“Lula diz que falará com Trump em meio a crise diplomática entre Brasil e EUA”: foi ler nas pesquisas que essa historieta de “defesa da soberania” já não colava mais tanto, e o sujeito muda de discurso. Não é sério, nunca foi.
Colômbia 🇨🇴/China 🇨🇳: Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia, anunciou que vai retirar seu país da iniciativa chinesa conhecida como “cinturão e rota”
🚨 URGENTE: EUA CANCELAM O VISTO DA EMBAIXADORA DO BRASIL EM WASHINGTON.
A informação foi dada há pouco por um oficial sênior do Departamento de Estado, em ligação fechada com um grupo restrito de jornalistas convidados, da qual participei.
A embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão brasileira nos Estados Unidos, teve o visto cancelado. A medida é retaliação direta à recusa do governo Lula em conceder o agrément a Daniel Perez, o embaixador americano indicado por Trump para Brasília.
Perguntei diretamente ao oficial se novas ações de visto e novos cancelamentos estavam sendo considerados. A resposta foi curta e devastadora: outras ações "não estão descartadas".
O governo americano descreve um padrão de hostilidade brasileira que se acumulou ao longo do ano: Darren Beattie, conselheiro sênior para o Brasil, foi barrado em uma visita anterior. Depois, o secretário-assistente Riley Barnes e o secretário-assistente adjunto Sam Samson tiveram os vistos negados para o que Washington classifica como uma visita de rotina. E agora o próprio embaixador americano está sendo bloqueado, com atrasos sucessivos e sem nenhum prazo prometido.
A condição foi colocada de forma explícita: o visto de Viotti será restaurado no momento em que o Brasil conceder o agrément a Daniel Perez. Nas palavras do oficial, "reciprocidade é o nome do jogo". Se um governo não deixa o outro trabalhar, o mesmo será feito de volta.
E aqui está a dimensão histórica que o Itamaraty não vai querer que você entenda: isto não tem precedente na história da relação Brasil-Estados Unidos. Em mais de 200 anos de relações diplomáticas ininterruptas, desde 1824, nunca um embaixador brasileiro em Washington teve o visto cancelado pelo governo americano.
A última vez que os Estados Unidos aplicaram esta medida contra um país do hemisfério foi em dezembro de 2010, contra a Venezuela de Hugo Chávez. O motivo foi exatamente o mesmo: Caracas se recusou a aceitar Larry Palmer como embaixador americano, e Washington cancelou o visto do embaixador venezuelano Bernardo Álvarez Herrera. O resultado? Venezuela e Estados Unidos ficaram uma década inteira sem embaixadores, até a ruptura total das relações.
É essa a companhia em que Lula acaba de colocar o Brasil.
O Departamento de Estado fez questão de dizer que atribui grande importância ao Brasil e a qualquer governo eleito que o povo brasileiro escolher "DE FORMA LIVRE E JUSTA", e que deseja voltar à normalidade. Mas o recado foi inequívoco: o governo brasileiro deve uma resposta rápida e positiva, e o relógio está correndo. Tic. Tac.
O Comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), General Francis Donovan, anunciou que, a partir da meia-noite de hoje, a Força-Tarefa Conjunta-Lança do Sul passará a ser a Força-Tarefa Conjunta-Hemisfério Ocidental.
Em operações militares dos EUA, uma redesignação costuma indicar uma das seguintes mudanças:
1-ampliação do escopo da missão (mais áreas geográficas ou mais objetivos);
2-transição de uma fase para outra (por exemplo, de preparação para execução sustentada);
3-reorganização do comando e controle, colocando mais forças sob uma estrutura única;
4-mudança de prioridades políticas ou estratégicas, sem necessariamente aumentar o ritmo das operações.
Comando Sul do exército dos EUA anuncia a criação de uma força-tarefa para combater cartéis na América Latina.
Ação acontece em conjunto com países da AL e Caribe que formam a coalizão anti-cartéis das Américas. O Brasil não participa do grupo.
“Aplicaremos fricção sistêmica total a essas organizações”, disse o General Francis Donovan, Comandante do Southcom.
CENTCOM: Caça F-35C dos Fuzileiros Navais dos EUA decola do porta-aviões USS Abraham Lincoln no Mar Arábico em apoio ao bloqueio americano contra o Irã. Até 2 de agosto, o CENTCOM redirecionou 35 embarcações comerciais, incapacitou 2 e abordou 2.