em letras? melhor que o lux. Em mensagem? melhor que o lux. Em sonoridade? MIL VEZES melhor que o lux. Em conceito? vou nem repetir. O que falta para alguns admitir isso é o puro vira-latismo
EQUILIBRIUM II da Anitta chegou e não é só mais um álbum pop, é ela pegando TERREIRO, macumba, samba e funk e colocando isso numa vitrine que o mundo inteiro vai ver.
Pra mim isso é RESISTÊNCIA! Porque em um país que criminaliza terreiro, queima tenda e trata cultura afro-brasileira com preconceito e caso de polícia, ter a artista mais ouvida do Brasil no mundo cantando Oxum e Iemanjá sem pedir desculpa, pra mim é ato político.
Enquanto o Brasil só sabe exportar churrasco e futebol de jogador fútil, Anitta exporta terreiro. E isso incomoda muito conservador golpista que sempre quis nossa cultura invisível.
quem tem ou já foi acolhido por uma preta velha sabe a honra que é ter a ancestralidade ali, bem pertinho, te entendendo e te vendo como ninguém, reorganizando o que tá bagunçando no lado de dentro pra trazer clareza e solução no lado de fora. lindo, lindo e lindo!
Gostei bastante do Equilibrivm, mas o II tá em outro patamar. Um disco que dialoga com o Brasil, mistura eletrônico e orgânico, tira um pouco os feats das zonas de conforto, é otimista, libertário e muito bem tocado (em todas as áreas - compositores, produtores e instrumentistas)
a tpm me fazendo chorar com um samba de gafieira mds pq fomos ensinados a odiar nossa cultura? isso é tão lindo, tão cultural, tão nosso, tão brasil e não valorizamos pq nos manipularem mt bem pra acreditar que só o que vem do eua é bom
há algo profundamente tocante nesses visuais do EQUILIBRIVM II. Anitta sentada diante das cartas, envolta pela luz baixa das velas, cristais e silêncio. não é apenas uma imagem bonita, é um momento de rendição. como se ela tivesse parado o tempo para olhar, com honestidade, o caminho que a trouxe até ali. as cartas se abrem como páginas de uma história que ela mesma escreveu com acertos, feridas, reinvenções e silenciosas vitórias. e quando a Morte aparece sobre a mesa não foi ameaça, foi passagem. é o reconhecimento de tudo o que precisou morrer para que algo mais verdadeiro pudesse nascer. nesses frames, ela não performa espiritualidade, ela a habita! com a delicadeza de quem finalmente se permite olhar para si mesma sem pressa, sem plateia, apenas com as cartas como testemunhas.