STF virou self-service. https://t.co/T8WZDyJ9BN
Lulistas escolhem ministros de forma escancarada para ações claramente eleitorais enquanto acusam os adversários de jogar fora das regras.
Por @rodolfolpborges
🚨 SAÍ AGORA HÁ POUCO DA AUDIÊNCIA COM A MINISTRA CÁRMEN LÚCIA, NO STF.
Fui pedir oficialmente a abertura imediata do Conselho de Ética do Senado e o afastamento de Alcolumbre da presidência.
Apresentei à relatora os fatos: o Conselho não se reúne há mais de 800 dias, quem instala é Alcolumbre, e ele tem pelo menos 4 representações contra ele nesse mesmo Conselho. O caso está no Supremo há mais de 100 dias!
Meu mandado de segurança está protocolado. Conselho aberto, abre o afastamento de Alcolumbre. Afastado, abre a CPMI do Master e os pedidos de impeachment de ministros saem da gaveta.
NÃO VAMOS RECUAR.
Dino passou a sessão do dia 15 falando de “pressão ilegítima” e interferência estrangeira. Oito dias depois, o PT escolheu exatamente ele para julgar se houve interferência estrangeira na eleição.
🤡
O relator já entrou no tema, em público, com tese pronta. Quem quiser arguir suspeição vai dizer que ele não chegou neutro ao pedido.
Minha gente...
Poucas vezes eu vi alguém destruir outra pessoa como Mendonça fez com o Alexandre de Moraes na sua resposta ao Fachin.
Mendonça demostrou, por A+B, que:
1- Os relatórios de Moraes foram pedidos ilegalmente e são inúteis.
2- Moraes faz afirmações falsas(destrói todas).
3- Não houve investigação contra Moraes.
4- O procedimento de Moraes no inq das Fake News contra Mendonça foi ilegal.
5- Moraes omite informações.
6- Mendonça jamais acessou o HD com as conversas de Vorcaro.
7- Pode ter mais coisa contra Mendonça no Inquérito das Fake News e pede o acesso integral ao inquérito.
8- Os próprios relatórios de "inteligência" tem informações erradas.
Destaco os pontos 202 e 204 da defesa:
"202. À luz de tais esclarecimentos, conclui-se pela absoluta ausência de qualquer elemento apto a embasar as alegações formuladas, de modo leviano e irresponsável, pelo Ministro Alexandre de Moraes, em face deste Ministro.
204. No presente caso, a requisição de apresentação e a posterior juntada de “relatórios” de inteligência que versassem sobre Ministro desta Corte, para então imputar crimes com base exclusivamente em tais “documentos” (apócrifos e sem qualquer valor probatório), notadamente por quem poderia ser enquadrado como potencial futuro investigado em feito que se encontrava sob relatoria do Ministro alvo de tais “relatórios”, configura situação que demanda apuração."
Ficou feio, hein, Moraes?
Da série "deixa ver se entendi": um integrante da Corte que normaliza um Ministro julgar o processo em que ele próprio é investigado pretende afastar julgadores de outro Tribunal por conta de parcialidade? É isso mesmo?
Definitivamente, no fundo do poço há um alçapão. Melhor: um buraco negro.
10 motivos para investigar, afastar e/ou prender um magistrado onipotente
1.
O magistrado editou duas vezes o contrato privado da esposa advogada com o banqueiro, que rendeu uma fortuna para a família dele, embora a do contratante tenha sido construída à base da maior fraude financeira da história do país, com dinheiro desviado de investidores e de fundos de previdência, ou seja, de aposentados.
2.
O magistrado foi beneficiário do uso de aeronaves da empresa do banqueiro como parte das negociações com sua esposa, como ficou comprovado até em vídeo.
3.
O magistrado foi um dos organizadores de uma degustação em Londres de whisky Macallan e charutos, patrocinada pelo banqueiro; e, para ela, convidou autoridades das quais o contratante de sua esposa gostaria de se aproximar, incluindo outro magistrado do mesmo tribunal que atribuiu expressamente ao colega esse convite.
4.
O magistrado conversava pelo WhatsApp com o banqueiro, que parecia receber dele informações de interesse e que lhe pedia para interferir junto a autoridades policiais e do Ministério Público presentes no clube do whisky, a fim de travar investigações em tese sigilosas a seu respeito, chegando a consultar o marido de sua contratada sobre fugir do país dois dias antes de ser preso.
5.
O magistrado utilizava um sistema de visualização única das mensagens trocadas com o banqueiro, tendo alterado a configuração do aplicativo para que os rastros fossem apagados a cada 24 horas, o que ele próprio, em voto condenatório no tribunal, considerou apagamento de provas.
6.
O magistrado utilizou um inquérito ilegal aberto há 7 anos e meio para atacar, com base em relatório apócrifo do qual ainda não explicou como tomou conhecimento, o relator do caso que retirou sigilo do relatório policial oficial, no qual ele foi identificado como destinatário das referidas mensagens do banqueiro contratante de sua esposa.
7.
O magistrado participou de sessão de julgamento sobre a abertura ou não de investigação a seu respeito, buscando intimidar o relator do caso com acusações - desprovidas de devido processo legal e de provas documentais - como a de que o colega exerceu pressão para que ele fosse implicado em colaboração premiada.
8.
O magistrado cobrou que, para abertura de investigação a seu respeito, houvesse pedido do atual procurador-geral da República, também envolvido em trocas de mensagens com o banqueiro com quem fumou charuto e foi fotografado no clube do whisky, embora esse mesmo magistrado tenha relatado por 7 anos e meio um inquérito aberto sem pedido da Procuradoria, cuja chefe, na época, defendeu seu arquivamento por ilegalidade.
9.
O magistrado trocou de celular sem jamais ter apresentado o conteúdo ou entregue às autoridades o aparelho e o chip daquele pelo qual conversou com o banqueiro contratante de sua esposa. Tampouco encaminhou a qualquer autoridade, na época das conversas, aviso ou solicitação de providências acerca dos pedidos de interferência em investigações a partir de informações sigilosas obtidas ilegalmente.
10.
O magistrado conta com a mobilização de aliados no tribunal (alguns dos quais ele ajudou a blindar no passado), na Polícia Federal, na Procuradoria-Geral e na presidência da República, além da ala chapa-branca da imprensa, para melar o processo na raiz, seja plantando vícios para colher nulidade, seja arrastando os demais colegas para a mesma lama. Ele também segue sendo sorteado, ou passível de ser sorteado, para relatar ações que envolvem o escândalo que o atingiu; e ainda poderá ser ser presidente da Corte daqui a um ano, concentrando ainda mais poderes para retaliar todos que ousaram enfrentá-lo.
Para que fique claro:
Eu apoio qualquer investigação contra qualquer ministro do STF.
Meu foco é no Alexandre pela ameaça que ele representa.
Kassio Nunes Marques, se for o caso, será investigado. Mas é bom lembrar que a informação sobre Kássio foi descoberta ILEGALMENTE pelo grupo do Alexandre porque ele SE RECUSA a ser questionado.
ESSE é o risco que Moraes representa.
Um ministro do STF que, INCLUSIVE, quer votar sobre uma denúncia contra ELE.
Se amanhã sair a notícia de que Fachin levou 100 BILHÕES, não interessa. Ele não vai meter ninguém no inquérito das Fake News, não vai atrás do jornalista que descobriu isso e nem vai CHANTAGEAR ou AMEAÇAR outro ministro do STF.
Quer investigar outro ministro? Ótimo. Só não percam a perspectiva do quão autoritário Moraes é(e não é de graça, como todos vimos).
🚨 R$ 427 MILHÕES | O contrato da “Turma do KN” para destravar precatórios de Vorcaro
Honorários dependiam do êxito em ações que poderiam destravar R$ 8,5 bilhões; mensagens mostram pedido de KN para diária em Fasano
Leia na coluna de @andrezamatais
Temos agentes públicos insindicáveis, que são como 007: têm autorização até para matar. Chegamos ao fundo do poço institucional. Até o Ministério Público Federal prende-se a tecnicalidade para negar-se a dar respostas à sociedade. Vorcaro conseguiu destruir todas as instituições da República reputacionalmente.
Foto do PGR Paulo Gonet com Daniel Vorcaro fumando charuto em Londres foi encaminhada ao banqueiro pelo advogado do Master, Ciro Soares.
“PG me mandou agora”, escreveu.
Gilmar Mendes esperneou quando André Mendonça sugeriu reflexão sobre esse tipo de conduta, mas imagine a gritaria do decano se Sergio Moro e Deltan Dallagnol tivessem aparecido degustando whisky Macallan na Lava Jato…
O sistema quer manter “uma pessoa da estatura” do “PG” no caso Master, porque ele defende a nulidade das provas contra Alexandre de Moraes e ajuda a lançar cortinas de fumaça com suas baforadas.
Suspeitos, claro, são sempre os outros.
(https://t.co/cuuKi8eMR3)
Impressionante o cinismo do decano do Supremo Tribunal Federal.
Vamos ao tweet do Gilmar:
» "Paulo Gonet, Procurador-Geral da República, tem reputação ilibada e vida pública de lisura insuspeita. Isso nunca foi objeto de disputa: é reconhecido em todos os espectros, por quem concorda e por quem discorda dele."
Não, não tem. Paulo Gonet é EXCESSIVAMENTE próximo de pessoas de quem ele supostamente tem que investigar. Quantas vezes ele já foi no Palácio do Planalto? Quantas vezes ele já não conversou com os próprios ministros do STF?
» "Mesmo assim, teve a honra injustamente manchada pelo levantamento do sigilo de conversas que nada de ilícito retratavam. E, naquele exato momento, o estrago à reputação já estava feito. Ninguém desfaz manchete com reparo tardio em plenário. Ainda assim, assistimos na terça-feira a uma cena lamentável."
Se ele teve a honra "injustamente manchada", ele que entre com uma ação de danos morais contra o ministro André Mendonça.
O tal "estrago à reputação" foi pelo fato de que nitidamente ele não tinha isenção para lidar com o caso Master, mas ainda continua peticionando como se nada tivesse acontecido.
O estrago é fruto do comportamento do próprio Gonet.
Se ele tivesse voluntariamente se afastado, seria elogiado.
» "Em plenário, o próprio relator reconheceu, em alto e bom som, a lisura da conduta de Gonet e admitiu que nada havia contra ele. Nada. Então por que expor?
Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável."
É BIZARRO uma pessoa afirmar que está preocupada com a honra de alguém quando conversas sobre o ministro Kássio Nunes Marques vazaram depois do celular de Vorcaro ser entregue no gabinete do ministro Zanin.
Nenhuma palavra sobre isso.
Claro, fazia parte da estratégia do grupo de Moraes tornar Nunes Marques suspeito para dar seu voto.
» "E não foi só isso. A intenção de lucrar politicamente com o episódio ficou escancarada quando o relator fez publicar vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular. Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?"
Ora, ora, ora...
Gilmar fala de alguém querendo "lucrar politicamente".
Gilmar dia sim e dia também conversa com políticos do Congresso Nacional, se encontra com o presidente da República e tenta pressionar seus colegas de STF.
Chega a dar vergonha alheia ver Gilmar criticando alguém por supostamente agir politicamente.
» "Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral."
Ok, quando vai sair a crítica de Moraes se encontrando com o presidente da Repúlica na CASA DELE para melhorar as relações com o presidente do Senado?
Quando vai sair as críticas de Moraes discursando em evento do governo federal dentro do Planalto?
Esse é o magistrado imparcial de Gilmar?
» "Já vimos esse filme. Na Lava Jato, Deltan Dallagnol e Sergio Moro transformaram vazamento seletivo em método.
A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito. Linchamento coletivo serve para esvaziar o direito de defesa e enterrar a presunção de inocência."
Quantas vezes ALGUÉM próximo ao ministro Alexandre de Moraes vazou as decisões dele na Globonews e na CNN Brasil?
Tinha advogado que era intimado pela imprensa.
Eu mesmo já vi decisão entrar primeiro na imprensa e depois no sistema do STF.
Mas e o vazamento das conversas do filho do Fux?
Não vai ter indignação, ministro?
Por fim, sabem o que não tem no tweet?
Explicação das conversas do coleguinha com o banqueiro.
No dia 2/9 eu contei que o mesmo assunto que fez Daniel Vorcaro procurar André Mendonça foi tema de uma reunião do banqueiro com Gilmar Mendes.
Na matéria abaixo, a Folha traz muito mais detalhes sobre essa história, inclusive que, à época, Vorcaro mantinha um contrato de R$ 500 mil mensais com o então cunhado de Gilmar.
O Globo: Cunhado de Gilmar chamava Vorcaro de irmão e recomendou aproximação com ministro: 'Importante para o futuro'
Com @JohannsEller no @JornalOGlobo:
https://t.co/RMwxRe5kYe
Ministro Gilmar, é preciso uma desfaçatez monumental para atacar os outros exatamente pelo que você acaba de ser flagrado fazendo.
Você fala em intimidação enquanto chama André Mendonça de “pixuleco eleitoral”.
Fala em imparcialidade depois de mandar Nunes Marques “sair dos processos” e do TSE e “abrir as contas”.
Fala em postura institucional depois de ordenar a Fux: “só cuide de atuar como presidente da turma”.
Isso não é divergência entre colegas. É ameaça e pressão de bastidor sobre juízes.
Na Lava Jato, eu assinava denúncias, apresentava provas e respondia publicamente por cada ato. As condenações passaram por vários juízes e tribunais.
Nunca mandei mensagem privada a um juiz exigindo que abandonasse um processo.
Você mandou.
Seu texto não defende o devido processo. Tenta inverter o escândalo: atacar quem revelou os fatos para não responder pelos fatos revelados.
Você perguntou “quem é o vazador-geral da República?”, mas não dedicou uma linha ao vazamento das conversas que atingiram os filhos de Nunes Marques e Fux.
Também não explicou as 52 mensagens de Vorcaro a Moraes, as menções ao evento em Londres financiado pelo Banco Master, que reuniu todos vocês e teve uma degustação de uísque Macallan e charutos bancada por Vorcaro.
Para você, o escândalo não são os fatos. É o Brasil ter acesso a eles.
Devido processo não é esconder provas para proteger reputações. É investigar com independência, garantir defesa e aplicar a mesma lei a todos.
Antes de falar sobre o método da Lava Jato, explique o seu, Gilmar. Explique suas mensagens. Antes de exigir que os outros abram as contas, abra primeiro as suas.
Abra as contas do IDP e dos patrocínios do seu instituto. Abra as contas dos eventos bancados pelo Master. Abra as contas do Gilmarpalooza.
André Mendonça tem razão: o Supremo precisa urgentemente de um código de ética.
Você não está em posição de dar aula nem lição de moral a ninguém. Está em posição de prestar contas.