Na véspera da eleição, a menos de 24 horas da abertura das urnas, uma canetada monocrática muda por completo a disputa pelo Senado no Paraná.
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu derrubar a candidatura de Deltan Dallagnol e determinou que qualquer voto dado a ele neste domingo seja simplesmente anulado. A medida reverte a liberação que já havia sido concedida pelo próprio tribunal eleitoral do estado e foi tomada de forma individual, sem que o plenário do TSE sequer tenha se reunido para julgar o caso.
O momento dessa intervenção fala por si só. Enquanto vemos figuras com históricos pesados e suspeitas graves disputando as eleições com total tranquilidade pelo país, quem chefiou a maior operação contra a corrupção da história recente enfrenta bloqueios jurídicos sem fim.
O recado passado pelas instituições é desolador. Uma clara retaliação calculada contra quem ousou combater os esquemas de corrupção do poder.
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