quebra do Estado Democrático de Direito” e depois ter tratado como tentativa de golpe a insurreição bolsonarista.
Essas postagens buscam passar ao público a ideia de que, como o verdadeiro golpe foi dado pelo STF para soltar Lula, a chamada trama golpista e os atos do 8/1 teriam sido, portanto, contragolpes legítimos, ou, no mínimo, de que a cogitação ou articulação dessas iniciativas teriam sido justificáveis no referido contexto.
Com frequência, a força da propaganda política reside na eliminação de todas as nuances e complexidades históricas, bem como no rebaixamento do raciocínio por princípios a um apelo emocional baseado em pessoas e grupos, para facilitar a adesão popular a slogans, chavões e frases de efeito, com forte carga identitária.
Alguns elementos omitidos nos ataques a Baptista Jr. são, em suma, os seguintes:
- O bolsonarismo contribuiu para a soltura de Lula, à medida que a blindagem de Flávio Bolsonaro contra investigações de rachadinhas levou o então presidente Jair Bolsonaro e seu filho senador a buscar acordos com Dias Toffoli pela impunidade geral (alcançada em relação às acusações de crimes de colarinho branco) e a agradar ministros do STF com a sabotagem da CPI da Lava Toga e com a remoção de postagem contrária à prisão em segunda instância quando o tema começou a ser rediscutido na Corte para soltar Lula;
- O bolsonarismo desmobilizou manifestações de rua prévias e posteriores à reversão dessa jurisprudência e, ao contrário, celebrou a soltura de Lula como um fator que turbinava as chances de reeleição de Bolsonaro com a reunificação da “direita” contra o PT;
- A sabotagem da CPI da Lava Toga, que investigaria Toffoli pela abertura do inquérito das fake news, abriu caminho para a concentração de poder de Alexandre de Moraes em sua relatoria, que depois se desdobrou em várias outras, inclusive no inquérito que levou à condenação de Jair Bolsonaro à prisão;
- A omissão dos Bolsonaro na reação constitucional às extrapolações do STF se voltou contra eles próprios quando setores do bolsonarismo, instigados pelo então presidente, passaram a cogitar e articular um caminho não constitucional para reagir à iminente derrota eleitoral, insuflando massas de manobra contra uma potencial fraude no sistema eletrônico de votação e deixando-as à mercê da caneta de Moraes.
Qualquer cérebro não abduzido para o universo paralelo da propaganda bolsonarista entende, como Baptista Jr., que é possível:
- criticar Lula e STF, e defender reações constitucionais a seus abusos, sem incorrer em atos inconstitucionais afetando legitimidade;
- criticar o rabo-preso e a estupidez dos Bolsonaro por terem fortalecido o sistema que até hoje fingem combater.
Flávio Bolsonaro passou os 40 minutos da entrevista no JN fugindo de todas as perguntas:
- Não explica o envolvimento com Vorcaro;
- Não explica onde foi parar o dinheiro recebido do banqueiro;
- Não explica por que condecorou um bandido como Adriano da Nóbrega e empregou seus familiares;
- Não explica como irá equilibrar as contas públicas;
- Não garante que irá aceitar o resultado das urnas se perder;
- Não apresenta uma única proposta concreta de governo, a não ser enquadrar as instituições e dar indulto ao pai.
Em resumo, um candidato totalmente despreparado, sem propostas e sem credibilidade.
Empresas brasileiras exportaram corrupção e agora Toffoli exporta impunidade.
Há três anos, o STF sequer analisa os recursos contra a decisão do ministro que anulou, sozinho, todas as provas do maior esquema de corrupção transnacional já revelado na história. A decisão é comprovadamente infundada e Toffoli está objetivamente sob conflito de interesses, pois ele próprio foi citado na delação (“amigo do amigo de meu pai”).
Anteontem o FDA aprovou o daraxonrasib para câncer de pâncreas metastático. É o mesmo remédio cujo estudo, apresentado na sessão plenária da ASCO (principal congresso de oncologia do mundo) recebeu uma ovação de pé de quase um minuto. Vamos entender por quê