quando eu finalmente pego aquele rato na cozinha e, antes de morrer, ele diz:
“eu apenas sobrevivia colhendo as migalhas que a tua abundância ignorava. muitas vezes, deixava pistas para ver se me encontrava. suspirei por muitos dias por esse momento fatídico e único, pois morrer lentamente todos os dias, ouvindo você dizer que o problema era eu, doía mais do que o agora. até mais. espero que conviva bem com sua bagunça, já que sempre foi nela que eu vivi, sobrevivi e, mesmo sabendo que nela seria o meu fim, acreditei em você até aqui.”