passou um tuite elogiando a oratória de Dino
absurdamente prolixo, fazendo analogias e comparações absolutamente erradas a todo tempo, e pingando citações inúteis e igualmente erradas, quando não frases inexistentes de Aristóteles. flavio dino é a ideia que um burro tem de um bom orador. convence pela dicção, sequer pela retórica
2019: a PGR pede a extinção do
Inquérito das Fake News por ter sido criado de ofício, e Alexandre de Moraes diz que não é obrigado a extinguir.
2026: Alexandre de Moraes diz que o STF deve extinguir o inquérito contra ele porque a PGR pediu e é proibido investigar de ofício.
“Nós estamos numa miscelânea procedimental”, diz Moraes, relator das maiores miscelâneas da história do Judiciário brasileiro.
Sua ala pressiona pela nulidade das provas contra ele.
O diretor da PF e o PGR são aliados.
E, se alguém faz algo para jogar luz, então vira suspeito.
Flávio Dino não argumenta: ocupa moralmente o recinto antes que o adversário consiga abrir a boca. Sua retórica mistura homilia de sacristia estatal, pedantismo de bacharel e malandragem partidária. Cada frase chega escoltada pela presunção de que ele representa a civilização, enquanto o interlocutor encarna a ignorância, o extremismo ou o crime.
O truque consiste em apresentar a própria ideologia como neutralidade institucional. Dino esconde o partido sob a toga, puxa a Constituição da cartola e chama a prestidigitação de hermenêutica. Quando faltam provas, sobra solenidade; quando aparece uma contradição, ele a sufoca com uma parábola moral; quando alguém o contesta, responde como professor régio corrigindo a caligrafia de um criado.
É a retórica do parlapatão investido de autoridade: não pretende convencer, mas constranger; não demonstra, catequiza; não enfrenta a acusação, declara-se proprietário da virtude. E ainda contempla a própria impostura com aquele sorriso satisfeito de quem acaba de fraudar o raciocínio e espera ser felicitado pela elegância da caligrafia.
Os mesmos ministros que permitiram todos os abusos do Moraes durante sete anos hoje lembraram do rito processual, seguir normas, jurisprudência, ética. Fascinante.
Zanin afirma que sem pedido da PGR não há o que se deliberar, já que cabe a ela deliberar sobre necessidade ou não de investigação. Afirma que se PGR pede arquivamento, não cabe a Ministro discordar.
Bom lembrar que a então PGR determinou o arquivamento do inquérito 4.781 (Fake News) e foi ignorada pelo Supremo, do qual Zanin ainda não fazia parte. Mas tempos são outros.
“Eu creio que tudo deve ser apurado, mas não segundo o direito penal do autor, do inimigo”, diz Dino.
Claro.
Todos sabem que prevalece no STF o direto penal do amigo.