É só quando o relógio para que o tempo vive. ACAPA de 19 de agosto de 2021 surge com essa inspiração falkneriana para uma boa notícia: se tudo der certo (e isso, no Brasil, só pode ser dito com certa dose de cinismo), faltam 500 dias para o fim do governo Bolsonaro.
ACAPA de 23 de julho de 2021 do jornal sem jornal, como uma ditadura ou Olimpíada sem Arena, observa que os Jogos de 1964 nunca deixaram de ser disputados nesse Brasil onde o passado está sempre na cerimônia de abertura.
ACAPA de 28 de junho de 2012 não consegue extrair nada positivo do caso Lázaro, do início ao fim, para todos os envolvidos. Resta ao jornal sem jornal, como um Brasil sem violência, se perguntar em que momento trocamos estrelas por buracos de bala em nosso lábaro.
Meio sem ambiente para seguir no cargo, o eliminado da semana ficou tão íntimo de madeireiros que teve de sair antes de passar toda a boiada. O jornal sem jornal, como uma Amazônia sem nenhuma samaúma, deve à floresta o avanço da desertificação na Esplanada dos Ministérios.
Esta, aliás, estas são ACAPA de 19 de julho de 2021, assim em dose dupla com os traços de @claudioduarteilustrador e @hippertt, algo que jamais imaginamos ou desejamos um dia publicar. O jornal sem jornal, como um e-mail oferecendo vacina que fica sem resposta, sofre o vazio.
ACAPA chega algumas horas antes do Dia dos Namorados porque, no Brasil, o óbvio precisa ser dito com urgência. O jornal sem jornal busca na máxima cunhada pelo movimento feminista há 40 anos um estímulo para que não nos entreguemos de cara limpa a certos planos de extermínio.
No traço de André Hippert, ACAPA de 9 de junho de 2021 sente saudade do tempo quando a arte, no futebol e na vida, significava transpor a si mesmo para enxergar o perigo à espreita, a impossibilidade de tangenciar uma discussão política quando a neutralidade favorece a barbárie.
Com a arte do @ilustradorclaudioduarte, aglomera os brasileiros horrorizados com a marcha de Bolsonaro e seus apoiadores, com carenagem e sem máscara, pelas ruas do Rio. Isso a Globo da morte não mostra!
ACAPA de 19 de maio de 2021 observa uma inflexão na arte da estratégia militar, quando enganar o inimigo é moralmente aceito e recuar é algo que se faz para proteger a tropa, não o comandante. Onde anda o patriotismo de um militar que mente ao próprio povo?
Roberto, no seu aniversário de 80 anos ACAPA tem tanto pra lhe falar, mas todos estão surdos. Tudo vai mal, tudo. Esse cara do retrato ainda na parede não é amigo de fé nem irmão camarada. O jornal sem jornal, como você sem Erasmo, vê que tudo mais vai pro inferno.
ACAPA de 15 de abril de 2021 conta uma história de gratidão. O jornal sem jornal, como um Centrão de centro, fica meio assombrado quando, em cinco meses no cargo, um ministro passa por cima da jurisprudência para agradar quem o indicou. Ká entre nós, é autoproteção de um golpe?
ACAPA de 12 de abril de 2021 busca corrigir a confusão de Iuri Gagarin, quando, 60 anos atrás, deu a primeira volta no planeta. O jornal sem jornal, como uma corrida espacial sem guerra fria, pensa que o cosmonauta, diante de um corpo redondo, podia ter dito "A Terra é vermelha".
ACAPA de 1º de abril de 2021 louva a integridade de um capitão devotado à família, obsessivo na proteção aos filhos, a quem sempre ensinou caminhos para que prosperassem por si mesmos. O jornal sem jornal crê que o Português é língua incapaz de oferecer adjetivos para esse líder
Neste macabro 24 de março em que chegamos a 300 mil brasileiros mortos por Covid-19, ACAPA faz questão de apontar quem não uniu nem assumiu o papel de líder, sabotou as negociações por vacina, jogou a culpa em governadores e prefeitos, flertou com autogolpe.
ACAPA de 23 de março de 2021 anuncia o fim de uma alucinação. O jornal sem jornal, como um rapaz latino-americano com dinheiro no banco, crê que presentemente podemos nos considerar sujeitos de sorte.
Para que fiquemos sãos, salvos e fortes, assine:
https://t.co/ii3ZeFjNnV
ACAPA de 17 de março de 2021
vem a público num dia de São Patrício, padroeiro da Irlanda. Mas o jornal sem jornal, como um copo meio cheio vazio, pensa que, diante de uma popularidade resistente a cadávares, bem que poderia ser Hallowen.
Vermelho e preto-17! Com o país vivendo sob o impacto de uma roleta russa, ACAPA deste domingo sombrio, 14 de março de 2021, não se admira que ainda tenha gente que aposte na fama e na fortuna para se sentir no direito de estar acima das regras.