Há apenas duas semanas, o governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta do Orçamento de 2027. O documento, que define as prioridades financeiras do país para o próximo ano, foi entregue sem prever um único centavo de reajuste para o Bolsa Família.
No entanto, agora, a poucos dias das eleições e vendo sua popularidade cair entre os beneficiários, o presidente Lula ignora o próprio planejamento econômico de sua equipe e anuncia de última hora o aumento do benefício para R$ 691.
Isso é o retrato exato do populismo. Quando uma medida não consta no orçamento oficial, fica claro que ela não é uma política pública estruturada com responsabilidade, mas sim um truque desesperado para tentar reverter a queda nas pesquisas e atrair votos de forma emergencial.
O Estado não pode agir como um comitê eleitoral financiado pelos seus impostos, pois a conta da irresponsabilidade fiscal sempre acaba pesando no bolso dos mais pobres através da inflação e do aumento de impostos.
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LULA NUNCA FOI ABSOLVIDO
Nem provou que é inocente como argumentou falsamente ontem no programa Inteligência Ldta.
Vejam o que aconteceu.
Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) foi condenado, em primeira e segunda instâncias, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em dois processos da Operação Lava Jato, ambos depois anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
1. Caso do triplex do Guarujá (apartamento no litoral de São Paulo)
Em julho de 2017, o então juiz Sérgio Moro (13ª Vara Federal de Curitiba) condenou Lula a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
A acusação era de ter recebido como propina da empreiteira OAS a reserva, reforma e benefícios de um apartamento triplex no Condomínio Solaris, em Guarujá (SP), em troca de favores relacionados a contratos da Petrobras.
Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a condenação e elevou a pena para 12 anos e 1 mês.
Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação, mas reduziu a pena para cerca de 8 anos, 10 meses e 20 dias.
Foi com base nessa condenação (após segunda instância) que Lula ficou preso por 580 dias, de abril de 2018 a novembro de 2019.
2. Caso do sítio de Atibaia (SP)
Em fevereiro de 2019, a juíza Gabriela Hardt (que substituiu Moro) condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção passiva (e, em trechos da sentença, também referências a aspectos de corrupção ativa) e lavagem de dinheiro.
A acusação envolvia o recebimento de vantagens indevidas (reformas e benfeitorias no valor de cerca de R$ 1 milhão) das empreiteiras OAS e Odebrecht no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, frequentado pela família de Lula (formalmente em nome de outra pessoa).
Em segunda instância (TRF-4), a pena foi elevada para 17 anos, 1 mês e 10 dias.
Anulação das condenações
Em 2021, o STF (por decisão do ministro Edson Fachin, confirmada pelo plenário) anulou as condenações e os processos relacionados, por entender que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos (que deveriam ter tramitado em Brasília) e, posteriormente, por reconhecer a suspeição/parcialidade do juiz Sérgio Moro. Os processos retornaram à Justiça Federal do Distrito Federal: o do triplex prescreveu e a denúncia do sítio de Atibaia foi rejeitada.
Pessoal, eu sei que muitos estão preocupados com a próxima geração de jogadores.
Mas vocês já pararam para olhar o que está acontecendo nos bastidores da CBF?
- Em 2023, a CBF firmou uma parceria com o IDP, a faculdade de Gilmar Mendes.
- Pouco tempo depois, numa canetada, Gilmar Mendes manteve o então presidente Ednaldo Rodrigues no cargo.
- Quando Ednaldo finalmente caiu, veio o substituto: Samir Xaud, ex-aluno do IDP, de Gilmar Mendes.
- Francisco Mendes, filho de Gilmar e atual diretor do IDP, por sua vez, disse o seguinte no último Gilmarpalooza: "Quem convocou o Neymar fui eu."
- Durante a Copa, Francisco Mendes tem atuado nos bastidores das tratativas da liga de futebol nacional.
Sinceramente, mesmo que craques surjam do nada, o que podemos esperar do nosso futebol?
Um jogador com espírito de equipe e senso de responsabilidade com a nação bate o pênalti nos acréscimos do segundo tempo, pega a bola correndo na rede e bota rapidamente no meio do campo, quando sua seleção perde por 2 a 1, com dois gols tomados após sua entrada na partida.
Um jogador narcisista transforma o pênalti num duelo pessoal com o goleiro adversário, trocando provocações antes, durante e, pior ainda, depois da batida, ignorando a pressa imposta pelo placar adverso e dizendo frases como “comigo, não, otário”, com a qual afeta superioridade até sobre um companheiro de equipe que teve uma cobrança defendida no primeiro tempo.
O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, mas a idolatria de milhões de brasileiros por figuras que se colocam acima de tudo e de todos perdura, com apego irracional à pose de valentão que mascara o prejuízo geral.
O mau desempenho é corrigível com o resgate da cognição individual e um longo trabalho de aprimoramento físico, técnico e tático. Mas o culto a personalidades narcísicas é um vírus cultural que afeta precisamente a cognição, ajudando a produzir, seja na política, seja no futebol, sucessivas derrotas coletivas para o país.
A Brazilian scientist worked in silence for 25 years on something medicine said was impossible: regenerating the spinal cord.
Dr. Tatiana Sampaio extracted a protein from placentas that acts as "biological glue" — recreating the conditions that let embryonic neurons connect.
Six patients with complete spinal cord injuries regained movement.
Bruno Drummond was tetraplegic after a car accident. Two weeks after treatment, he moved his toe. Today he walks, climbs stairs, dances.
Her quote when asked why she finally went public:
"I no longer have the right to be conservative."
25 years. No social media. No self-promotion. Just the work.
This is what real science looks like.
Na manifestação “Acorda Brasil”, realizada ontem, Nikolas Ferreira repetiu o padrão bolsonarista.
Defendeu condenados pela Justiça por tentativa de golpe.
Falou do escândalo do Master, mas não mencionou o pastor da sua igreja envolvido com o caso.
Pediu a saída do ministro Alexandre de Moraes, mas “se esqueceu” de citar Toffoli.
Afirmou estar lá para lutar contra o “sistema”, com o apoio de Valdemar Costa Neto, o político que melhor representa o sistema.
Apesar de ser um político, Nikolas conduziu o ato como alguém abençoado, um enviado de Deus. Tudo em nome da "liberdade" que, segundo a sua narrativa, não existe mais no Brasil, apesar de a passeata e os seus atos provarem exatamente o contrário.
Os participantes, ao final do evento, voltaram para casa encharcados pela chuva, alguns ainda no hospital por conta de um raio, mas com a sensação de dever cumprido. Se sentiram como protagonistas na defesa da nossa pátria.
Ledo engano.
Foram apenas figurantes gratuitos para os vídeos de Nikolas e de uma dúzia de políticos. Vídeos que serão utilizados nas campanhas de 2026.
Nada mudou.
Nikolas retorna hoje para as suas férias, com a reeleição garantida, sem que seja preciso apresentar nenhum projeto ou medida que melhore a vida do brasileiro. Bastou olhar para o alto e agradecer a Deus.
Valdemar fica feliz com a garantia de que muitos deputados do PL serão reeleitos e, com isso, manterá mais de R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Eleitoral.
Os participantes, por sua vez, acordaram hoje com os mesmos problemas que tinham antes da caminhada. Iniciam a semana trabalhando para pagar os salários de Nikolas, dos seus assessores, os rombos do banco Master e todas as mordomias do Congresso, do Executivo e do Legislativo. Porém, continuam fiéis àqueles que os enganam e seguem atacando quem ousa alertá-los sobre o oportunista discurso bolsonarista. E assim permanecem como massa de manobra de políticos que não têm nenhuma preocupação com o País, se colocam como vítimas e criam narrativas com o único objetivo de se perpetuarem no poder.
Está realmente na hora de acordarem.
O Brasil vinha a duras penas criando barreiras ao nepotismo. O STF, na contramão, abre novamente a porteira para essa forma de corrupção, historicamente entranhada em municípios e estados brasileiros.
Votaram pela liberação o relator Luiz Fux, seguido por Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Apenas Dino votou contra até agora. Faltam ainda votar Cármen Lúcia, Gilmar e Fachin, mas a maioria já está formada.