A outra face do Estado previdenciário é o Estado autoritário.
Desde 1880, um forma a base do outro.
O Estado que tudo dá é o Estado que tudo vai - mais cedo ou mais tarde - tirar.
Assim como a maioria dos impostos, o IPVA não faz sentido algum. Ele é uma violação do direito de propriedade. O dono do carro já paga uma fortuna em impostos na compra. Chega.
Criem coragem e ACABEM com o IPVA.
Viernes tarde. Cafetería llena.
Silvia, 34 años, soltera, desliza el dedo por Tinder, aburrida:
—Los hombres de hoy son unos flojos.
Ya no se acercan a ligar. Parecen críos asustados.
Le doy un sorbo al café y contesto:
—Normal que no se acerquen. Llevamos años castrándolos.
Cara de ofendida.
—Yo no he castrado a nadie. Solo pido que tengan iniciativa.
Dejo la taza en la mesa y le digo:
Si hablan, están “invadiendo”.
Si miran, “cosifican”.
Si insisten una vez, “acosan”.
Han agachado la cabeza, te dejan en paz…
y ahora lloras porque te aburres.
Silvia se queda pensando.
—Hombre, pero hay cada pesado que tela…
—Claro que los hay. Y babosos. Y tíos peligrosos.
Pero nos hemos cargado por el camino al tío normal.
A ese que se arma de valor y te dice que le gustas,
y se va si no hay interés.
Apunto directo a la doble moral:
—Fíjate en la hipocresía.
Si tú te acercas a un chico se va a casa sintiéndose Brad Pitt.
Cero traumas.
Pero si lo hacen ellos es casi un delito.
Silvia se queda mirando la mesa.
Jaque mate.
Hemos convertido el flirteo, el juego más antiguo e instintivo de la humanidad,
en un campo de minas legal y social.
A los tíos se les ha enseñado a pedir perdón por existir y a reprimir su naturaleza.
¿El resultado?
Mujeres aburridas mirando el móvil en los bares, preguntándose dónde están los hombres valientes.
Están donde les dijimos que estuvieran:
A dos metros de distancia.
Sin molestar.
Y cagados de miedo.
Queríais hombres deconstruidos.
Enhorabuena.
Disfrutad de la obra.
A pessoa pendura uma faixa na sacada.
Uma palavra só.
“LADRÃO.”
Sem textão, hashtag ou thread explicando contexto histórico desde a Mesopotâmia.
Só a palavra ali, pendurada ao vento, igual roupa lavada secando no varal da República.
Aí acontece a mágica brasileira.
Não aparece síndico nem vizinho gourmet defensor da harmonia visual da fachada. Aparece a Polícia Federal.
A PF.
Os caras atravessam a cidade, sobem elevador, batem na porta e mobilizam estrutura estatal porque uma faixa feriu sentimentos ocultos de alguém que, teoricamente, nem tinha sido citado.
Isso é o mais bonito.
O cidadão escreve “ladrão”. Não coloca foto. Não coloca nome.
Não desenha nem um bonequinho de palito.
Mas, em algum gabinete refrigerado, alguém lê aquilo e pensa:
“Filho da puta… é comigo.”
E sinceramente?
Quando a consciência acusa mais rápido que exame de DNA, talvez o problema não esteja exatamente na faixa.
Virou quase um experimento social.
Escreva “ladrão” num pano branco e espera. Quem se desesperar primeiro provavelmente já chega culpado antes da investigação.
A democracia brasileira entrou numa fase meio stand-up distópico.
Você pode falar. Claro que pode.
Desde que ninguém importante fique tristinho!!!
A liberdade de expressão virou aquelas cervejas de mercado em promoção: existe no rótulo, mas quando você abre… tá sem gás!!!
E a PF agora parece trabalhar também no setor de emoções delicadas da República.
Combate ao tráfico? Corrupção? Crime organizado?
Calma lá.
Primeiro precisamos impedir uma faixa de magoar pessoas altamente sensíveis ao termo “ladrão”.
O mais engraçado é que ninguém obrigou ninguém a vestir a carapuça.
Ela tava jogada no chão.
Teve gente que correu, pegou, vestiu, ajustou e ainda perguntou se tinha espelho.
No fim das contas, o Brasil virou esse bar decadente onde a piada chega antes da notícia e a realidade já perdeu completamente a vergonha de parecer paródia. E a lição continua simples: cuidado com palavras soltas por aí.
Às vezes elas acertam exatamente quem devia estar tranquilo!! 🫣🫣🫣🫣
⚠️ Capangas do Lula enquadradando cidadão comum que colocou uma faixa escrito "LADRÃO" na sacada do seu apartamento. Detalhe: o protesto não citou nome de ninguem.
https://t.co/c9hXGYE82d