Território não vota. Altamira (PA) é a maior mancha do mapa da eleição, e a cidade de São Paulo teve 105 vezes mais votos. Os dois mapas são verdadeiros: o pintado mostra onde cada um venceu, o de colunas, por quanto.
Cidade por cidade: https://t.co/HcGqPceIK2
🚨🇧🇷 Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, reclamou em depoimento à Polícia Federal de estar "um ano preso", com a "vida devassada" e a "família dilacerada". A delegada Janaína Palazzo rebateu na hora: "Não é só a família do senhor que sofre os impactos desse negócio".
O depoimento foi gravado em 15 de outubro, e a PF enviou o vídeo ao STF na última quinta-feira (29). Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março. A delegada lembrou que ele chegou a ser solto e foi preso de novo, e Vorcaro respondeu que ficou "preso na minha casa".
Na gravação, de duas horas e meia, Vorcaro nega fraude com o BRB, diz que está "disposto a falar tudo" e pede o arquivamento do inquérito. A delegada citou cinco mil famílias "à bancarrota".
Vorcaro também explicou a mensagem "eu preciso dele feliz", sobre imóveis para o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa: "Ele nem foi morar nos apartamentos". No fim, pediu: "Me solta primeiro. Deixa eu esperar em casa".
📹 Reprodução/PF via @poder360
Ao ser entrevistado pelo Valor Econômico sobre as conclusões de Lara Resende baseadas em seus estudos, Cochrane foi categórico:
• Desaconselhamento prático: Ele afirmou diretamente que desaconselharia o Banco Central brasileiro a simplesmente cortar os juros esperando que isso reduza a inflação.
• A premissa da FTPL: Cochrane explicou que a Teoria Fiscal do Nível de Preços funciona sob a premissa de um governo que tem extrema credibilidade fiscal de longo prazo. Sem essa confiança de que o governo vai pagar suas contas e estabilizar a trajetória da dívida, tentar derrubar os juros na marra é "uma batalha perdida" e gera o efeito oposto, disparando a inflação.
• O diagnóstico para o Brasil: Para Cochrane, o problema brasileiro é fundamentalmente fiscal. A chave central para derrubar os juros e controlar a inflação de forma sustentável no país deve ser a adoção de uma política fiscal controlada e crível, e não uma canetada monetária.
O próprio formulador da FTPL deixa claro que a realidade institucional e fiscal do Brasil impede o uso simplista dessa "fórmula" para cortar juros sem antes arrumar o orçamento público.
Valor Econômico: John Cochrane entra no debate sobre inflação e juros no Brasil https://t.co/9m7XVqzaQ7
O MIT vai mudar seu processo de ensino frente ao avanço da Inteligência Artificial em alguns aspectos, como introdução de exames orais, portfólios semestrais, projetos presenciais e um componente social em cada matéria. O relatório vem em anexo na postagem
Gostaria de deixar registrado que o estadão contou até o COMBATE AO CRIME ORGANIZADO como "gasto eleitoral" de Lula em 2026. Está registrado como "BENEFÍCIO SOCIAL" no "Gastômetro" do site, que foi amplamente usado pela campanha de Flávio Bolsonaro.
Colocaram também a isenção do IR, que foi aprovada em 2025 (?), a proibição das bets (??), investimentos em saúde, educação e crédito industrial (???), desenvolvimento tecnológico e financiamento climático (????) e apoio a produtores afetados pelo El Niño (?????).
Em resumo: Lula ousou governar no ano de eleição.
Assistindo ao vídeo do @jonesmanoel_PE sobre austeridade, gostei de vê-lo utilizar Kalecki como principal referência. No entanto, ele desconsidera que a austeridade criticada por Kalecki é a que busca restringir a intervenção ativa do Estado na economia. Enquanto o ajuste que vem sendo sinalizado é progressivo, concentrado em:
Corte de renúncias e incentivos fiscais;
Tributação sobre renda e patrimônio;
Fim de privilégios da elite do Estado;
Combate à sonegação;
etc.
E, claro, não podemos ser ingenuos. Esse tipo de ajuste raramente avança, pois o equilíbrio das contas públicas não é uma questão puramente matemática, mas um conflito distributivo no qual a elite financeira historicamente exerce poder de veto. É por isso que fico com receio de levantar essa bandeira.
Contudo, quem se lembra do início do Lula III, quando a cobrança por ajustes voltou a ser evocada e o Haddad divulgou uma planilha com a lista de empresas beneficiadas por renúncias fiscais? Lembram como, depois disso, a cobrança passou a ser mais comedida? Pois é!
Não há como avançar nessa agenda sem participação popular. Quando o governo tenta cortar essas mamatas corporativas (o que seria um passo prático de austeridade progressiva), a reação assume formas muito concretas, baseadas no lobby, na judicialização e no pânico econômico. E aqui elenco alguns eventos recentes:
1. Desoneração da folha de pagamento
Em 2023, o Lula vetou a prorrogação da desoneração da folha de 17 setores da economia, um benefício fiscal sem evidências consistentes de geração de empregos.
A reação empresarial foi imediata, com campanhas alertando para demissões em massa e forte pressão sobre o congresso, que derrubou o veto. O governo recorreu ao STF em 2024 e, após uma disputa, precisou negociar a retirada gradual do benefício até 2027.
2. PERSE (Setor de Eventos)
Em dezembro de 2023, o governo tentou extinguir o PERSE, programa de isenções criado durante a pandemia que continuava gerando bilhões em renúncias fiscais, mesmo após a recuperação do setor.
Empresários do setor invadiram os corredores de Brasília, organizaram frentes parlamentares e ameaçaram travar as pautas do governo. Novamente, a narrativa foi de que "milhares de empresas fechariam as portas". O governo acabou recuando e aceitou manter o programa, com um teto de R$ 15 bilhões em benefícios fiscais.
3. Subvenções de ICMS
Grandes empresas utilizavam incentivos fiscais estaduais para reduzir também o pagamento de tributos federais. Em 2023, o governo conseguiu aprovar uma lei restringindo essa prática.
Como não conseguiram barrar a mudança no Congresso, diversas empresas recorreram à justiça em 2024, obtendo liminares e dificultando a arrecadação prevista.
Esses casos mostram como o ajustes fiscais são, em essência, manifestações das tensões do conflito distributivo.
Quando o governo tenta cortar privilégios tributários, enfrenta resistência empresarial, pressão parlamentar e disputas judiciais. O problema não é puramente econômico, é, sobretudo, político! Logo, não tem como comprar essa briga sem o povo estar junto.
Pílula analítica pós-eleitoral de sábado: Marcos Coimbra, pioneiro das pesquisas de opinião pública no Brasil, tem defendido, há muitos anos, a ideia de que 40% dos brasileiros são pouco informados, pouco interessados e pouco mobilizados sobre política. Por isso, o voto só se define durante a campanha; há grande volatilidade até o encontro do eleitor com a urna. É quase o oposto diametral do argumento da "cristalização" de preferências eleitorais (de notada inspiração estadunidense, originalmente pensado para um contexto bipartidário de facto, deixando estreita margem para uma mudança de rumo). Coimbra deve ter sorrido com condescendência na noite de domingo, 25/10.
Para quem ainda não percebeu que hoje já temos a maior alíquota de IVA do mundo, vale ver esse vídeo. A tributação combinada de ICMS e PIS/COFINS perfaz uma carga de 34,4% com as alíquotas padrão desses dois impostos, sem contar o IPI. https://t.co/nWLZIhw0pp
A milícia quase chegou ao Palácio do Planalto. Por isso, precisamos entender cada vez mais suas origens e a lógica que a sustenta. Esse é o tema do meu artigo pra @revistapiaui , em que discuto a origem das chamadas "polícias mineiras" nos anos 50 no RJ.
https://t.co/cJxawXNhLu
O acordo que fez a internet funcionar tá quebrando, e o Reddit acabou de ter o pior dia da história dele na bolsa.
Por uns 25 anos, os sites deram conteúdo pro Google e o Google mandou usuários de volta pra eles. Agora a IA do Google responde a pergunta ali mesmo e quase ninguém clica, e quem perde é todo site que vive dessas visitas, de jornal a fórum e blog.
Segundo o próprio CEO do Reddit, Steve Huffman, o Modo IA do Google, que entrega a resposta pronta no lugar da lista de links, "não traz tráfego, nem pra gente nem pra ninguém, até onde eu sei". O Reddit colocou número nisso: em outubro, foram em média mais de 1 milhão de visitas a menos por semana vindas de buscadores.
O estrago já aparece nos usuários. Nos Estados Unidos, quem entra no site todo dia caiu 2% em um ano, pra 50,7 milhões, a primeira queda desde que a empresa abriu capital em 2024. Se o ritmo continuar, a empresa avisa que o total de usuários por dia no mundo, hoje uns 130 milhões, pode ter uma queda de dois dígitos neste fim de ano.
Aqui no Brasil o padrão já aparece. Um estudo entregue ao CADE estima que os resumos de IA do Google cortaram pelo menos 20,6% dos cliques pra sites de notícia brasileiros.
A ação do Reddit chegou a cair cerca de 29% hoje, pra US$ 91,79, a maior queda num dia só desde que ela existe. Pelas contas da Reuters, mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado sumiram.
E a reação do Reddit mostra pra onde a internet tá indo. A maior parte do conteúdo vai passar a pedir login, com teste em alguns países fora dos Estados Unidos ainda este ano.